DS Nº7 desafia alemães com conforto, qualidade e 740 km de autonomia

Em conforto e qualidade, o DS tem argumentos para enfrentar os alemães
O novo DS Nº7 não supera os rivais em tudo, mas oferece insonorização excelente e autonomia de 740 km.
Mark

Porque é que a DS decidiu abandonar os híbridos plug-in? Parecia uma solução que funcionava bem no modelo anterior.

Mimi

Era uma das mais procuradas, é verdade. Mas a marca fez uma aposta clara: em vez de tentar ser tudo para todos, decidiu focar-se em duas frentes bem definidas — o híbrido convencional para quem precisa de flexibilidade, e o elétrico puro para quem quer realmente fazer a transição. É uma escolha estratégica, mesmo que deixe um vazio.

Mark

E esse silêncio no interior — é realmente tão diferente dos rivais alemães?

Mimi

Sim, é notável. Não é apenas vidro acústico nas portas dianteiras como é comum. O DS coloca-o também atrás. Quando estás dentro, especialmente numa versão elétrica, sentes a diferença. É um daqueles detalhes que contribui diretamente para a sensação de qualidade.

Mark

A suspensão preditiva parece ser um grande trunfo. Como funciona na prática?

Mimi

Uma câmara no para-brisas analisa a estrada à frente e o sistema ajusta os amortecedores antes de chegares às irregularidades. Não é magia, mas funciona. O conforto é genuinamente elevado, mesmo que sacrifiques um pouco de dinamismo.

Mark

Falaste que o DS não procura a mesma ligação ao condutor que um BMW. Isso é uma fraqueza ou uma escolha deliberada?

Mimi

É deliberada. O BMW tenta conciliar conforto e dinamismo. O DS diz: a prioridade é fazer quilómetros com o mínimo esforço possível. São filosofias diferentes. Alguns vão preferir a abordagem do BMW, outros vão apreciar a honestidade do DS.

Mark

Os 740 quilómetros de autonomia — é realmente um diferencial?

Mimi

Coloca o Nº7 entre as referências da categoria. Não é o único com essa autonomia, mas é um argumento forte. Para quem tem receio da eletrificação, é tranquilizador.

Mark

Então, no final, consegue competir com os alemães?

Mimi

Não em tudo. Mas em conforto, qualidade, silêncio e autonomia, tem argumentos para os enfrentar sem complexo. O que falta é o peso de décadas de reputação. Isso continua a contar muito.

  • A DS enfrenta rivais com décadas de reputação consolidada — BMW, Mercedes-Benz e Audi — num segmento onde a lealdade às marcas alemãs é quase cultural.
  • O abandono total dos híbridos plug-in, uma das motorizações mais procuradas no modelo anterior, cria uma lacuna que pode afastar compradores habituais da marca.
  • A autonomia anunciada de 740 km na versão elétrica de maior bateria coloca o Nº7 entre os mais capazes da categoria, tornando-o um argumento difícil de ignorar.
  • A suspensão preditiva DS Active Scan Suspension, que lê a estrada por câmara e ajusta os amortecedores antecipadamente, eleva o conforto a bordo a um nível raramente visto neste segmento de preço.
  • Com preços a partir dos 49.400 euros nas versões elétricas — abaixo do BMW iX1 e do novo Mercedes GLB elétrico — o Nº7 posiciona-se como uma alternativa competitiva e não apenas diferente.

No segmento onde a reputação alemã se construiu ao longo de décadas, a DS apresenta o Nº7 como uma resposta francesa que não pede desculpa pela sua diferença. Com até 740 km de autonomia elétrica, uma insonorização invulgar e uma suspensão que antecipa o caminho antes de o percorrer, o SUV francês não tenta imitar os rivais — escolhe deliberadamente o conforto como filosofia. É uma aposta que revela tanto sobre o futuro da mobilidade premium como sobre a coragem de definir os próprios termos numa batalha há muito dominada por outros.

O DS Nº7 chega ao mercado com uma missão ambiciosa: disputar terreno com BMW, Mercedes-Benz e Audi no segmento dos SUV premium. Sucede ao DS 7, que vendeu quase 200 mil unidades em todo o mundo, e cresce sete centímetros em comprimento, chegando aos 4,66 metros. A linguagem visual é mais futurista — assinatura luminosa afiada, grelha retroiluminada e farolins expressivos — mas é no interior que o Nº7 começa verdadeiramente a justificar as suas ambições.

