Norte regista 159 942 desempregados em fevereiro, mais 35 mil que pré-pandemia

Aumento significativo de desemprego afeta 159.942 pessoas na região Norte, com impacto particular em mulheres que representam 57% dos inscritos.
35 605 pessoas a mais num ano — o peso de uma crise que não terminou
A região Norte registou em fevereiro 159 942 desempregados, comparado com 124 337 em fevereiro de 2020.
Mark

Porque é que a comparação com fevereiro de 2020 é tão importante nesta história?

Mimi

Porque fevereiro de 2020 foi o último mês antes da pandemia mudar tudo. É o ponto de referência que nos diz: isto não é flutuação normal do mercado, isto é o impacto direto de uma crise.

Mark

Mas o desemprego não devia estar a melhorar em fevereiro de 2021, passado um ano?

Mimi

Teoricamente sim. Mas a pandemia não terminou em fevereiro de 2021 — os confinamentos continuavam, os negócios ainda estavam fechados ou com restrições severas. Muita gente que perdeu emprego em 2020 ainda não tinha conseguido voltar a trabalhar.

Mark

O facto de 57% serem mulheres muda a forma como lemos estes números?

Mimi

Absolutamente. Significa que a crise do desemprego não foi igual para todos. Sectores como turismo, hotelaria e comércio — onde há muitas mulheres — foram particularmente afetados pelos confinamentos.

Mark

E aqueles 89 006 que estão inscritos há menos de um ano — são todos pessoas que perderam emprego durante a pandemia?

Mimi

Nem todos. Alguns podem ser jovens que entraram no mercado de trabalho durante a crise. Mas a maioria sim, perdeu emprego. É gente que ainda está no início da sua procura, ainda com esperança de encontrar algo rapidamente.

Mark

Vila Nova de Gaia com 19 mil desempregados — é muito?

Mimi

Para um concelho, é bastante. Mostra que o desemprego está concentrado nas áreas urbanas maiores, onde há mais população mas também onde a economia foi mais afetada pela pandemia.

  • A região Norte registou quase 160 mil desempregados em fevereiro de 2021, um aumento de 36,8% face ao período pré-pandemia — a maior subida homóloga desde que a crise sanitária começou.
  • As mulheres são as mais atingidas, representando 57% dos inscritos nos centros de emprego, revelando uma desigualdade de género que a pandemia aprofundou.
  • Mais de metade dos desempregados está inscrita há menos de um ano, sinal de que o impacto no mercado de trabalho ainda está a acontecer em tempo real.
  • Vila Nova de Gaia e Porto concentram juntas mais de 32 mil desempregados, tornando-se os epicentros urbanos de uma crise que se estende por todo o território regional.
  • A nível nacional, os 431.843 desempregados registados no continente e regiões autónomas mostram que a pressão sobre o sistema de emprego português é transversal e crescente.

Um ano após o início da pandemia, a região Norte de Portugal carrega nas suas estatísticas de emprego a memória de uma ruptura: 159.942 pessoas inscritas nos centros de emprego em fevereiro de 2021, mais 35.605 do que no mesmo mês de 2020. O crescimento de 36,8% não é apenas um número — é o retrato de um mercado de trabalho que ainda não encontrou o seu equilíbrio, onde as mulheres representam a maioria dos afetados e onde cidades como Vila Nova de Gaia e Porto concentram o peso mais visível desta crise silenciosa.

Em fevereiro de 2021, a região Norte contabilizava 159.942 pessoas inscritas nos centros de emprego — um número que se torna ainda mais pesado quando comparado com fevereiro de 2020, o mês anterior ao primeiro confinamento. A diferença é de 35.605 pessoas a mais, um aumento de 36,8% em termos homólogos que traduz o impacto duradouro da pandemia no mercado de trabalho regional.

Dos quase 160 mil desempregados, 57% são mulheres. Mais de metade — 89.006 pessoas — estão inscritas há menos de um ano, o que indica que muitos perderam o emprego recentemente. A maioria, 146.506, procura um novo trabalho; 13.436 buscam o primeiro emprego. Em apenas um mês, entre janeiro e fevereiro, o número cresceu mais 2.274 pessoas, sem sinais claros de inversão da tendência.

Geograficamente, o desemprego concentra-se nos principais centros urbanos: Vila Nova de Gaia lidera com 19.026 inscritos, seguida do Porto com 13.424, Matosinhos, Gondomar e Braga. Estes números representam pessoas que, dia após dia, enviam candidaturas e aguardam respostas.

A escala do problema ultrapassa a região. Em todo o país, havia 431.843 desempregados registados no final de fevereiro, correspondendo a 71,2% do total de pedidos de emprego — uma proporção que ilustra a pressão considerável sobre o sistema de emprego português, do qual o Norte é um dos pontos mais críticos.

Em fevereiro, a região Norte tinha 159 942 pessoas inscritas nos centros de emprego — um número que carrega o peso de uma crise que não terminou. Quando se compara este dado com fevereiro de 2020, o mês anterior ao primeiro confinamento, a diferença é brutal: 35 605 pessoas a mais. Isto é um aumento de 36,8% num ano. Para quem acompanha os números do desemprego, a mensagem é clara: a pandemia deixou marcas profundas no mercado de trabalho do Norte.

Dos quase 160 mil desempregados registados, 57% são mulheres. Mais de metade — 89 006 pessoas — estão inscritas há menos de um ano, o que sugere que muitos perderam o emprego recentemente ou nunca o tiveram. Entre estes, 146 506 procuram um novo trabalho, enquanto 13 436 buscam o primeiro emprego. São histórias diferentes, mas todas elas convergem para o mesmo centro de emprego.

Comparado com janeiro do mesmo ano, o número cresceu ligeiramente: 2 274 pessoas a mais em apenas um mês. A tendência não aponta para melhoria. Os dados vêm do Instituto do Emprego e Formação Profissional, a entidade que regista oficialmente quem procura trabalho em Portugal.

A distribuição geográfica do desemprego no Norte revela concentrações preocupantes. Vila Nova de Gaia lidera com 19 026 inscritos, seguida pelo Porto com 13 424. Depois vêm Matosinhos (8 552), Gondomar (8 538) e Braga (7 797). Guimarães, Santa Maria da Feira, Maia, Vila Nova de Famalicão e Valongo completam o top dez. Estes números não são abstratos — representam pessoas que acordam cada dia a procurar emprego, a enviar currículos, a fazer entrevistas, a esperar por uma resposta que muitas vezes não chega.

A escala do problema ultrapassa a região Norte. Em todo o continente e regiões autónomas, havia 431 843 desempregados registados no final de fevereiro. Este número correspondia a 71,2% do total de 606 540 pedidos de emprego — uma proporção que mostra quantas pessoas estão à procura de trabalho mas ainda não foram colocadas. O sistema de emprego português estava sob pressão considerável, e a região Norte era um dos pontos mais críticos dessa pressão.

Em fevereiro, a região Norte contabilizou 159 942 desempregados inscritos nos centros de emprego
— Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP)
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