Trump atinge menor aprovação de sua carreira política, com apenas 32%

Aprovação de Trump atinge 32%, menor índice desde 2017
Pesquisa Reuters/Ipsos mostra queda histórica na aprovação presidencial em semana de eleições de meio de mandato.
Mark

Como um presidente chega a 32% de aprovação? Isso é historicamente baixo?

Mimi

É o ponto mais baixo que Trump já registrou desde que entrou na política em 2017. A guerra contra o Irã desestabilizou o mercado de petróleo, os preços de gasolina e diesel subiram, e isso se espalhou para os alimentos. Quando as pessoas sentem o impacto na carteira, a aprovação cai.

Luke

Mas espera — a aprovação geral caiu para 32%, mas apenas 17% aprovam a economia. Esses números vêm da mesma pesquisa?

Mimi

Sim, ambos são da Reuters/Ipsos. O número de 17% para economia é particularmente revelador porque mostra que a questão econômica é o que mais pesa na percepção geral.

Mark

E entre os republicanos? Eles não deveriam estar mais protegidos?

Mimi

Deveriam, mas não estão. A aprovação entre republicanos caiu de 82% para 73% em uma semana. É uma queda significativa mesmo dentro da base.

Luke

Uma semana é um período muito curto. Isso é uma flutuação normal ou indica uma tendência real?

Mimi

A fonte não especifica se é flutuação ou tendência. O que sabemos é que essa queda aconteceu na semana imediatamente anterior à pesquisa.

Mark

E as eleições de meio de mandato — quando são exatamente?

Mimi

3 de novembro. Alguns estados já estão enviando cédulas para votação por correio.

Luke

As pesquisas dizem que os democratas têm alta probabilidade de retomar a Câmara, mas e o Senado?

Mimi

O Senado é mais apertado. Os republicanos têm 53 cadeiras, os democratas 47. Os democratas precisam ganhar pelo menos 4 cadeiras a mais para assumir o controle.

Mark

Então a aprovação baixa de Trump pode prejudicar os candidatos republicanos?

Mimi

Exatamente. Se a aprovação dele continuar nesse patamar, pode ser um peso para candidatos republicanos em estados competitivos.

  • A aprovação de Trump despencou para 32%, e o apoio entre republicanos caiu de 82% para 73% em apenas uma semana — uma rachadura rara dentro da própria base.
  • Apenas 17% dos americanos aprovam a gestão econômica do presidente, sinalizando que a inflação e a guerra no Irã dominam o humor do eleitorado.
  • Os preços da gasolina, do diesel e dos alimentos subiram como efeito direto da guerra contra o Irã, levando o conflito externo para dentro dos supermercados americanos.
  • Com cédulas já sendo enviadas por correio em alguns estados, as eleições de 3 de novembro se aproximam com democratas em posição favorável para retomar o controle da Câmara.
  • Se os republicanos perderem a Câmara — cenário apontado como provável pelas pesquisas —, a agenda legislativa de Trump nos próximos dois anos encolhe drasticamente.

Às vésperas das eleições de meio de mandato, a aprovação do presidente Trump atingiu 32% — o menor índice de toda sua trajetória política —, revelando não apenas o desgaste com eleitores indecisos, mas fissuras dentro de sua própria base republicana. A guerra contra o Irã perturbou os mercados de petróleo e fez subir o preço da gasolina e dos alimentos, traduzindo conflitos geopolíticos em angústia doméstica cotidiana. Quando a mesa de jantar fica mais cara, o julgamento sobre quem governa se torna implacável.

A aprovação do presidente Trump chegou a 32%, o ponto mais baixo desde o início de seu governo em 2017. O dado, levantado pela Reuters/Ipsos, revela algo além do desgaste habitual: o apoio entre os próprios republicanos caiu de 82% para 73% em uma única semana, indicando que a erosão já alcançou a base fiel.

O motor dessa queda é econômico. A guerra dos EUA contra o Irã desestabilizou o mercado de petróleo, e os efeitos chegaram rapidamente aos postos de gasolina e às prateleiras dos supermercados. Gasolina, diesel e alimentos — incluindo carne bovina — ficaram mais caros. Apenas 17% dos americanos aprovam a condução econômica do governo, um número que resume o clima político do país neste momento.

O timing é crítico. As eleições de meio de mandato estão marcadas para 3 de novembro, e alguns estados já iniciaram a votação por correio. Estão em jogo os 435 assentos da Câmara e cerca de um terço do Senado. As pesquisas apontam alta probabilidade de os democratas reconquistarem a Câmara, enquanto a disputa pelo Senado — onde os republicanos têm 53 cadeiras contra 47 dos democratas — promete ser mais equilibrada.

O resultado de novembro vai determinar quanto espaço Trump terá para governar nos dois anos restantes de mandato. Perder a Câmara significaria ver sua agenda legislativa paralisada — e as pesquisas sugerem que esse cenário está mais próximo do que nunca.

A aprovação do presidente Trump caiu para 32%, o ponto mais baixo de toda sua trajetória política que começou em 2017. É um número que reflete não apenas a erosão de apoio entre eleitores indecisos, mas também uma rachadura crescente em sua própria base: entre republicanos, o apoio despencou de 82% na semana anterior para 73% nesta segunda-feira, segundo levantamento da Reuters/Ipsos.

O cenário que explica essa queda é direto. A guerra dos EUA contra o Irã desestabilizou o mercado internacional de petróleo, e essa turbulência chegou aos postos de gasolina americanos com força. Os preços da gasolina e do diesel subiram significativamente. Mas o impacto não parou nas bombas — os custos mais altos de combustível se propagaram pela economia, elevando o preço dos alimentos, incluindo a carne bovina. Quando as pessoas vão ao supermercado e veem a conta mais cara, a aprovação presidencial sofre.

Apenas 17% dos americanos aprovam a forma como Trump está conduzindo a economia. Esse número isolado diz tudo sobre como a questão econômica domina a percepção pública neste momento. A inflação e a guerra no Irã se tornaram os dois temas que definem o clima político do país.

Tudo isso acontece dias antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Alguns estados já começaram a enviar cédulas para votação por correio. Os americanos vão escolher quem ocupará os 435 assentos da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das cadeiras do Senado. Pesquisas indicam uma probabilidade alta de que os democratas recuperem o controle da Câmara.

Para o Senado, a disputa promete ser mais apertada. Os republicanos controlam atualmente 53 das 100 cadeiras, enquanto os democratas têm 47. Para assumir o controle da Casa, os democratas precisam ganhar pelo menos quatro cadeiras a mais do que os republicanos conseguirem.

A queda na aprovação de Trump, mesmo entre seus próprios eleitores, acende um sinal de alerta na Casa Branca. Os próximos dois anos de seu mandato dependem de quanto espaço ele terá para avançar sua agenda legislativa. Se perder a Câmara — o que as pesquisas sugerem como provável — esse espaço encolhe drasticamente. O resultado das eleições de 3 de novembro vai definir não apenas quem controla o Congresso, mas também quanto poder Trump consegue exercer no tempo que lhe resta.

A guerra dos EUA contra o Irã desestabilizou o mercado internacional de petróleo, elevando preços de gasolina, diesel e alimentos
— Reuters/Ipsos
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