Na manhã de uma sexta-feira comum, dois homens que seguiam para o trabalho pela rodovia MG-010, em Vespasiano, foram surpreendidos pela violência que encerra vidas antes que possam ser plenamente vividas. Um morreu no asfalto; o outro, horas depois, num hospital. Atrás deles ficaram filhas, perguntas sem resposta e o peso silencioso de uma investigação que ainda busca entender se o destino foi selado por um impulso ou por uma sentença já decidida.
Homem morre após ser baleado na MG-010 em Vespasiano; motorista morreu no local
Estava certinho na vida há 1 ano, construindo nossa vida
A polícia tem alguma pista sobre quem fez os disparos?
Não. O que sabemos é que um carro branco fechou o Gol deles, houve muitos tiros, e depois desapareceu. As testemunhas viram, mas a autoria ainda está aberta.
Espera — quando você diz "muitos tiros", isso vem de testemunhas ou da polícia? Porque há uma diferença entre o que alguém viu e o que a polícia confirmou.
Vem de testemunhas, conforme relatado pela polícia. Não temos um número exato de disparos.
E essa questão de execução versus briga de trânsito — há algo concreto que aponte para uma ou outra?
Não. A polícia está considerando ambas as possibilidades. O que existe é a história da companheira do motorista, que diz que ele estava prosperando e que pode ter sido inveja.
Mas isso é especulação dela, certo? Não é investigação da polícia.
Exato. É o que ela pensa que pode ter acontecido.
E as duas filhas — elas estão com a mãe agora?
Não sabemos. A reportagem não diz onde as crianças estão ou como estão sendo cuidadas.
Então há um vazio importante aí. Sabemos que existem, sabemos a idade, mas não sabemos o que aconteceu com elas depois.
Verdade. É um detalhe que a história não fecha.
O Pulso
- Por volta das 6h30, um carro foi fechado por um veículo branco na MG-010 e alvejado com múltiplos disparos, numa abordagem que não deixou chance de fuga.
- O motorista de 39 anos morreu no local; o passageiro de 30 anos chegou vivo ao Hospital Risoleta Neves, mas sucumbiu aos ferimentos pouco depois.
- A cena do crime reuniu Polícia Militar e peritos, mas a autoria e a motivação permanecem em aberto — entre a hipótese de briga de trânsito e a de execução premeditada.
- O histórico criminal do motorista e o relato da companheira — que insiste que ele estava 'certinho na vida' há um ano — criam versões conflitantes sobre quem eram essas vítimas e por que morreram.
- Duas meninas de 8 e 12 anos crescerão sem o pai, e a investigação da Polícia Civil segue sem suspeitos identificados.
Na manhã de uma sexta-feira comum, dois homens que seguiam para o trabalho pela rodovia MG-010, em Vespasiano, foram surpreendidos pela violência que encerra vidas antes que possam ser plenamente vividas. Um morreu no asfalto; o outro, horas depois, num hospital. Atrás deles ficaram filhas, perguntas sem resposta e o peso silencioso de uma investigação que ainda busca entender se o destino foi selado por um impulso ou por uma sentença já decidida.
Na manhã de 17 de novembro, um Gol com adesivagem de empresa de construção seguia pela MG-010 em direção a Belo Horizonte quando foi fechado por um veículo branco. O que veio a seguir foi uma saraivada de tiros. O motorista, 39 anos, morreu ali mesmo. O passageiro, 30 anos, foi socorrido em estado grave ao Hospital Risoleta Neves, onde também não resistiu.
Testemunhas confirmaram os disparos à polícia, que chegou ao local junto com a perícia. As primeiras hipóteses oscilam entre uma briga de trânsito que escalou ao extremo e uma execução planejada contra alvos específicos. O motorista tinha antecedentes por tráfico e roubo — um detalhe que alimenta a segunda teoria.
Mas a companheira dele, com quem viveu 18 anos, oferece outro retrato. Ela conta que ele estava trabalhando honestamente há um ano, reconstruindo a vida, sem desavenças conhecidas e desarmado. "Não tinha desafeto", disse ela, sugerindo que a inveja pode ter motivado o crime. Os dois homens trabalhavam juntos e eram descritos por ela como pessoas de bom caráter.
O que resta, além da dor, são duas meninas de 8 e 12 anos que perderam o pai. A Polícia Civil segue investigando autoria e motivação, sem respostas ainda sobre quem ordenou — ou executou — aquela manhã de violência na estrada.
Na manhã de sexta-feira, 17 de novembro, dois homens foram baleados dentro de um Gol com adesivagem de uma empresa de construção que trafegava pela rodovia MG-010 em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. O motorista, um homem de 39 anos, morreu no local. Seu passageiro, de 30 anos, foi levado ao Hospital Risoleta Neves em estado grave, mas não sobreviveu aos ferimentos.
O carro seguia por volta das 6h30 em direção a Belo Horizonte quando foi fechado por outro veículo de cor branca. Testemunhas relataram à polícia que houve inúmeros disparos. A Polícia Militar e a perícia da Polícia Civil compareceram ao local, mas a autoria e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas.
Os primeiros indícios apontam para uma possível briga de trânsito, mas há também informações de que as vítimas possam ter sido alvo de execução. O motorista tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo. Sua companheira, que preferiu não se identificar, sugeriu que a morte pode ter sido motivada por inveja, já que ele estava em processo de recuperação profissional.
"Estávamos juntos há 18 anos, temos duas filhas de 8 e de 12 anos, que são tudo pra ele, e ele é tudo para elas", disse a mulher. Ela enfatizou que o companheiro estava "certinho na vida há 1 ano, trabalhando, construindo nossa vida. Não tinha desafeto, estava desarmado". Segundo ela, ambos os homens trabalhavam juntos e eram pessoas de bom caráter.
O passageiro que morreu no hospital deixa um rastro de duas crianças órfãs. A investigação sobre quem disparou e por quê segue aberta, com a Polícia Civil buscando esclarecer se o crime foi resultado de um confronto casual nas ruas ou um ataque premeditado contra homens específicos.
Citações Notáveis
Estávamos juntos há 18 anos, temos duas filhas de 8 e de 12 anos, que são tudo pra ele, e ele é tudo para elas. Ele estava certinho na vida há 1 ano, trabalhando, construindo nossa vida.— Companheira do motorista, em anonimato
Eles estavam trabalhando juntos. Eram muito gente boa. Meu companheiro tinha um coração muito bom.— Companheira do motorista, em anonimato