Em meio à polarização que define a política brasileira contemporânea, uma pesquisa Datafolha revela que os dois nomes mais prováveis para a disputa presidencial de 2026 — o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — carregam índices de rejeição praticamente idênticos, de 48% e 46% respectivamente, dentro da margem de erro. O paradoxo é eloquente: os mais conhecidos são também os mais rejeitados, e ainda assim o campo gravitacional da disputa orbita inevitavelmente ao redor deles.
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em rejeição nas eleições 2026
Ambos estão tecnicamente empatados em rejeição
Como é possível que Lula e Flávio Bolsonaro tenham praticamente a mesma rejeição se o presidente é muito mais conhecido?
O conhecimento não é o mesmo que aprovação. Lula é conhecido por 81% das pessoas, mas 48% delas dizem que não votariam nele. Flávio é conhecido por apenas 58%, mas 46% rejeita. Então a rejeição é proporcional ao conhecimento — quanto mais conhecido você é, mais pessoas têm uma opinião formada, seja positiva ou negativa.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A margem de erro é de dois pontos, então tecnicamente Lula poderia estar em 46% e Flávio em 48%. Não sabemos ao certo quem rejeita mais.
E os outros candidatos? Por que têm tanta menos rejeição?
Porque praticamente ninguém os conhece. Renan Santos tem apenas 10% de conhecimento. Quando você não é conhecido, não acumula rejeição. É mais fácil ser rejeitado quando você já está no poder ou é um nome consolidado.
Exatamente. A rejeição baixa deles pode ser apenas falta de exposição, não necessariamente apoio. Se Zema ou Caiado ganhassem mais visibilidade, sua rejeição provavelmente subiria.
Então o que essa pesquisa realmente nos diz sobre 2026?
Que a disputa será entre Lula e Flávio, e que ambos carregam bagagem política pesada. Os eleitores já têm opinião formada sobre eles. Os outros candidatos ainda são incógnitas.
E que a polarização continua sendo o fato dominante da política brasileira. Não há espaço para um terceiro nome ganhar tração enquanto esses dois nomes polarizam o debate.
El Pulso
- A rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro, tecnicamente empatada, expõe uma polarização que não escolhe vencedor — apenas confirma adversários.
- Com 81% de reconhecimento, Lula é onipresente no imaginário eleitoral, mas essa visibilidade não o protege de liderar o ranking de rejeição.
- Flávio Bolsonaro, conhecido por 58% dos eleitores, já ocupa o segundo lugar tanto em rejeição quanto em reconhecimento, consolidando-se como herdeiro político de um campo ainda mobilizado.
- Os demais pré-candidatos — Daciolo, Zema, Caiado, Rebelo e Renan Santos — têm rejeição entre 16% e 19%, mas são desconhecidos pela maioria, o que torna sua ascensão um desafio estrutural.
- O abismo de 27 pontos percentuais entre Flávio Bolsonaro e o terceiro colocado revela que, por ora, a eleição de 2026 já tem seus protagonistas definidos — mesmo que rejeitados.
Em meio à polarização que define a política brasileira contemporânea, uma pesquisa Datafolha revela que os dois nomes mais prováveis para a disputa presidencial de 2026 — o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — carregam índices de rejeição praticamente idênticos, de 48% e 46% respectivamente, dentro da margem de erro. O paradoxo é eloquente: os mais conhecidos são também os mais rejeitados, e ainda assim o campo gravitacional da disputa orbita inevitavelmente ao redor deles.
A pesquisa Datafolha divulgada em 11 de abril desenha um cenário de empate técnico na rejeição entre os dois principais pré-candidatos à presidência em 2026. Lula registra 48% de rejeição — o maior índice entre todos os nomes avaliados — enquanto Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, aparece com 46%. Dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão no mesmo patamar, espelhando a polarização que estrutura a política brasileira.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril, registrado no TSE sob o número BR-03770/2026. Além da rejeição, os dados revelam o domínio absoluto dos dois nomes em termos de reconhecimento público: 81% dos entrevistados dizem conhecer Lula, contra apenas 1% que afirma não o conhecer. Flávio Bolsonaro é conhecido por 58% do eleitorado — uma diferença de 23 pontos em relação ao presidente, que, no entanto, não se traduz em vantagem na rejeição.
Os demais pré-candidatos vivem em outro patamar. Cabo Daciolo lidera entre os secundários com 19% de rejeição, seguido por Zema e Renan Santos com 17%, e Caiado e Aldo Rebelo com 16% cada. Mas o dado mais revelador é o do reconhecimento: Zema e Caiado são conhecidos por apenas 26% e 23% dos eleitores, respectivamente, enquanto Renan Santos chega a apenas 10%. O cenário que emerge é o de uma corrida que, apesar da alta rejeição de seus protagonistas, ainda gravita inteiramente ao redor deles.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 11 de abril, apresenta um cenário de empate técnico na rejeição entre os dois principais nomes que devem disputar a presidência em 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 48% de rejeição — o maior índice entre todos os pré-candidatos — enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL de Rio de Janeiro, fica praticamente no mesmo patamar com 46%. Considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados, o que reflete a polarização que marca o cenário político brasileiro neste momento.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos distribuídas em 137 cidades entre terça-feira, 7, e quinta-feira, 9 de abril. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026, seguindo os protocolos de transparência exigidos para pesquisas eleitorais. Os números revelam não apenas a rejeição dos dois principais candidatos, mas também o grau de conhecimento que possuem entre o eleitorado.
Lula e Flávio Bolsonaro dominam o reconhecimento público de forma esmagadora. Oitenta e um por cento dos entrevistados disseram conhecer o presidente muito bem ou um pouco, enquanto apenas 1% afirmou não o conhecer. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, é conhecido por 58% dos eleitores em algum grau, com 7% dizendo desconhecê-lo. Essa diferença de 23 pontos percentuais no conhecimento não se traduz em vantagem clara de rejeição, uma vez que ambos enfrentam índices praticamente idênticos de rejeição eleitoral.
Os demais pré-candidatos ocupam um patamar significativamente diferente. Cabo Daciolo, do partido Mobiliza, aparece em terceiro lugar com 19% de rejeição. Logo atrás vêm Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, e Renan Santos, da Missão, ambos com 17%. Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás pelo PSD, e Aldo Rebelo, ex-ministro pela Democracia Cristã, fecham o grupo com 16% cada. A diferença entre o segundo colocado — Flávio Bolsonaro — e o terceiro — Cabo Daciolo — é de 27 pontos percentuais, ilustrando o abismo que separa os dois principais nomes da disputa dos demais candidatos.
Quanto ao conhecimento dos outros pré-candidatos, o padrão se repete: Zema e Caiado lideram entre os secundários, com 26% e 23% respectivamente dizendo conhecê-los bem ou um pouco. Cabo Daciolo é conhecido por 19% dos eleitores, Aldo Rebelo por 14%, e Renan Santos por apenas 10%. Esses números sugerem que, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro já consolidaram suas posições no imaginário político do país, os demais candidatos ainda enfrentam o desafio de ganhar visibilidade e construir suas narrativas junto ao eleitorado. O cenário que emerge é o de uma disputa que, apesar da rejeição elevada de ambos os principais nomes, ainda parece gravitar em torno deles.
Citas Notables
Na prática, os dois estão empatados em termos de rejeição, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.— Datafolha