Em fevereiro de 2022, o Piauí viveu um retorno sombrio da covid-19: quase 21 mil infecções e 247 mortes em um único mês — números que o estado não enfrentava desde o verão do ano anterior. A escalada, que praticamente dobrou os óbitos de janeiro, lembrou às comunidades piauienses que a pandemia ainda não havia encerrado seu ciclo, mesmo com meses de relativa trégua. Com leitos ocupados e o vírus circulando, o estado se viu novamente diante da tarefa de equilibrar o peso do luto com a esperança de recuperação.
Fevereiro registra quase 21 mil casos de covid no Piauí e 247 mortes
Quase o dobro de mortes em um mês que não se via desde julho
Por que fevereiro foi tão diferente dos meses anteriores? O que mudou?
A variante em circulação naquele momento era mais transmissível. Você vê isso no salto dos casos — quase 21 mil em um mês. Era o maior número em oito meses, o que sugere uma onda nova, não apenas continuidade.
E as mortes dobraram. Isso significa que a variante era mais letal, ou havia menos proteção?
Provavelmente ambas as coisas. Mais casos significam mais pessoas vulneráveis expostas. E se as mortes praticamente dobraram enquanto os casos cresciam, há algo ali — seja a variante, seja a saturação do sistema, seja a idade das pessoas infectadas.
Os leitos estavam cheios?
Não completamente. Havia 191 ocupados, mas o sistema tinha capacidade. O que preocupa é a tendência — você vê o pico de fevereiro e sabe que pode piorar.
Quem morreu? Havia um padrão?
Idades variadas — de 39 a 97 anos. Não era só idoso. Um homem de 39 em Floriano. Isso mostra que a covid não discriminava tanto quanto no início da pandemia.
E agora? O que vem depois?
Isso é o que ninguém sabia em fevereiro. Você tinha um pico, leitos sob pressão, e a variante circulando. O próximo mês diria se era o auge ou se continuaria subindo.
El Pulso
- Fevereiro se tornou o mês mais letal desde julho de 2021, com 247 mortes que quase dobraram o total de janeiro — um sinal de que a variante circulante ganhou força rapidamente.
- Nas últimas 24 horas do mês, seis pessoas morreram em diferentes municípios, com idades entre 39 e 97 anos, revelando que o vírus não poupou nem os mais jovens nem os mais velhos.
- Com 191 leitos ocupados na rede estadual — incluindo 100 em UTI —, o sistema de saúde piauiense sente a pressão crescente de uma nova onda sobre uma estrutura já testada.
- Desde o início da pandemia, o estado acumula 365.255 casos e 7.662 mortes em 224 municípios, números que contextualizam a gravidade do recrudescimento de fevereiro.
- Apesar do cenário adverso, mais de 357 mil pessoas já haviam se recuperado, e o estado seguia monitorando a circulação do vírus em busca de sinais de estabilização.
Em fevereiro de 2022, o Piauí viveu um retorno sombrio da covid-19: quase 21 mil infecções e 247 mortes em um único mês — números que o estado não enfrentava desde o verão do ano anterior. A escalada, que praticamente dobrou os óbitos de janeiro, lembrou às comunidades piauienses que a pandemia ainda não havia encerrado seu ciclo, mesmo com meses de relativa trégua. Com leitos ocupados e o vírus circulando, o estado se viu novamente diante da tarefa de equilibrar o peso do luto com a esperança de recuperação.
Fevereiro de 2022 marcou um retrocesso doloroso para o Piauí. O estado registrou 20.988 infecções ao longo do mês — o maior volume em oito meses — e 247 mortes, quase o dobro do que havia sido contabilizado em janeiro. Era a primeira vez desde julho de 2021 que o Piauí enfrentava um mês com mais de 200 óbitos atribuídos ao coronavírus.
Nas últimas 24 horas antes do fechamento do mês, a Secretaria de Saúde registrou 72 novos casos e seis mortes. Entre as vítimas estavam duas mulheres — de 75 e 85 anos, de Cocal e Campo Maior — e quatro homens, com idades de 39 a 79 anos, em municípios como Floriano, Brasileira e Teresina. A amplitude etária das vítimas, dos 39 aos 97 anos, evidenciou que nenhuma faixa estava imune.
Desde o início da pandemia, o Piauí acumulava 365.255 casos confirmados e 7.662 mortes em 224 municípios. A pressão sobre o sistema de saúde era concreta: 191 leitos ocupados na rede estadual, sendo 100 em unidades de terapia intensiva. Ainda assim, havia sinais de resiliência — mais de 357 mil pessoas já estavam recuperadas ou em acompanhamento, e o estado seguia monitorando a circulação do vírus enquanto tentava conter o avanço da variante.
Fevereiro de 2022 trouxe ao Piauí um recrudescimento da covid-19 que não se via desde meados do ano anterior. O estado registrou 20.988 infecções ao longo do mês — o maior volume em oito meses. Junto com os números crescentes de casos veio uma escalada nas mortes: 247 óbitos, quase o dobro do que havia sido contabilizado em janeiro. Era a primeira vez desde julho de 2021 que o estado enfrentava um mês com mais de 200 mortes atribuídas ao coronavírus.
Nas últimas 24 horas antes do fechamento do mês, a Secretaria de Saúde do Estado registrou 72 novos casos. Entre eles, 43 eram mulheres e 29 homens, com idades que variavam de três a 97 anos. Seis pessoas morreram nesse período. Duas mulheres — uma de 75 anos de Cocal e outra de 85 anos de Campo Maior — não resistiram às complicações da doença. Quatro homens também faleceram: um de 72 anos em Brasileira, outro de 39 em Floriano, e dois em Teresina, com 60 e 79 anos.
Desde o início da pandemia, o Piauí havia acumulado 365.255 casos confirmados espalhados por todos os seus municípios. O número de mortes chegava a 7.662, registradas em 224 cidades do estado. A pressão sobre o sistema de saúde era visível: 191 leitos estavam ocupados na rede estadual dedicada ao tratamento da covid-19, sendo 86 leitos clínicos, 100 em unidades de terapia intensiva e cinco de estabilização.
Apesar do cenário desafiador, havia sinais de recuperação. Até o final de fevereiro, 25.722 pessoas haviam recebido alta acumulada. A Secretaria de Saúde estimava que 357.372 pessoas já estavam recuperadas ou seguiam em acompanhamento — incluindo casos registrados nos últimos 14 dias que não necessitaram de internação ou evoluíram para morte. O estado continuava monitorando a circulação do vírus enquanto a variante seguia seu curso pela população piauiense.
Citas Notables
Desde julho de 2021 que o Piauí não registrava mais de 200 mortes em um único mês— Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi)