Em setembro de 2026, a mais recente sondagem Datafolha revela um Brasil que já começa a cristalizar suas escolhas: Lula lidera com 39%, Flávio Bolsonaro avança para 35%, e três quartos do eleitorado declaram voto definido. A margem que separa os dois principais candidatos encolhe semana a semana, lembrando que nas democracias a vantagem nunca é estática — é conquistada e contestada até o último momento. Pairando sobre esse cenário, a decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Pablo Marçal adiciona uma variável que pode redesenhar o tabuleiro nos meses que restam.
Datafolha: Lula lidera com 39% contra 35% de Flávio Bolsonaro
Três quartos dos eleitores já escolheram seu candidato
O que essa pesquisa nos diz sobre o estado real da disputa?
Que Lula segue na frente, mas a vantagem não é confortável. Quatro pontos é margem, não é mandato. E Flávio Bolsonaro está crescendo.
Crescendo de quanto para quanto? De 33% para 35%. Isso é movimento real ou está dentro da margem de erro?
A margem de erro é dois pontos. Então tecnicamente, sim, está dentro dela. Mas a tendência de duas semanas seguidas apontando para o mesmo lado sugere algo.
E esse dado de 75% com voto definido — o que significa?
Significa que a maioria dos eleitores já escolheu. Não há muito espaço para grandes surpresas, a menos que algo muito grave aconteça.
Mas 25% ainda pode mudar. Em uma eleição apertada, isso é tudo. Quantas pessoas são 25% de um eleitorado?
Milhões. Mas a questão é: para onde eles vão? Se saem de um candidato, vão para qual?
E o cenário com Marçal — por que testaram se ele já está inelegível?
Porque a decisão saiu na sexta. Eles já tinham feito a pesquisa. Mas é curioso: com Marçal, Flávio cai para 33%. Marçal puxa voto dele?
Parece que sim. Ou pelo menos, eleitores que votariam em Bolsonaro consideram Marçal como alternativa.
E os votos válidos — por que essa métrica importa?
Porque muda a proporção. Lula vai de 39% para 43% quando você tira brancos e indecisos. Significa que entre quem realmente vai votar, ele é mais forte.
Mas também significa que há 6% de brancos e nulos. Isso é alto? Baixo?
Para uma eleição presidencial, é moderado. Mostra alguma rejeição, mas não massiva.
The Pulse
- A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro caiu de cinco para quatro pontos em uma semana, sinalizando uma corrida que se aperta com o tempo.
- Três quartos dos eleitores já têm voto definido meses antes da eleição, deixando pouco espaço para as campanhas converterem indecisos.
- O TSE formou maioria para barrar a candidatura de Pablo Marçal, eliminando um ator que, mesmo com 2% nos testes, poderia redistribuir votos no campo da direita.
- Nos votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos — Lula chega a 43% e Bolsonaro a 38%, revelando uma disputa mais apertada do que os números brutos sugerem.
- Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro salta de 22% para 25%, indicando crescimento orgânico de reconhecimento entre o eleitorado.
Em setembro de 2026, a mais recente sondagem Datafolha revela um Brasil que já começa a cristalizar suas escolhas: Lula lidera com 39%, Flávio Bolsonaro avança para 35%, e três quartos do eleitorado declaram voto definido. A margem que separa os dois principais candidatos encolhe semana a semana, lembrando que nas democracias a vantagem nunca é estática — é conquistada e contestada até o último momento. Pairando sobre esse cenário, a decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Pablo Marçal adiciona uma variável que pode redesenhar o tabuleiro nos meses que restam.
A pesquisa Datafolha de 11 de setembro de 2026 mostra Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 35% — uma diferença de quatro pontos que, uma semana antes, era de cinco. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo, ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O restante do campo se fragmenta: Augusto Cury recua para 6%, Ronaldo Caiado permanece em 4%, Renan Santos em 3%, e Romeu Zema em 2%. Os demais candidatos somam 1% ou menos. Seis por cento declaram voto em branco ou nulo, e apenas 4% ainda se dizem indecisos.
