Na manhã de uma quarta-feira comum, uma mulher de 64 anos foi brutalmente agredida pelo próprio marido dentro do lar que compartilhavam no Bairro Serra, em Belo Horizonte — um espaço que deveria ser refúgio, mas se tornou palco de violência. O agressor, diagnosticado com esquizofrenia e em recusa ao tratamento, fugiu antes da chegada da polícia e permanece foragido. O episódio não é um acidente isolado, mas um elo em uma cadeia de violências domésticas que revelam a fragilidade das proteções oferecidas às mulheres dentro de suas próprias casas.
Mulher é agredida e enforcada por marido em BH; agressor foge
Ele bateu sua cabeça contra a parede e depois contra o chão
Por que o fato de ele ter esquizofrenia importa para esta história?
Porque ela o mencionou especificamente. Ele recusa medicamentos e tratamento. Ela estava tentando explicar por que o comportamento dele era imprevisível e perigoso — não como desculpa, mas como contexto de uma ameaça que ela vivia diariamente.
Os filhos já sofreram violência dele antes. Isso significa que ela sabia que isso poderia acontecer novamente?
Sim. Ela estava vivendo em uma casa onde a violência já tinha um histórico. Não era um primeiro episódio. Era um padrão que se repetia, que envolvia toda a família.
Por que ele fugiu tão rápido?
Não sabemos. Mas o fato de ele ter desaparecido antes da polícia chegar sugere que ele sabia que tinha cometido algo grave — ou que estava acostumado a evitar consequências.
Como isso se conecta com o caso da capitã do Exército?
Ambos envolvem homens com histórico de agressão, ambos envolvem mulheres que já tinham proteção legal ou que deveriam ter tido. São histórias diferentes, mas o padrão é o mesmo: violência doméstica que escala, que não para.
O que muda agora para essa mulher de 64 anos?
Ela está no hospital. Seu marido está foragido. Ela tem hematomas que vão desaparecer, mas a questão de segurança — onde ela vai morar, como ela vai se proteger — isso ainda está em aberto.
O Pulso
- Uma mulher de 64 anos foi espancada, enforcada e teve a cabeça golpeada contra paredes e o chão pelo marido — a brutalidade deixou hematomas graves no rosto e no crânio.
- O agressor, com diagnóstico de esquizofrenia e histórico de violência contra os próprios filhos, fugiu antes da chegada da polícia e segue foragido, mantendo a família em estado de ameaça.
- A vítima foi hospitalizada no Hospital Governador Israel Pinheiro, enquanto investigadores tentam localizar o marido sem sucesso até o momento do registro.
- O caso se insere em uma série alarmante de violências graves contra mulheres em BH, incluindo o possível feminicídio de uma capitã do Exército cujo suspeito já havia violado medidas protetivas.
- O padrão que emerge não é de tragédias individuais, mas de uma falha sistêmica que continua expondo mulheres ao perigo dentro de seus próprios lares.
Na manhã de uma quarta-feira comum, uma mulher de 64 anos foi brutalmente agredida pelo próprio marido dentro do lar que compartilhavam no Bairro Serra, em Belo Horizonte — um espaço que deveria ser refúgio, mas se tornou palco de violência. O agressor, diagnosticado com esquizofrenia e em recusa ao tratamento, fugiu antes da chegada da polícia e permanece foragido. O episódio não é um acidente isolado, mas um elo em uma cadeia de violências domésticas que revelam a fragilidade das proteções oferecidas às mulheres dentro de suas próprias casas.
Na manhã de 22 de julho, policiais militares chegaram a uma residência na Rua Ramalhete, no Bairro Serra, em Belo Horizonte, após chamado às 8h10 — mas o agressor já havia desaparecido. Encontraram uma mulher de 64 anos com hematomas espalhados pelo rosto e pela cabeça, resultado de socos, chutes, tentativa de enforcamento e golpes da cabeça contra parede e chão. Ela foi encaminhada ao Hospital Governador Israel Pinheiro.
Aos investigadores, a vítima revelou um histórico perturbador: o marido, de 65 anos, tem diagnóstico de esquizofrenia, mas recusa qualquer medicamento ou tratamento. A violência não era novidade — os filhos do casal também já haviam sido agredidos pelo pai, que mantinha um clima constante de ameaças dentro de casa. O homem permanecia foragido no momento do registro.
O episódio não está sozinho. Belo Horizonte acumula casos graves de violência contra mulheres nas últimas semanas, entre eles o possível feminicídio da capitã do Exército Michele Leão Azevedo, cujo suspeito tinha histórico documentado de agressões e havia descumprido medidas protetivas vigentes. O que esses casos revelam, juntos, é menos uma série de tragédias individuais e mais um problema estrutural que insiste em deixar mulheres vulneráveis dentro de seus próprios lares.
Na manhã de quarta-feira, 22 de julho, uma mulher de 64 anos foi agredida dentro de sua casa no Bairro Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A polícia recebeu a chamada às 8h10 na Rua Ramalhete. Quando os policiais militares chegaram, o agressor — seu marido, de 65 anos — já tinha desaparecido.
O que a mulher descreveu aos paramédicos do Samu foi uma sequência brutal de violência. Ela levou socos e chutes no rosto. Foi enforcada. Seu marido bateu sua cabeça contra a parede e depois contra o chão. Quando os socorristas a examinaram, encontraram hematomas espalhados pela face e pela cabeça. Ela foi levada ao Hospital Governador Israel Pinheiro para tratamento.
O contexto que a vítima ofereceu aos investigadores revelava um padrão de comportamento perigoso. O marido tem diagnóstico de esquizofrenia, mas se recusa a tomar medicamentos ou buscar qualquer tipo de tratamento para o transtorno. Ela descreveu seu comportamento como ameaçador e disse que a violência não era nova na família. Os filhos do casal já tinham sido vítimas de agressão do pai, que fazia ameaças constantes contra todos em casa.
O homem permanecia foragido. A polícia não havia localizado o agressor até o momento do registro.
Este incidente não ocorre isolado. Belo Horizonte tem enfrentado uma série de casos graves de violência contra mulheres nas últimas semanas. Um deles envolve a capitã do Exército Michele Leão Azevedo, em um possível caso de feminicídio. O suspeito, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, tinha histórico documentado de agressões contra sua ex-mulher e havia violado medidas protetivas de urgência que estavam em vigor.
A sequência de casos aponta para um padrão que vai além de incidentes isolados — é um problema sistemático de segurança pública que continua a colocar mulheres em risco dentro de suas próprias casas.
Citações Notáveis
O marido é diagnosticado com esquizofrenia, porém recusa a utilização de medicamentos e tratamento contra o transtorno— Relato da vítima à polícia
O agressor apresentava comportamento ameaçador e fazia ameaças reiteradas à família— Declaração da vítima aos investigadores