Tesouro Direto fecha fevereiro em alta com ganhos acima de 3% em títulos de longo prazo

Quando as taxas caem, o preço do título sobe
A mecânica simples que explica por que fevereiro foi tão diferente de janeiro para investidores do Tesouro.
Mark

Por que fevereiro foi tão diferente de janeiro para quem tinha títulos do Tesouro?

Mimi

Porque as taxas de juros caíram. Quando as taxas caem, o preço dos títulos que você já tem sobe. É o inverso do que aconteceu em janeiro, quando as taxas estavam subindo e os preços caíam.

Luke

Mas quanto exatamente as taxas caíram? O texto diz que houve ganhos de 3%, mas não especifica a queda de taxa que gerou isso.

Mimi

Boa observação. O texto não detalha a magnitude exata da queda de taxa. Sabemos que o Tesouro IPCA+ 2045 ganhou 3,02%, mas a taxa de juros subjacente não é mencionada.

Mark

E por que o Tesouro IPCA+ 2045 foi o grande destaque?

Mimi

Porque é o papel mais sensível às variações de mercado. Títulos de longo prazo oscilam mais quando as taxas mudam. Se as taxas caem bastante, o ganho é expressivo.

Luke

Mas o texto diz que ele recuperou perdas recentes. Quanto ele havia perdido em janeiro? Não há esse número.

Mimi

Verdade. Sabemos que fevereiro recuperou as perdas, mas não temos a magnitude das perdas anteriores para comparar.

Mark

O que esperar para março?

Mimi

O mercado espera que o Banco Central comece a cortar a Selic em 0,5 ponto percentual. Se isso acontecer, os títulos podem continuar subindo.

Luke

Mas há riscos. Se a inflação não ficar controlada ou se o Fed americano não cortar juros, pode haver pressão sobre os títulos brasileiros. O texto menciona esses riscos, mas não quantifica a probabilidade de cada cenário.

Mark

Então o Tesouro Selic é a aposta mais segura agora?

Mimi

Para quem quer segurança e liquidez, sim. Oferece retornos elevados enquanto as taxas ainda estão altas, e você consegue sacar o dinheiro quando quiser.

Luke

Mas o texto diz que o Tesouro Selic voltou a ser protagonista das recomendações, desbancando os títulos de inflação. Isso é baseado em recomendações de quem? Não há dados sobre o que os analistas estão recomendando de forma agregada.

  • Após um janeiro de taxas elevadas e perdas no papel, fevereiro virou o jogo: prefixados e IPCA+ subiram mais de 3%, devolvendo fôlego a quem manteve posição.
  • O Tesouro IPCA+ 2045 liderou os ganhos com valorização de 3,02%, enquanto títulos de prazo mais curto também avançaram, sinalizando recuperação ampla na renda fixa.
  • A expectativa de corte de 0,5 ponto percentual na Selic em março, mapeada pelo Termômetro do Copom, foi o principal combustível para a virada positiva do mês.
  • Apesar da euforia moderada, analistas recomendam cautela: o cenário fiscal brasileiro e a lentidão do Fed em cortar juros nos EUA podem pressionar os títulos nacionais.
  • Com a Selic projetada em dois dígitos até o fim do ano, o Tesouro Selic reassume protagonismo estratégico — combinando liquidez, previsibilidade e proteção contra a volatilidade eleitoral que se aproxima.

Em fevereiro, os títulos do Tesouro Direto reverteram as perdas de janeiro e entregaram ganhos superiores a 3% nos papéis de longo prazo, num movimento que reflete a queda das taxas de juros e a melhora na percepção de risco do mercado brasileiro. O Tesouro IPCA+ 2045 liderou a recuperação, lembrando aos investidores que a marcação a mercado é uma faca de dois gumes — e que a paciência, quando bem posicionada, tem seu preço. O horizonte, porém, permanece carregado de incertezas: o cenário fiscal doméstico e os sinais do Federal Reserve seguem como variáveis que podem redefinir o rumo dos próximos meses.

Fevereiro foi o mês da colheita para os investidores do Tesouro Direto. Depois de um janeiro marcado por taxas elevadas e perdas nos papéis em carteira, a trajetória se inverteu: as taxas recuaram, os preços subiram e os ganhos ultrapassaram 3% nos títulos de longo prazo. O Tesouro IPCA+ 2045, o papel mais sensível às oscilações do mercado, liderou a recuperação com valorização de 3,02% no mês. Quem havia mantido os investimentos ou aproveitado os picos de taxa em janeiro viu seus números voltarem ao verde.

Entre os títulos atrelados à inflação, o desempenho foi robusto em diferentes vencimentos: o IPCA+ 2035 avançou 2,81%, o de 2029 subiu 1,43% e o IPCA+ 2055 com juros semestrais entregou 1,57%. Os prefixados também se saíram bem, com o Tesouro Prefixado 2031 ganhando 1,70% e o 2027 avançando 1,25%. O Tesouro Selic, porto seguro da renda fixa, manteve sua consistência com retornos próximos a 1,15% nos dois vencimentos disponíveis.

