Após 67 anos de bloqueio econômico, Cuba enfrenta mais uma escalada de pressão americana: uma ordem executiva assinada por Donald Trump em 29 de janeiro de 2026 ameaça com tarifas os países que forneçam petróleo à ilha, numa tentativa de estrangular seu abastecimento energético. Havana respondeu com condenação formal, rejeitando as acusações de ameaça à segurança nacional como falsas e situando a medida dentro de uma longa história de coerção imperial que, segundo o governo cubano, viola o direito internacional e a dignidade dos povos soberanos. No horizonte, Cuba insiste que permanece aberta
Cuba condena nova escalada do bloqueio econômico dos EUA e denuncia violação do direito internacional
Pátria ou morte, venceremos
Por que Cuba escolheu responder formalmente através do jornal estatal Granma em vez de outro canal?
Porque essa é a voz oficial do Estado cubano — o órgão do Comitê Central do Partido Comunista. Quando Cuba quer falar para o mundo, fala assim, com peso institucional total.
Mas a gente sabe que essa declaração foi lida principalmente por cubanos e simpatizantes. Qual foi o alcance real dessa resposta fora da bolha?
A ordem executiva de Trump menciona especificamente tarifas contra países fornecedores de petróleo. Quem são esses países?
A declaração cubana não nomeia ninguém, mas historicamente a Rússia e a Venezuela foram os principais fornecedores. A ordem deixa em aberto a possibilidade de punir qualquer nação que comercialize combustível com Cuba.
Exato — e isso é importante. A ordem é vaga propositalmente. Não sabemos ainda quais países Trump vai realmente punir ou como vai implementar essas tarifas.
Cuba diz que isso viola o direito internacional. Há alguma base legal real para essa reclamação?
Cuba apela à Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, e argumenta que o bloqueio viola princípios de soberania. Mas a questão legal é complexa — os EUA argumentam que têm direito de controlar seu comércio.
E aqui está o ponto: nenhum tribunal internacional vai resolver isso em favor de Cuba. A ONU condenou o bloqueio repetidamente, mas sem poder de execução. Então quando Cuba invoca direito internacional, ela está falando para a galeria.
A declaração menciona "sofrimento a milhões de pessoas". Há números concretos sobre o impacto econômico?
A declaração não fornece dados específicos, apenas afirma que a pressão econômica busca infligir sofrimento. O bloqueio de 67 anos certamente prejudicou a economia cubana, mas a declaração não quantifica o novo impacto.
Isso é uma fraqueza do comunicado. Sem números, é difícil avaliar a magnitude real da crise que Cuba está enfrentando. Sabemos que há escassez de combustível, mas não sabemos quanto pior ficará.
Cuba reafirma disposição para diálogo. Isso é crível dado o tom agressivo do resto da declaração?
É uma posição histórica cubana — sempre dizer que quer negociar, mas também deixar claro que não vai ceder. É uma forma de manter a porta aberta enquanto defende sua posição.
Mas a realidade política em Washington agora é diferente. Trump já tentou uma abordagem mais dura com Cuba. Não está claro se essa oferta de diálogo tem qualquer chance de ser aceita.
Le Pouls
- Trump assinou em 29 de janeiro uma ordem executiva que declara emergência nacional e autoriza tarifas contra qualquer país que venda petróleo a Cuba, buscando cortar o fornecimento de combustível à ilha.
- O governo cubano classifica as acusações de 'ameaça extraordinária à segurança nacional' como falsas e difamatórias, denunciando a medida como chantagem e coerção contra nações soberanas terceiras.
- A escalada provoca alerta humanitário: Havana adverte que a pressão econômica visa infligir sofrimento a milhões de cubanos para dobrar a resistência do país à influência americana.
- Cuba apela à comunidade internacional para que rejeite o que chama de crime contra o direito internacional e a Proclamação da América Latina como Zona de Paz.
- Apesar da condenação, Havana reafirma disposição para diálogo baseado em igualdade soberana — mas promete enfrentar o novo ataque 'com firmeza e serenidade'.
Após 67 anos de bloqueio econômico, Cuba enfrenta mais uma escalada de pressão americana: uma ordem executiva assinada por Donald Trump em 29 de janeiro de 2026 ameaça com tarifas os países que forneçam petróleo à ilha, numa tentativa de estrangular seu abastecimento energético. Havana respondeu com condenação formal, rejeitando as acusações de ameaça à segurança nacional como falsas e situando a medida dentro de uma longa história de coerção imperial que, segundo o governo cubano, viola o direito internacional e a dignidade dos povos soberanos. No horizonte, Cuba insiste que permanece aberta ao diálogo — mas não à submissão.