O habitáculo combina pele, Alcantara, alumínio e madeira verdadeira com uma construção sólida e sem ruídos indesejáveis. O destaque vai para a insonorização: ao contrário da maioria dos concorrentes, o DS oferece vidros laminados acústicos também nas janelas traseiras, criando um ambiente de silêncio que contribui diretamente para a sensação de qualidade a bordo. A suspensão preditiva DS Active Scan Suspension analisa a estrada por câmara e ajusta os amortecedores antes de cada irregularidade — o resultado é um conforto elevado que se sobrepõe claramente ao envolvimento dinâmico. Não é um SUV que convide a atacar estradas sinuosas, mas também não perde a compostura. É uma escolha deliberada.

A gama abandona os híbridos plug-in do antecessor e concentra-se numa versão híbrida de 48 volts e em três variantes 100% elétricas, com potências entre 230 e 350 cavalos e baterias de 73,7 kWh ou 97,2 kWh. As autonomias anunciadas vão dos 543 aos 740 quilómetros — um dos argumentos mais fortes do Nº7 face à concorrência alemã. A ausência do plug-in híbrido é, contudo, uma perda real para quem valorizava a flexibilidade dessa solução.

Em termos de preços, as versões elétricas arrancam nos 49.400 euros, abaixo do BMW iX1 e do novo Mercedes-Benz GLB elétrico. O Nº7 não supera os alemães em tudo — falta-lhe o dinamismo de um BMW e o peso histórico das marcas rivais — mas em conforto, silêncio a bordo e autonomia, tem argumentos para os enfrentar sem complexos. Já não é apenas uma alternativa para quem não quer um carro alemão: é uma proposta com identidade própria.

O novo DS Nº7 chega ao mercado francês com uma missão clara: quebrar o domínio que BMW, Mercedes-Benz e Audi exercem há décadas no segmento dos SUV premium. Não é uma tarefa simples, mas a marca francesa não chega desarmada. O Nº7 sucede ao DS 7, que vendeu quase 200 mil unidades em todo o mundo, carregando consigo uma responsabilidade considerável. Agora compete diretamente com propostas como o Audi Q4 e-tron, o BMW X1 e iX1, e o Mercedes-Benz GLB, todos rivais estabelecidos e com décadas de reputação consolidada.

Visualmente, o novo SUV francês não abandona o legado do seu antecessor, mas também não se limita a uma simples atualização. Cresceu sete centímetros em comprimento, chegando aos 4,66 metros, e cinco centímetros na distância entre eixos. A largura e altura mantêm-se nos 1,90 metros e 1,63 metros. O que realmente chama atenção é a sofisticação visual: uma assinatura luminosa mais afiada, uma grelha retroiluminada que marca presença, e farolins igualmente expressivos. O nome da marca surge agora por extenso no centro da porta da bagageira, logo acima da designação do modelo. É uma linguagem visual mais futurista e refinada.

Mas é no interior que o Nº7 começa verdadeiramente a justificar as suas ambições. A receita é familiar, claramente inspirada no modelo Nº8, com foco absoluto no conforto e sofisticação. Os materiais contam uma história: pele de origem animal — um subproduto da indústria alimentar, segundo a marca —, Alcantara, alumínio e madeira verdadeira convivem com alguns plásticos mais simples nas zonas inferiores. A qualidade geral é elevada e a construção sólida, sem ruídos indesejáveis. Mas o que verdadeiramente surpreende é a insonorização. Enquanto é comum encontrar vidros laminados acústicos nas portas dianteiras neste segmento, o DS vai mais longe e oferece-os também nas traseiras. O resultado é um habitáculo particularmente silencioso, especialmente nas variantes 100% elétricas. Esse silêncio não é um detalhe menor — contribui diretamente para a sensação de qualidade a bordo, algo que o Nº7 consegue sem ficar a dever nada aos rivais alemães.

