Datafolha: Lula lidera com 47% contra 29% de Bolsonaro na corrida presidencial

Lula lidera com 18 pontos de vantagem antes da campanha oficial começar
A pesquisa Datafolha de julho mostrou o ex-presidente com 47% contra 29% de Bolsonaro, capturando o ponto de partida da disputa presidencial.
Mark

Por que essa pesquisa importa? É só um número entre muitos que virão até outubro.

Mimi

Porque é a primeira depois que os partidos oficializaram seus candidatos. Mostra o ponto de partida real da campanha, não especulação.

Luke

Mas a margem de erro é três pontos. Então Bolsonaro poderia estar em 26% ou 32%. Isso muda a narrativa?

Mimi

Muda, mas não o suficiente. Mesmo no pior cenário para Lula, ele está 15 pontos à frente.

Mark

E esses ganhos de Bolsonaro entre mulheres e evangélicos — são sinais de que ele pode recuperar terreno?

Mimi

Sim. Seis pontos entre mulheres em um mês é movimento real. Mostra que a campanha dele está funcionando em algum lugar.

Luke

Mas Lula ainda lidera entre mulheres com 32%. E entre evangélicos, Bolsonaro tem 43% enquanto Lula tem 33%. Qual é o tamanho real desse segmento?

Mimi

Os evangélicos são um grupo crescente e mobilizado. Ganhar 3 pontos ali pode significar mais do que 3 pontos em outro lugar.

Mark

Então a campanha de Bolsonaro tem uma estratégia clara — focar em mulheres e evangélicos?

Luke

A pesquisa sugere isso, mas não confirma. Poderia ser coincidência, ou movimento natural. Precisaríamos de mais dados.

Mimi

Verdade. Mas o fato é que Bolsonaro estava em 21% entre mulheres e agora está em 27%. Isso não é coincidência.

  • Lula mantém uma vantagem de 18 pontos sobre Bolsonaro — 47% contra 29% —, uma distância que resiste mesmo após as convenções nacionais oficializarem os candidatos.
  • Bolsonaro avança entre mulheres, subindo seis pontos desde junho, e entre evangélicos, sinalizando que sua campanha aposta em nichos para reduzir a desvantagem geral.
  • Ciro Gomes permanece estagnado em 8%, enquanto os demais candidatos mal registram presença, consolidando a corrida como essencialmente bipolar.
  • A campanha oficial ainda não havia começado — o período eleitoral só se abriria em 16 de agosto —, tornando este retrato um termômetro de véspera, não de reta final.

A menos de três meses das eleições presidenciais brasileiras, uma pesquisa Datafolha realizada após as convenções partidárias revela Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto, 18 pontos à frente do presidente Jair Bolsonaro. O levantamento, feito antes do início oficial da campanha, captura um momento de consolidação das candidaturas — e sugere que, embora a liderança de Lula seja robusta, Bolsonaro encontra caminhos de crescimento em segmentos específicos do eleitorado, como mulheres e evangélicos.

A pesquisa Datafolha divulgada em 28 de julho mostrou Lula com 47% das intenções de voto e Bolsonaro com 29%, uma vantagem de 18 pontos porcentuais que se mantinha estável em relação ao levantamento anterior. Era o primeiro sondagem após as convenções nacionais, quando seis candidatos tiveram seus nomes homologados — mas a campanha oficial só começaria em 16 de agosto.

O terceiro colocado, Ciro Gomes, aparecia com 8%, seguido de Simone Tebet com 2%. Outros candidatos, como André Janones, Pablo Marçal e Vera Lúcia, marcavam 1% cada. Sete nomes não pontuaram. Brancos e nulos somavam 6%.

Apesar da liderança confortável de Lula, os dados revelavam movimentos relevantes. Entre as mulheres, Bolsonaro cresceu seis pontos desde junho, passando de 21% para 27%, enquanto Lula recuou de 36% para 32% no mesmo grupo. Entre os evangélicos, o presidente subiu de 40% para 43%, ao passo que Lula caiu de 35% para 33%. Esses avanços pontuais indicavam que a campanha bolsonarista conseguia mobilizar apoio em nichos específicos, mesmo sem reduzir a distância geral.

Na pesquisa espontânea, sem lista de candidatos, Lula era citado por 38% dos eleitores e Bolsonaro por 26%. O Datafolha ouviu 2.566 eleitores em 183 municípios nos dias 27 e 28 de julho, com registro no TSE sob o protocolo BR-01192/2022.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 28 de julho, mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto na corrida presidencial, mantendo uma vantagem de 18 pontos porcentuais sobre o presidente Jair Bolsonaro, que aparecia com 29%. O levantamento foi o primeiro realizado após as convenções nacionais dos partidos, quando seis candidatos já tinham tido seus nomes homologados para a disputa pelo Palácio do Planalto. A campanha eleitoral começaria oficialmente apenas no dia 16 de agosto.

Bolsonaro oscilou um ponto para cima em relação ao levantamento anterior, mas permanecia significativamente atrás do ex-presidente. O terceiro colocado era Ciro Gomes, do PDT, com 8% — o mesmo percentual da pesquisa anterior. Simone Tebet, do MDB, aparecia com 2%, enquanto André Janones, do Avante, Pablo Marçal, do PROS, e Vera Lúcia, do PSTU, registravam 1% cada. Votos brancos e nulos somavam 6%. Outros sete candidatos — Luciano Bivar, General Santos Cruz, Leonardo Péricles, Luiz Felipe d'Ávila, Eymael, Sofia Manzano e mais um — não pontuaram na pesquisa.

Os números revelavam, porém, movimentos importantes em segmentos específicos do eleitorado. Entre as mulheres, Bolsonaro havia crescido seis pontos porcentuais desde o final de junho, passando de 21% para 27%, enquanto Lula caiu de 36% para 32% no mesmo período. A campanha presidencial havia investido explicitamente em reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino. Entre os homens, que representavam 48% da população do país, Lula liderava com 48% contra 32% de Bolsonaro — uma vantagem que refletia perdas do presidente nesse segmento.

O presidente também havia ampliado sua influência entre os evangélicos, passando de 40% para 43%, enquanto Lula caiu de 35% para 33% nesse grupo. Esses ganhos pontuais sugeriam que, embora Bolsonaro permanecesse distante de Lula na intenção geral de voto, sua campanha conseguia avançar em nichos específicos do eleitorado.

Quando a pesquisa era feita de forma espontânea — sem apresentar uma lista de candidatos aos entrevistados — Lula era escolhido por 38% dos eleitores, ante 26% que preferiam Bolsonaro. O ex-presidente havia oscilado um ponto para cima, enquanto o presidente oscilava um ponto para baixo em comparação ao levantamento anterior. Ciro mantinha 3% na espontânea, e Tebet aparecia com 1%.

O instituto Datafolha entrevistou 2.566 eleitores nos dias 27 e 28 de julho em 183 municípios. O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01192/2022. A pesquisa capturava um momento específico da campanha: após as convenções terem oficializado os candidatos, mas antes do período de campanha oficial, que começaria duas semanas depois. Naquele ponto, a disputa presidencial apresentava uma liderança clara de Lula, mas com sinais de que Bolsonaro conseguia mobilizar apoio em segmentos específicos do eleitorado.

A campanha do presidente investe em diminuir a rejeição entre o público feminino
— O Estadão, conforme reportado pela Datafolha
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