As varizes, condição vascular que silenciosamente afeta cerca de 30% dos brasileiros, revelam que o corpo humano carrega histórias de esforço, tempo e descuido antes mesmo de pedir socorro. Em Passo Fundo, durante o mês dedicado à conscientização vascular, um mutirão no Hospital São Vicente de Paulo ofereceu a vinte pacientes um caminho menos invasivo para a recuperação — lembrando que a medicina avança não apenas em cura, mas em compaixão pelo processo de curar. O caso de quem sofria em silêncio e o de quem nada sentia, mas estava doente, juntos ensinam que vigiar a própria saúde é também um
Tratamento de varizes ganha alternativa menos invasiva e acelera recuperação
A doença pode estar progredindo silenciosamente, sem avisos visíveis
Por que varizes são tão comuns? Trinta por cento da população é um número muito alto.
Tem a ver com genética, com como nosso corpo envelhece, e muito com fatores que afetam as mulheres especificamente — gravidez, hormônios, profissões que exigem ficar em pé o tempo todo.
Mas o artigo não explica por que exatamente esses fatores causam varizes. Sabemos que afetam, mas o mecanismo não fica claro.
E quanto ao novo tratamento? O que torna menos invasivo?
O artigo menciona que é menos invasivo e acelera a recuperação, mas não descreve como funciona tecnicamente ou em que se diferencia da cirurgia tradicional.
Exatamente. Vinte pacientes foram tratados, mas não há dados sobre resultados — taxa de sucesso, complicações, tempo de recuperação real. É uma lacuna importante.
Então por que o Hospital São Vicente de Paulo participou desse mutirão?
Faz parte de uma campanha nacional de conscientização durante o Agosto Azul e Vermelho. É uma oportunidade de oferecer tratamento e também de educar a população sobre a doença.
Mas não sabemos quantos hospitais participaram, em quantas cidades, ou qual é o alcance real dessa iniciativa. O mutirão é descrito, mas não contextualizado.
Os dois pacientes mencionados — Lúcia e Paulo — representam bem a diversidade da doença?
Sim. Lúcia mostra o caso clássico com sintomas visíveis e progressivos. Paulo mostra que a doença pode estar presente sem nenhum sinal aparente, o que é importante para as pessoas entenderem por que precisam fazer exames.
Mas não sabemos se esses dois foram tratados com a nova técnica ou com métodos tradicionais. Suas histórias ilustram o problema, mas não demonstram a solução.
Le Pouls
- Trinta por cento da população brasileira convive com varizes, uma doença que começa discreta e pode terminar em feridas que resistem a cicatrizar.
- Dois pacientes com histórias opostas — uma aposentada que dormia com os pés para fora da cama de tanta dor, e um gerente sem nenhum sintoma visível — expõem a imprevisibilidade da progressão da doença.
- Um mutirão nacional trouxe ao interior do Rio Grande do Sul uma técnica menos invasiva, atendendo vinte pessoas com promessa de recuperação mais rápida e menos sofrimento.
- Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é a única forma de interceptar a doença antes que ela comprometa profundamente a qualidade de vida — e ele nem sempre depende de sintomas visíveis.
As varizes, condição vascular que silenciosamente afeta cerca de 30% dos brasileiros, revelam que o corpo humano carrega histórias de esforço, tempo e descuido antes mesmo de pedir socorro. Em Passo Fundo, durante o mês dedicado à conscientização vascular, um mutirão no Hospital São Vicente de Paulo ofereceu a vinte pacientes um caminho menos invasivo para a recuperação — lembrando que a medicina avança não apenas em cura, mas em compaixão pelo processo de curar. O caso de quem sofria em silêncio e o de quem nada sentia, mas estava doente, juntos ensinam que vigiar a própria saúde é também um ato de sabedoria.
Dor nas pernas ao fim do dia, inchaço noturno e manchas na pele são sinais que muitos confundem com cansaço comum, mas que podem indicar varizes — condição vascular que atinge cerca de 30% dos brasileiros. Durante o Agosto Azul e Vermelho, mês de conscientização sobre doenças vasculares, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce muda o curso da doença.
Em Passo Fundo, o Hospital São Vicente de Paulo participou de um mutirão nacional e tratou vinte pacientes com uma técnica menos invasiva, que acelera a recuperação em relação à cirurgia tradicional. Entre os atendidos, histórias que ilustram os dois extremos da doença: Lúcia Schneider, aposentada, convivia com pés manchados, tornozelos inchados e dores noturnas que a impediam de dormir normalmente. Paulo Weschenfelder, gerente de vendas, não tinha sintoma algum — foi um exame de rotina que revelou alterações em uma veia safena, exigindo intervenção mesmo sem sinais visíveis.
