Em agosto de 2026, o Brasil contempla mais uma fotografia de sua polarização política: o presidente Lula mantém uma vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, segundo o Datafolha, mas a diferença de quatro pontos permanece dentro da margem de erro — lembrando que, em democracias vivas, os números são sempre provisórios e os destinos, abertos. A pesquisa, realizada com mais de dois mil entrevistados e registrada no TSE, revela também que figuras como Pablo Marçal, mesmo incluídas nos cenários, pouco alteram o peso das forças dominantes.
Datafolha: Lula lidera com 47% contra 43% de Flávio em segundo turno
Lula mantém vantagem, mas a margem não é tão sólida quanto parece
Por que essa queda de um ponto para Lula entre uma pesquisa e outra importa, se está dentro da margem de erro?
Importa porque mostra movimento. Mesmo dentro da margem, uma trajetória descendente sinaliza algo — pode ser volatilidade natural, pode ser resposta a eventos. Mas você tem razão em ser cauteloso: estatisticamente, Lula e Flávio estão empatados tecnicamente.
Exatamente. E aqui está o ponto que ninguém está dizendo claramente: essa margem de dois pontos significa que qualquer coisa entre 45% e 49% para Lula é consistente com os dados. Flávio pode estar em 41% ou 45%. Não sabemos.
E no primeiro turno? Por que Marçal muda tão pouco?
Porque ele está inelegível. Mesmo que tecnicamente registre candidatura, o TSE o proibiu de fazer campanha. Então o eleitor não o vê, não o ouve. Quando aparece com 2%, é mais ruído que sinal.
Mas aqui temos um problema metodológico real: como você testa um candidato que não pode fazer campanha? A pesquisa está medindo algo que não existe no mundo real. É um exercício teórico.
Então esses números de primeiro turno — Lula 39%, Flávio 33% — são confiáveis?
São confiáveis como retrato do momento em que foram coletados. Mas primeiro turno é longe. Muita coisa pode mudar entre agosto e o dia da votação.
E note que Caiado com 5% é um número pequeno. Se ele crescer, cresce de onde? Provavelmente dos votos que iriam para Lula ou Flávio. Essas dinâmicas de consolidação ainda não estão claras.
Il Polso
- Lula lidera com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas a diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mantendo a disputa tecnicamente indefinida.
- A leve queda de Lula — que marcava 48% na pesquisa anterior — sinaliza uma erosão discreta, enquanto Flávio Bolsonaro permanece estável, sugerindo uma corrida que se estreita.
- No primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio com 33%, mas candidatos como Caiado (5%) e Renan Santos (4%) indicam que o campo eleitoral ainda tem espaço para surpresas regionais.
- A inclusão de Pablo Marçal no cenário de primeiro turno produz impacto quase nulo — apenas 2% das intenções —, revelando que sua inelegibilidade parece ter erodido seu capital político.
- O Datafolha alerta que os cenários de primeiro turno não são comparáveis com levantamentos anteriores, pois a lista de candidatos testados foi ampliada, exigindo cautela na leitura das variações.
Em agosto de 2026, o Brasil contempla mais uma fotografia de sua polarização política: o presidente Lula mantém uma vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, segundo o Datafolha, mas a diferença de quatro pontos permanece dentro da margem de erro — lembrando que, em democracias vivas, os números são sempre provisórios e os destinos, abertos. A pesquisa, realizada com mais de dois mil entrevistados e registrada no TSE, revela também que figuras como Pablo Marçal, mesmo incluídas nos cenários, pouco alteram o peso das forças dominantes.
A pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto de 2026 projeta um segundo turno em que o presidente Lula registra 47% das intenções de voto contra 43% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença de quatro pontos, embora consistente, está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que impede qualquer conclusão estatisticamente definitiva. O levantamento ouviu 2.058 pessoas entre os dias 18 e 21 de agosto e foi registrado no TSE sob protocolo BR-04496/2026.
Em relação à pesquisa anterior, Lula recuou um ponto — saindo de 48% para 47% —, enquanto Flávio Bolsonaro se manteve estável nos 43%. A margem que os separa permanece a mesma, mas a tendência de leve queda do presidente é um sinal que o cenário político acompanhará de perto.
Nos cenários de primeiro turno, sem a presença de Pablo Marçal — inelegível até 2032 e proibido de fazer campanha pelo TSE —, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. Ronaldo Caiado soma 5%, Renan Santos 4%, e Romeu Zema 3%, compondo um campo fragmentado mas com peso concentrado nos dois líderes. Quando Marçal é inserido na simulação, os números praticamente não se movem: Lula mantém 39%, Flávio recua um ponto para 32%, e o ex-coach registra apenas 2% — sugerindo mobilização eleitoral limitada.
O Datafolha ressalta que os cenários de primeiro turno não devem ser comparados diretamente com pesquisas anteriores, já que a lista de candidatos testados foi ampliada. As variações observadas refletem, em parte, essa mudança de composição — e não necessariamente uma transformação real nas preferências do eleitorado.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 21 de agosto, desenha um cenário de segundo turno em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro. Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43%, uma diferença de quatro pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre 18 e 21 de agosto, com 2.058 entrevistas presenciais em pontos de fluxo, e possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pelo grupo Globo, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04496/2026.
Este resultado representa uma leve queda para Lula em relação ao levantamento anterior, quando ele aparecia com 48% das intenções. Flávio Bolsonaro, por sua vez, manteve-se estável nos 43%. A margem que separa os dois candidatos permanece dentro da margem de erro da pesquisa, o que significa que a diferença não pode ser considerada estatisticamente significativa neste momento.
O Datafolha também testou dois cenários distintos para o primeiro turno. No cenário sem a presença de Pablo Marçal, que está inelegível até 2032 e proibido de fazer campanha pelo TSE, Lula aparece com 39% das intenções de voto estimuladas, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%. Neste mesmo cenário, Ronaldo Caiado, do PSD, registra 5%, seguido por Renan Santos, da Missão, com 4%. Romeu Zema, do Novo, aparece com 3%, Augusto Cury, do Avante, com 2%, e Samara Martins, da UP, com 1%. Rui Costa Pimenta, do PCO, Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, e Edmilson Costa, do PCB, também registram 1% cada. Hertz Dias, do PSTU, e Clariana Barão, do DC, não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4% dos entrevistados ainda estão indecisos.
Quando Marçal é incluído no cenário de primeiro turno, os números sofrem alterações mínimas. Lula mantém 39%, Flávio Bolsonaro cai para 32%, e o ex-coach registra 2% das intenções de voto. A inclusão de Marçal, portanto, não produz mudanças significativas no quadro geral da disputa, sugerindo que seu potencial de mobilização eleitoral permanece limitado mesmo em um cenário onde sua candidatura fosse viabilizada.
O Datafolha ressalva que os cenários de primeiro turno não são diretamente comparáveis com levantamentos anteriores, uma vez que a lista de candidatos testados sofreu alterações. Na pesquisa anterior de primeiro turno, Lula registrava 40% e Flávio Bolsonaro 32%, mas esses números foram obtidos com um conjunto menor de candidatos sendo apresentados aos eleitores. As variações observadas refletem, em parte, essa mudança na composição do campo eleitoral testado.
Citazioni salienti
Lula aparecia com 48% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro no levantamento anterior— Pesquisa Datafolha