Fevereiro registra quase 21 mil casos de covid no Piauí e 247 mortes

247 mortes registradas em fevereiro no Piauí, incluindo óbitos em seis municípios com vítimas de 39 a 97 anos.
Quase o dobro de mortes em um mês que não se via desde julho
Fevereiro registrou 247 óbitos por covid no Piauí, marcando uma escalada significativa na mortalidade.
Mark

Por que fevereiro foi tão diferente dos meses anteriores? O que mudou?

Mimi

A variante em circulação naquele momento era mais transmissível. Você vê isso no salto dos casos — quase 21 mil em um mês. Era o maior número em oito meses, o que sugere uma onda nova, não apenas continuidade.

Mark

E as mortes dobraram. Isso significa que a variante era mais letal, ou havia menos proteção?

Mimi

Provavelmente ambas as coisas. Mais casos significam mais pessoas vulneráveis expostas. E se as mortes praticamente dobraram enquanto os casos cresciam, há algo ali — seja a variante, seja a saturação do sistema, seja a idade das pessoas infectadas.

Mark

Os leitos estavam cheios?

Mimi

Não completamente. Havia 191 ocupados, mas o sistema tinha capacidade. O que preocupa é a tendência — você vê o pico de fevereiro e sabe que pode piorar.

Mark

Quem morreu? Havia um padrão?

Mimi

Idades variadas — de 39 a 97 anos. Não era só idoso. Um homem de 39 em Floriano. Isso mostra que a covid não discriminava tanto quanto no início da pandemia.

Mark

E agora? O que vem depois?

Mimi

Isso é o que ninguém sabia em fevereiro. Você tinha um pico, leitos sob pressão, e a variante circulando. O próximo mês diria se era o auge ou se continuaria subindo.

  • Fevereiro se tornou o mês mais letal desde julho de 2021, com 247 mortes que quase dobraram o total de janeiro — um sinal de que a variante circulante ganhou força rapidamente.
  • Nas últimas 24 horas do mês, seis pessoas morreram em diferentes municípios, com idades entre 39 e 97 anos, revelando que o vírus não poupou nem os mais jovens nem os mais velhos.
  • Com 191 leitos ocupados na rede estadual — incluindo 100 em UTI —, o sistema de saúde piauiense sente a pressão crescente de uma nova onda sobre uma estrutura já testada.
  • Desde o início da pandemia, o estado acumula 365.255 casos e 7.662 mortes em 224 municípios, números que contextualizam a gravidade do recrudescimento de fevereiro.
  • Apesar do cenário adverso, mais de 357 mil pessoas já haviam se recuperado, e o estado seguia monitorando a circulação do vírus em busca de sinais de estabilização.

Em fevereiro de 2022, o Piauí viveu um retorno sombrio da covid-19: quase 21 mil infecções e 247 mortes em um único mês — números que o estado não enfrentava desde o verão do ano anterior. A escalada, que praticamente dobrou os óbitos de janeiro, lembrou às comunidades piauienses que a pandemia ainda não havia encerrado seu ciclo, mesmo com meses de relativa trégua. Com leitos ocupados e o vírus circulando, o estado se viu novamente diante da tarefa de equilibrar o peso do luto com a esperança de recuperação.

Fevereiro de 2022 marcou um retrocesso doloroso para o Piauí. O estado registrou 20.988 infecções ao longo do mês — o maior volume em oito meses — e 247 mortes, quase o dobro do que havia sido contabilizado em janeiro. Era a primeira vez desde julho de 2021 que o Piauí enfrentava um mês com mais de 200 óbitos atribuídos ao coronavírus.

Nas últimas 24 horas antes do fechamento do mês, a Secretaria de Saúde registrou 72 novos casos e seis mortes. Entre as vítimas estavam duas mulheres — de 75 e 85 anos, de Cocal e Campo Maior — e quatro homens, com idades de 39 a 79 anos, em municípios como Floriano, Brasileira e Teresina. A amplitude etária das vítimas, dos 39 aos 97 anos, evidenciou que nenhuma faixa estava imune.

Desde o início da pandemia, o Piauí acumulava 365.255 casos confirmados e 7.662 mortes em 224 municípios. A pressão sobre o sistema de saúde era concreta: 191 leitos ocupados na rede estadual, sendo 100 em unidades de terapia intensiva. Ainda assim, havia sinais de resiliência — mais de 357 mil pessoas já estavam recuperadas ou em acompanhamento, e o estado seguia monitorando a circulação do vírus enquanto tentava conter o avanço da variante.

Fevereiro de 2022 trouxe ao Piauí um recrudescimento da covid-19 que não se via desde meados do ano anterior. O estado registrou 20.988 infecções ao longo do mês — o maior volume em oito meses. Junto com os números crescentes de casos veio uma escalada nas mortes: 247 óbitos, quase o dobro do que havia sido contabilizado em janeiro. Era a primeira vez desde julho de 2021 que o estado enfrentava um mês com mais de 200 mortes atribuídas ao coronavírus.

Nas últimas 24 horas antes do fechamento do mês, a Secretaria de Saúde do Estado registrou 72 novos casos. Entre eles, 43 eram mulheres e 29 homens, com idades que variavam de três a 97 anos. Seis pessoas morreram nesse período. Duas mulheres — uma de 75 anos de Cocal e outra de 85 anos de Campo Maior — não resistiram às complicações da doença. Quatro homens também faleceram: um de 72 anos em Brasileira, outro de 39 em Floriano, e dois em Teresina, com 60 e 79 anos.

Desde o início da pandemia, o Piauí havia acumulado 365.255 casos confirmados espalhados por todos os seus municípios. O número de mortes chegava a 7.662, registradas em 224 cidades do estado. A pressão sobre o sistema de saúde era visível: 191 leitos estavam ocupados na rede estadual dedicada ao tratamento da covid-19, sendo 86 leitos clínicos, 100 em unidades de terapia intensiva e cinco de estabilização.

Apesar do cenário desafiador, havia sinais de recuperação. Até o final de fevereiro, 25.722 pessoas haviam recebido alta acumulada. A Secretaria de Saúde estimava que 357.372 pessoas já estavam recuperadas ou seguiam em acompanhamento — incluindo casos registrados nos últimos 14 dias que não necessitaram de internação ou evoluíram para morte. O estado continuava monitorando a circulação do vírus enquanto a variante seguia seu curso pela população piauiense.

Desde julho de 2021 que o Piauí não registrava mais de 200 mortes em um único mês
— Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi)
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