O cirurgião vascular Adolfo Lara Brkanitch explica que a doença evolui em etapas: começa com veias mais aparentes, avança para edema e manchas e, nos casos graves, provoca úlceras de difícil cicatrização. Mulheres são a maioria dos casos, influenciadas por fatores hormonais, gestações e profissões que exigem longos períodos em pé. O desafio central permanece: levar o diagnóstico precoce a mais pessoas, antes que a doença se torne incapacitante.
Dor nas pernas ao final do dia, inchaço que piora à noite, manchas na pele — sintomas que muitos atribuem simplesmente ao cansaço podem estar sinalizando um problema vascular que atinge cerca de 30% da população brasileira: as varizes. Durante o Agosto Azul e Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre doenças vasculares, especialistas reforçam uma mensagem importante: o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem diferença real na trajetória da doença.
Em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, o Hospital São Vicente de Paulo participou de um mutirão nacional este ano que trouxe uma alternativa menos invasiva para o tratamento. Vinte pacientes foram atendidos utilizando essa nova técnica, que promete acelerar a recuperação em comparação aos métodos cirúrgicos tradicionais. Para muitos deles, a experiência representou uma mudança significativa na qualidade de vida.
Lúcia Schneider, aposentada, viveu na pele a progressão da doença. Tudo começou com alterações visíveis nas veias das pernas, seguidas por um desconforto crescente. Os pés ficaram manchados, o tornozelo inchado, e ela precisava elevar as pernas constantemente para aliviar o peso. À noite, a situação piorava: dormia com os pés para fora da cama, buscando alívio para a dor que não a deixava descansar. Seu caso ilustra como as varizes, frequentemente vistas como um problema apenas estético, podem evoluir para algo que compromete significativamente o bem-estar diário.
Nem sempre, porém, a doença se anuncia de forma tão óbvia. Paulo Weschenfelder, gerente de vendas, descobriu seu problema de maneira completamente diferente. Ele não tinha sintomas aparentes, nenhuma veia azulada visível nas pernas, nada que o alertasse. Foi um exame de rotina que identificou alterações em uma veia safena — uma situação que exigia intervenção médica mesmo na ausência de sinais visíveis. Seu caso reforça por que o acompanhamento médico regular é tão importante: a doença pode estar progredindo silenciosamente.
Segundo o cirurgião vascular Adolfo Lara Brkanitch, os sintomas mais comuns aparecem gradualmente. O cansaço nas pernas, especialmente ao final do dia, é o mais frequente, seguido pelo inchaço dos membros inferiores — o que os médicos chamam de edema. Na fase inicial, a pessoa pode notar apenas veias mais visíveis. Com o tempo, porém, o quadro evolui: surgem edema persistente, manchas na pele, reações alérgicas e, nos casos mais avançados, úlceras nas pernas. Essas feridas podem ser extremamente difíceis de cicatrizar e impactam profundamente a qualidade de vida.
As mulheres representam a maioria dos casos de varizes, uma diferença que tem explicação biológica. Fatores hormonais e gestacionais desempenham papel importante no desenvolvimento da doença. Gestações múltiplas, influências hormonais e profissões que exigem muitas horas em pé — situações mais comuns entre mulheres — favorecem o surgimento das varizes. Homens também desenvolvem a condição, mas em proporção menor.
O que torna o momento atual significativo é a disponibilidade de técnicas menos invasivas. O mutirão realizado no Hospital São Vicente de Paulo demonstra que alternativas ao tratamento cirúrgico tradicional estão chegando aos pacientes, oferecendo recuperação mais rápida e menos incômodo. Para pessoas como Lúcia e Paulo, isso significa a possibilidade de retomar suas vidas com menos interrupção. O desafio agora é garantir que o diagnóstico precoce — aquele que pode identificar a doença antes mesmo dos sintomas se tornarem incapacitantes — chegue a mais pessoas.
Citations marquantes
Meus pés ficaram manchados e o tornozelo inchado. Eu precisava sentar com os pés elevados porque não aguentava.— Lúcia Schneider, aposentada
O sintoma mais comum é o cansaço, a dor nas pernas no final do dia e o inchaço dos membros inferiores. Com o passar do tempo pode surgir edema, manchas na pele, alergias e até úlceras nas pernas.— Adolfo Lara Brkanitch, cirurgião vascular