Na sexta-feira 30 de janeiro, o governo cubano divulgou pelo jornal estatal Granma uma condenação formal à mais recente escalada de sanções americanas. A resposta veio um dia após Donald Trump assinar uma ordem executiva que autoriza tarifas comerciais contra países fornecedores de petróleo a Cuba — uma medida que Havana interpreta como tentativa de bloqueio absoluto ao abastecimento energético da ilha.
O decreto americano invoca uma suposta emergência nacional e descreve Cuba como uma 'ameaça incomum e extraordinária' à segurança dos Estados Unidos. O governo cubano rejeitou essas afirmações como falsas e difamatórias, argumentando que a ordem viola o direito internacional e contraria a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz. Na visão de Havana, Washington utiliza chantagem e coerção para ditar a países soberanos com quem podem comerciar — consolidando uma política externa baseada na força e na hegemonia.
A escalada se soma a 67 anos de bloqueio econômico. Cuba sustenta que jamais representou ameaça aos Estados Unidos e que a pressão econômica tem um único objetivo: infligir sofrimento à população para quebrar a determinação do país em defender sua soberania. O comunicado oficial apela à comunidade internacional para que defina se agressões dessa natureza serão toleradas ou se prevalecerão a solidariedade e a rejeição ao abuso.
Ao mesmo tempo, Havana reafirma sua histórica disposição para um diálogo sério com Washington — desde que fundado no direito internacional, na igualdade soberana e no respeito mútuo, sem interferência em assuntos internos. A declaração encerra com o lema que atravessa décadas de resistência cubana: 'Pátria ou morte, venceremos!'
Na sexta-feira 30 de janeiro, o governo de Cuba respondeu à mais recente intensificação das sanções econômicas americanas com uma condenação formal divulgada pelo jornal estatal Granma. A reação veio após o anúncio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump no dia anterior — 29 de janeiro — que expande significativamente os mecanismos de pressão econômica contra a ilha caribenha.
O decreto presidencial americano declara uma suposta emergência nacional e autoriza a imposição de tarifas comerciais sobre importações de produtos originários de qualquer país que forneça petróleo a Cuba. Para justificar essa medida, o texto da ordem apresenta uma série de acusações contra o Estado cubano, incluindo a afirmação de que Cuba constitui uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos. Segundo a declaração oficial cubana, essas acusações são falsas e difamatórias, refletindo o que Havana caracteriza como desprezo pela verdade e pela ética governamental.
O governo revolucionário argumenta que a ordem executiva representa uma violação flagrante do direito internacional e contraria a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz. A estratégia americana, na visão cubana, utiliza chantagem, ameaças e coerção direta contra terceiros países para impedir a entrada de combustível na ilha — consolidando, segundo Havana, uma abordagem perigosa de conduzir política externa pela força e garantir hegemonia imperialista. Os Estados Unidos, argumenta Cuba, reivindicam o direito de ditar a países soberanos com quais nações podem comerciar e para quais países podem exportar seus produtos.
Essa escalada ocorre após 67 anos de bloqueio econômico americano contra Cuba. O governo cubano reafirma que nunca representou ameaça aos Estados Unidos, seus interesses nacionais ou ao bem-estar de seus cidadãos, e que sempre tratou com respeito e hospitalidade os americanos que lhe foi permitido visitar. Cuba não ameaça nem ataca nenhum país, sustenta a declaração, e não está sujeita a sanções da comunidade internacional.
O comunicado oficial reconhece que a pressão econômica busca infligir sofrimento a milhões de pessoas na tentativa de quebrar a determinação cubana em defender sua soberania nacional e impedir que o país caia novamente sob domínio americano. Apesar disso, Havana reafirma sua disposição histórica para diálogo sério e responsável com os Estados Unidos, baseado no direito internacional, igualdade soberana, respeito mútuo e benefício recíproco — sem interferência em assuntos internos e com absoluto respeito à independência e soberania dos Estados.
A declaração conclui com um apelo à comunidade internacional, argumentando que ela enfrenta um desafio incontornável: definir se um crime dessa natureza pode ser sinal do que está por vir ou se a sanidade, solidariedade e rejeição da agressão, impunidade e abuso prevalecerão. Cuba promete enfrentar o novo ataque com firmeza e serenidade, reafirmando seu lema histórico: "Pátria ou morte, venceremos!"
Citations marquantes
O governo revolucionário condena veementemente a nova escalada do governo dos Estados Unidos contra Cuba, em sua tentativa de impor um bloqueio absoluto ao fornecimento de combustível ao nosso país.— Governo de Cuba, através de declaração oficial no Granma
Cuba não representa qualquer ameaça aos Estados Unidos, aos seus interesses nacionais ou ao bem-estar de seus cidadãos.— Governo de Cuba, através de declaração oficial no Granma