O dado mais revelador pode ser o da consolidação do eleitorado: 75% dos votantes afirmam estar totalmente decididos, o que significa que as campanhas operam sobre um terreno já bastante definido, com pouca margem para grandes viradas.
O Datafolha testou também um cenário com Pablo Marçal, do PRTB — candidato inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. Nesse formato, Lula mantém 39%, Bolsonaro recua para 33%, e Marçal aparece com 2%. O TSE formalizou a maioria para barrar sua candidatura na mesma sexta-feira da divulgação da pesquisa.
Pela primeira vez neste ciclo eleitoral, o instituto divulgou também os números de votos válidos. Sem Marçal, Lula chega a 43% e Bolsonaro a 38% — uma leitura que aproxima os dois candidatos quando se considera apenas quem efetivamente vai votar. Na pesquisa espontânea, Lula sobe para 33% e Bolsonaro para 25%, confirmando crescimento orgânico de ambos os líderes. O cenário é de vantagem para Lula, mas com uma margem que continua a se estreitar.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11 de setembro, desenha um quadro da disputa presidencial em que Lula mantém a dianteira, mas com uma margem que se estreita. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, marca 35%. A diferença de quatro pontos percentuais representa um movimento: uma semana antes, em 3 de setembro, Lula tinha 38% e Bolsonaro 33%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo e ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O restante do campo se distribui em fatias menores. Augusto Cury, escritor pela legenda Avante, recua de 8% para 6%. Ronaldo Caiado, do PSD, permanece em 4%. Renan Santos, da Missão, também fica em 3%. Romeu Zema, do Novo, marca 2%. Os demais candidatos — Samara Martins pela UP, Rui Costa Pimenta pelo PCO, Clariana Barão pela DC, Edmilson Costa pelo PCB, Wilson Grassi pelo Democrata e Hertz Dias pelo PSTU — somam 1% ou menos. Seis por cento dos eleitores indicam voto em branco ou nulo, e 4% ainda se declaram indecisos.
Um dado que chama atenção é a consolidação do eleitorado. Três quartos dos votantes — 75% — afirmam estar totalmente decididos sobre sua escolha presidencial. Um quarto ainda pode mudar de voto. Essa fixação das preferências ocorre meses antes do pleito, sugerindo que as campanhas trabalham sobre um terreno já bastante definido.
O Datafolha testou também um cenário alternativo, incluindo Pablo Marçal, do PRTB, que está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. O TSE formou maioria na sexta-feira para barrar sua candidatura, mas o instituto manteve o teste. Nesse cenário, Lula permanece em 39%, Flávio Bolsonaro cai para 33%, Cury desce para 5%, e Marçal aparece com 2%. Os demais candidatos sofrem pequenas variações.
Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os números de votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos. Sem Marçal, Lula chega a 43% e Flávio Bolsonaro a 38%. Com Marçal no cenário, Lula fica em 42% e Bolsonaro em 37%. Essa métrica oferece uma leitura diferente da força relativa dos candidatos entre quem efetivamente vai votar.
Na pesquisa espontânea — aquela em que o instituto não apresenta nomes aos entrevistados — Lula sobe de 31% para 33%, e Flávio Bolsonaro cresce de 22% para 25%. Nesse formato, Augusto Cury cai de 5% para 3%, e Jair Bolsonaro, o ex-presidente, aparece com 2%. A diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea revela quanto o reconhecimento dos nomes importa: quando os candidatos são apresentados, os números mudam.
O cenário que emerge é de uma corrida ainda aberta, mas com Lula em posição de vantagem. A redução da margem entre ele e Flávio Bolsonaro, semana após semana, indica movimento. A decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Marçal — que se consolidou na sexta-feira — pode alterar ainda mais essa dinâmica nos meses que faltam para a eleição.
Notable Quotes
Lula mantém liderança com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 35%, reduzindo a diferença para 4 pontos percentuais— Pesquisa Datafolha