A virada foi sustentada pela expectativa de que o Banco Central inicie os cortes da Selic em março — o mercado precifica um recuo de 0,5 ponto percentual. Ainda assim, a cautela é recomendada. O cenário fiscal doméstico segue sob vigilância, e os sinais do Federal Reserve americano podem trazer nova pressão sobre os papéis brasileiros caso os juros nos EUA demorem a ceder.

O Banco Central brasileiro sinalizou um ritmo lento e calculado para os cortes, o que mantém a Selic em dois dígitos pelo menos até o fim do ano. Para analistas como Camilla Dolle, da XP Investimentos, esse cenário preserva a atratividade dos títulos pós-fixados e coloca o Tesouro Selic num papel estratégico duplo: garantir liquidez imediata e oferecer previsibilidade antes que o calendário eleitoral comece a injetar volatilidade extra nos mercados.

Fevereiro foi o mês em que os investidores do Tesouro Direto colheram o que havia sido plantado em janeiro. Enquanto janeiro trouxe taxas de juros elevadas e perdas para quem já tinha títulos em carteira, fevereiro inverteu a trajetória: as taxas caíram, os preços dos papéis subiram, e os ganhos ultrapassaram os 3% nos títulos de longo prazo. O Tesouro IPCA+ 2045, o papel mais sensível às oscilações do mercado, liderou a recuperação com uma valorização de 3,02% acumulada nos 30 dias do mês. Quem havia mantido seus investimentos ou aproveitado os picos de taxa em janeiro agora via seus números verdes na tela.

O movimento reflete uma mudança na percepção de risco e uma convergência de sinais econômicos que permitiram aos investidores respirar fundo no último dia útil de fevereiro. Conforme explicou Rafaela Prado, analista de renda fixa da Órama, o mês mostrou o outro lado da marcação a mercado: quando as taxas caem, o preço do título sobe. É a mecânica simples que faz a diferença entre ganho e perda.

Entre os títulos atrelados à inflação, o desempenho foi robusto. O Tesouro IPCA+ 2035 avançou 2,81%, enquanto o vencimento em 2029 registrou alta de 1,43%. Até os papéis com juros semestrais, como o IPCA+ 2055, entregaram retorno positivo de 1,57%. Entre os prefixados, a performance também se manteve sólida: o Tesouro Prefixado 2031 teve alta de 1,70%, e o Tesouro Prefixado 2027 ganhou 1,25%. O Tesouro Selic, conhecido como o porto seguro da renda fixa, manteve sua consistência característica, com os títulos vencendo em 2026 e 2029 rendendo 1,17% e 1,14%, respectivamente, beneficiando-se ainda das taxas básicas de juros em patamares elevados.

A virada positiva em fevereiro foi sustentada principalmente pela expectativa de que o Banco Central comece a cortar a Selic em março. Segundo o Termômetro do Copom, ferramenta que mapeia as expectativas dos investidores com base nos contratos de opções negociados na bolsa, a expectativa majoritária no mercado é de um corte de 0,5 ponto percentual. Mas a cautela segue sendo recomendada. O cenário fiscal doméstico continua sob observação, e as sinalizações do Banco Central americano podem trazer nova pressão sobre os títulos brasileiros se os juros nos EUA demorarem a cair.

O Banco Central brasileiro, por sua vez, sinalizou cautela e serenidade na condução dos cortes da taxa de juros em sua última reunião. Na prática, isso significa que a Selic não vai despencar; ela deve descer degrau por degrau, em um ritmo lento e calculado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu 0,33% em janeiro, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e esse número tem sido acompanhado de perto pela autoridade monetária. Com essa perspectiva de queda gradual, o mercado financeiro recalibrou suas apostas, e o Tesouro Selic voltou a ser o protagonista das recomendações, desbancando temporariamente o brilho dos títulos de inflação.

Se o roteiro for seguido, a taxa básica de juros permanecerá na casa dos dois dígitos até, pelo menos, o encerramento deste ano. Para o investidor, isso representa uma janela de oportunidade para capturar retornos elevados com baixo risco enquanto os juros ainda não recuam de forma agressiva. Camilla Dolle, chefe de renda fixa da XP Investimentos, destaca que o panorama atual preserva a atratividade dos títulos pós-fixados, garantindo ganhos reais consistentes. O Tesouro Selic assume um papel estratégico duplo: oferece liquidez imediata e atua como um escudo de previsibilidade. Essa proteção é vista como essencial antes que o calendário eleitoral comece a injetar volatilidade extra nos preços dos ativos e a balançar o humor do mercado.

O cenário de fevereiro mostrou a outra face da marcação a mercado: quando as taxas caem, o preço do título sobe
— Rafaela Prado, analista de renda fixa da Órama
O panorama atual preserva a atratividade dos títulos pós-fixados, garantindo ganhos reais consistentes
— Camilla Dolle, chefe de renda fixa da XP Investimentos
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