Tedros pede urgência em acordo global de preparo para pandemias

Uma oportunidade única que não devemos perder
Tedros alertou que o acordo pandêmico representa um momento crítico que pode não se repetir.
Mark

Por que Tedros está tão preocupado com o ritmo das negociações? Não há tempo suficiente?

Mimi

Há tempo, mas não muito. A Assembleia Mundial da Saúde do próximo ano é o prazo natural. Se o acordo não estiver fechado até lá, ele entra em um limbo político — fica mais fácil adiar, mais fácil deixar morrer.

Mark

E se o acordo não sair? Qual é o cenário real?

Mimi

Os países continuam operando sozinhos, sem um marco legal compartilhado. Cada um faz o que acha melhor. Na próxima pandemia, você vê o mesmo caos de coordenação que viu em 2020.

Mark

Mas os países construíram capacidades durante a covid. Isso não é suficiente?

Mimi

Capacidades sem compromisso legal são frágeis. Um novo governo chega, corta orçamento, desmonta estruturas. Sem um acordo que vincule os países, essas capacidades desaparecem.

Mark

Tedros fala em equidade. O que ele quer dizer?

Mimi

Que os países ricos não podem hoarding vacinas e medicamentos enquanto o resto do mundo fica para trás. Um acordo com equidade significa acesso garantido, transferência de tecnologia, financiamento para países pobres.

Mark

Isso é realista? Os países ricos vão aceitar?

Mimi

É por isso que as negociações estão lentas. Equidade significa ceder poder e recursos. Ninguém quer fazer isso voluntariamente.

  • As mesmas vulnerabilidades que a pandemia expôs continuam intactas em praticamente todos os países, segundo Tedros — a lição não foi aprendida.
  • As negociações para o novo acordo pandêmico avançam em ritmo lento demais, colocando em risco o prazo da Assembleia Mundial da Saúde de 2024.
  • A OMS propõe um acordo global acompanhado de reformas ao Regulamento Sanitário Internacional, criando a base legal que falta para uma resposta verdadeiramente coordenada.
  • Capacidades construídas durante a pandemia — vigilância, protocolos, infraestrutura — correm o risco de ser abandonadas agora que a crise imediata passou.
  • Tedros enquadra este momento como uma oportunidade única centrada em equidade: agir agora ou repetir o ciclo de negligência e pânico.

Três anos após a covid-19 revelar as fraturas do sistema global de saúde, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, adverte que o mundo permanece tão vulnerável quanto antes. Em evento na Ásia, ele exortou os Estados membros a acelerarem as negociações de um novo acordo pandêmico global antes da Assembleia Mundial da Saúde de 2024 — uma janela que, se fechada, pode levar consigo anos de aprendizado coletivo. A história registra que as crises ensinam, mas raramente com efeito duradouro; o que está em jogo agora é saber se desta vez será diferente.

Tedros Adhanom, chefe da OMS, fez um alerta contundente nesta segunda-feira: três anos após a covid-19 expor as fraturas do sistema global de saúde, as mesmas vulnerabilidades permanecem intactas em quase todos os países. Falando em um evento da organização na Ásia, ele não se limitou a pedir — exortou os Estados membros a agirem com urgência, especialmente nos temas mais controversos ligados à preparação para futuras pandemias.

Sobre a mesa está uma proposta concreta: um novo acordo pandêmico global, acompanhado de mudanças ao Regulamento Sanitário Internacional. Juntos, esses instrumentos criariam a base legal necessária para uma arquitetura de resposta verdadeiramente internacional. O problema é o tempo — Tedros expressou preocupação clara de que as negociações não avancem o suficiente para serem concluídas antes da Assembleia Mundial da Saúde prevista para 2024.

O diretor-geral também alertou para um risco silencioso: que os países abandonem as capacidades construídas durante a pandemia — sistemas de vigilância, protocolos de resposta, infraestrutura de saúde pública — agora que a crise imediata passou. Para Tedros, este é um momento único, e ele usa essa palavra com peso: um acordo abrangente, ancorado nas lições da covid-19 e centrado em equidade, poderia mudar fundamentalmente como o mundo enfrenta a próxima grande ameaça à saúde. Mas apenas se os países se moverem agora.

Tedros Adhanom, chefe da Organização Mundial da Saúde, fez um alerta direto nesta segunda-feira: o mundo ainda não aprendeu as lições que a covid-19 deveria ter ensinado. Três anos depois que o vírus expôs as fraturas no sistema global de saúde, as mesmas vulnerabilidades permanecem intactas em praticamente todos os países.

Falando em um evento da OMS na Ásia, Tedros não pediu — exortou. Os Estados membros precisam agir com urgência, disse ele, focando especialmente nos temas mais espinhosos e controversos que cercam a preparação para futuras pandemias. A organização tem uma proposta sobre a mesa: um novo acordo pandêmico global, acompanhado de mudanças ao Regulamento Sanitário Internacional. Juntos, esses instrumentos forneceriam a base legal que falta para construir uma arquitetura de resposta verdadeiramente internacional.

Mas há um problema de tempo. Tedros expressou preocupação clara: as negociações estão avançando muito lentamente. Pior ainda, ele teme que o acordo não seja finalizado a tempo da Assembleia Mundial da Saúde prevista para o próximo ano. Quando você tem uma janela de oportunidade, deixá-la fechar é deixar passar anos de trabalho.

O que torna este momento diferente é que durante a pandemia, quase todos os países construíram novas capacidades — sistemas de vigilância, protocolos de resposta, infraestrutura de saúde pública que não existia antes. Tedros pediu explicitamente que os Estados membros mantenham esses ganhos. O risco real é que, com a crise passada, os países voltem ao padrão antigo: negligência durante os tempos calmos, pânico quando a próxima ameaça chegar.

O que está em jogo é mais do que burocracia internacional. Tedros enquadrou isso como uma oportunidade única — e ele usa essa palavra com peso. Um acordo abrangente, construído sobre o que foi aprendido durante a covid-19, com ênfase especial em equidade, poderia mudar fundamentalmente como o mundo se prepara para a próxima crise de saúde. Mas só se os países se moverem agora.

Preocupa-me que as negociações estejam avançando demasiado lentamente e que o acordo possa não ser fechado a tempo da Assembleia Mundial da Saúde do próximo ano
— Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS
Esta é uma oportunidade única que não devemos perder para implementar um acordo abrangente que aborde todas as lições aprendidas durante a pandemia, com especial ênfase na equidade
— Tedros Adhanom
Fale Conosco FAQ