Vídeo registra morte de candidata peruana baleada durante campanha

Susy Aponte Polo, 44 anos, mãe de quatro filhos, foi morta a tiros; cinco outras pessoas foram feridas no ataque.
Ela denunciava ameaças e nunca parou de investigar
O portal de notícias de Aponte exigiu investigação completa sobre seu assassinato, destacando seu trabalho de denúncia.
Mark

Por que uma candidata regional peruana está sendo noticiada internacionalmente? Parece um crime local.

Mimi

Porque ela não era só candidata — era jornalista investigativa que denunciava corrupção policial. E porque foi morta em vídeo, durante um evento público, dias depois de receber ameaças de morte.

Luke

Mas a gente sabe por que foi morta? Os dois venezuelanos presos — foram eles que atiraram, ou foram contratados? Quem os contratou?

Mimi

Não sabemos ainda. A investigação está em andamento. O que sabemos é que ela havia denunciado ameaças específicas vindo de prisões.

Mark

E isso é parte de um padrão maior?

Mimi

Sim. Quatro jornalistas foram assassinados no Peru em 2025. O Conselho da Imprensa diz que outros casos nunca foram esclarecidos.

Luke

Então a pergunta real é: o Peru consegue investigar esses crimes ou há impunidade sistemática?

Mimi

Exatamente. E o Conselho está pedindo uma investigação completa, independente — a palavra "intocáveis" que usaram sugere que suspeitam de envolvimento de pessoas poderosas.

Mark

Ela deixou filhos?

Mimi

Quatro. Tinha 44 anos.

Luke

E as cinco outras pessoas feridas no ataque — sabemos como estão?

Mimi

A fonte só diz que foram levadas ao hospital regional. Não há detalhes sobre o estado delas.

Mark

Então há muito que ainda não sabemos.

Mimi

Há. Mas o que sabemos é suficiente para entender que isso não é um crime isolado — é parte de um padrão de violência contra quem investiga.

  • Câmeras registraram Aponte viva e falando com repórteres segundos antes dos disparos — e depois o colapso, o pânico, cinco feridos ao redor dela.
  • Ela havia denunciado publicamente, dias antes, que recebia ameaças vindas de dentro de presídios, sinalizando um padrão de intimidação que ninguém interrompeu a tempo.
  • A prisão de dois venezuelanos abriu a investigação, mas deixou a pergunta mais urgente sem resposta: quem os contratou e com qual objetivo.
  • O Conselho da Imprensa Peruana alertou que outros assassinatos de jornalistas no país nunca foram esclarecidos — e exigiu que este não siga o mesmo caminho.
  • Com o enterro em Lima e as eleições marcadas para quatro dias depois, o Peru enfrenta a contradição de realizar uma disputa democrática sob a sombra de quem tenta silenciar candidatos e repórteres.

No Peru, a morte de Susy Aponte Polo — candidata regional, mãe de quatro filhos e jornalista investigativa — ecoa uma tensão antiga entre o poder que se esconde e as vozes que insistem em nomeá-lo. Ela foi assassinada a tiros durante um evento de campanha em Caraz, dias antes das eleições, num país onde quatro jornalistas já haviam sido mortos em 2025. Dois venezuelanos foram presos como suspeitos, mas a pergunta que permanece — quem ordenou e por quê — é precisamente a mesma que ela dedicou a vida a responder sobre outros.

Susy Aponte Polo estava diante das câmeras, conversando com jornalistas, quando os tiros começaram. A candidata ao governo regional de Áncash tinha 44 anos, quatro filhos e um portal de notícias investigativas chamado "China Polo Dominical", onde publicava denúncias sobre corrupção policial. Seu corpo foi enterrado em Lima na segunda-feira — dois dias antes das eleições regionais de 4 de outubro.

O ataque ocorreu durante um evento de campanha no distrito de Caraz. Além de Aponte, cinco pessoas foram baleadas e hospitalizadas. O Ministério do Interior informou que dois homens venezuelanos foram presos como suspeitos, mas as motivações do crime seguem sob investigação.

Dias antes de ser morta, ela havia postado nas redes sociais que estava recebendo ameaças vindas de dentro de presídios. Seu portal reforçou esse histórico após a morte: ela denunciava, era ameaçada e não parava. O Conselho da Imprensa Peruana pediu investigação completa e lembrou que outros assassinatos de jornalistas no país nunca foram esclarecidos.

Aponte é a quarta jornalista assassinada no Peru em 2025. O que permanece em aberto é se o ataque teve como alvo sua candidatura, seu jornalismo investigativo — ou os dois ao mesmo tempo. Enquanto a campanha eleitoral continua em Áncash, o país enfrenta uma questão que não consegue resolver: como proteger quem insiste em expor a verdade.

Susy Aponte Polo estava falando com repórteres no sábado passado quando os disparos começaram. Câmeras capturaram os segundos finais antes do ataque — ela de pé, conversando, viva — e depois a queda, o caos, pessoas correndo para ajudar. A candidata ao governo regional de Áncash, no Peru, tinha 44 anos e deixava quatro filhos. Seu corpo foi enterrado em Lima na segunda-feira, dois dias antes das eleições regionais marcadas para 4 de outubro.

O ataque aconteceu durante um evento de campanha no distrito de Caraz, onde Aponte se reunia com apoiadores. Além dela, cinco outras pessoas foram baleadas e levadas ao hospital regional da área. O Ministério do Interior do Peru informou que dois homens venezuelanos foram presos como suspeitos, mas a investigação sobre as circunstâncias e motivações do assassinato ainda está em andamento.

Aponte não era apenas candidata. Ela mantinha um portal de notícias chamado "China Polo Dominical", onde publicava investigações sobre irregularidades e casos de corrupção envolvendo a polícia peruana. Dias antes de ser morta, ela havia denunciado publicamente nas redes sociais que estava recebendo ameaças vindas de dentro de presídios. O portal, em uma postagem no Instagram após sua morte, reforçou esse histórico: ela havia denunciado ameaças contra sua vida e nunca parou de investigar, exigindo uma investigação completa e sem proteção a intocáveis.

A morte de Aponte não é um caso isolado no Peru. Quatro jornalistas foram assassinados em 2025, segundo dados da polícia peruana. O Conselho da Imprensa Peruana, que reúne profissionais da área, pediu que o homicídio seja investigado a fundo e destacou uma preocupação maior: outros casos de assassinatos de jornalistas no país nunca foram completamente esclarecidos. A entidade afirmou em suas redes sociais que é necessário esclarecer os motivos do crime e garantir que não haja impunidade.

O que fica em aberto é se o ataque foi motivado por seu trabalho investigativo, por sua candidatura, ou por ambos. As ameaças que ela denunciou semanas antes sugerem um padrão de intimidação. O fato de dois estrangeiros terem sido presos levanta questões sobre quem os contratou e por quê. Enquanto isso, a campanha eleitoral continua em Áncash, e o Peru segue com um problema que não consegue resolver: proteger quem tenta expor a verdade.

É necessário que se esclareçam os motivos do homicídio. Outros casos de assassinatos não foram esclarecidos.
— Conselho da Imprensa Peruana
Havia denunciado ameaças contra sua vida e nunca deixou de investigar. Por isso, exigimos uma investigação completa, independente e sem intocáveis.
— Portal China Polo Dominical (Instagram)
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