Ao volante, a vocação do novo DS Nº7 confirma-se plenamente. Tudo acontece de forma serena, silenciosa e confortável. O SUV não tenta ser o mais desportivo do segmento e, honestamente, não precisa de o ser. A suspensão preditiva DS Active Scan Suspension é responsável por grande parte desta experiência. Uma câmara instalada na parte superior do para-brisas analisa a estrada à frente e antecipa irregularidades, ajustando individualmente os amortecedores antes de lá chegar. Mesmo no modo de condução mais desportivo, quando a suspensão ganha firmeza e a direção algum peso, a personalidade do Nº7 não muda fundamentalmente. O conforto continua claramente a sobrepor-se ao envolvimento dinâmico. A direção não é particularmente comunicativa e não convida a atacar uma estrada sinuosa. Mas os 245 cavalos e 343 newton-metros da versão E-Tense FWD Long Range são mais do que suficientes para qualquer utilização, e a bateria instalada no piso ajuda a manter o centro de gravidade baixo. Não é um SUV que perca a compostura em curvas, mas simplesmente não procura a mesma ligação ao condutor que encontramos num BMW iX1. É uma escolha deliberada: onde alguns alemães tentam conciliar conforto e dinamismo, o DS assume sem complexos que a prioridade é fazer quilómetros com o mínimo esforço possível.

A gama de motorizações marca uma diferença importante face ao antecessor. Se o DS 7 oferecia diesel, híbridos ligeiros e híbridos plug-in, o novo Nº7 concentra a oferta numa versão híbrida e em três variantes 100% elétricas. O acesso à gama faz-se com o Nº7 Hybrid, que combina um motor turbo de três cilindros com 1,2 litros com um motor elétrico integrado na caixa automática de dupla embraiagem e seis velocidades. O conjunto debita 145 cavalos e utiliza um sistema elétrico de 48 volts que permite circular até 50% do tempo em modo elétrico na cidade. Depois estão as versões elétricas, que são das principais novidades. Existem três níveis de potência: 230 cavalos, 245 cavalos e 350 cavalos, este último com dois motores e tração integral. Em aceleração máxima, um aumento temporário de potência permite chegar, respetivamente, aos 260, 280 e 375 cavalos. As baterias têm 73,7 kWh ou 97,2 kWh de capacidade útil e permitem anunciar autonomias entre 543 quilómetros e 740 quilómetros. É precisamente neste último valor que o Nº7 apresenta um dos argumentos mais fortes perante os rivais alemães. O desaparecimento da motorização híbrida plug-in é, contudo, difícil de ignorar. Era uma das soluções mais procuradas no DS 7 e permitia combinar utilização elétrica no quotidiano com a liberdade proporcionada pelo motor de combustão nas viagens longas. No Nº7, essa possibilidade deixou de existir.

Quanto aos preços, o DS Nº7 arranca nos 45.500 euros com a motorização híbrida, enquanto as versões elétricas começam nos 49.400 euros. Como referência, um Audi Q4 e-tron começa nos 49.700 euros, um BMW iX1 nos 50.050 euros e o novo Mercedes-Benz GLB elétrico nos 59.200 euros. A versão elétrica de maior autonomia começa nos 55.100 euros, enquanto o Nº7 E-Tense AWD Long Range com 350 cavalos e tração integral arranca nos 67.800 euros. Não são valores baixos, mas também não destoam do segmento onde a DS quer jogar. E há áreas em que o Nº7 pode mesmo dar algumas lições aos alemães. A insonorização é excelente, a suspensão preditiva oferece um nível de conforto muito elevado e os 740 quilómetros de autonomia colocam a versão Long Range entre as referências da categoria. Por outro lado, falta-lhe o envolvimento dinâmico de um BMW e, sobretudo, o peso de décadas de reputação que acompanha os emblemas alemães. Para muitos compradores deste segmento, isso continua a contar tanto como uma ficha técnica. Melhor do que os alemães em tudo? Não. Mas já não é possível olhar para o Nº7 apenas como uma alternativa diferente para quem não quer um Audi, BMW ou Mercedes-Benz. Em conforto, qualidade, silêncio a bordo e autonomia, este DS tem argumentos para os enfrentar sem qualquer complexo.

O conforto continua claramente a sobrepor-se ao envolvimento dinâmico
— Avaliação do comportamento do DS Nº7 ao volante
Em conforto, qualidade, silêncio a bordo e autonomia, este DS tem argumentos para os enfrentar sem qualquer complexo
— Conclusão sobre a competitividade face aos rivais alemães
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