São Paulo bate recorde com 1.021 mortes por Covid-19 em 24 horas

1.021 mortes registradas por Covid-19 em 24 horas em São Paulo, com 29.039 pessoas internadas, incluindo 12.168 em UTI.
Três mortes a cada quatro minutos em um único estado
O ritmo de óbitos por Covid-19 em São Paulo no dia do recorde de 1.021 registros.
Mark

Como entender esse número de 1.021 mortes? Todas aconteceram naquele dia?

Mimi

Não necessariamente. É importante separar o que aconteceu do que foi registrado. Essas 1.021 mortes foram computadas no sistema em 24 horas, mas muitas delas podem ter ocorrido dias antes. O atraso na notificação é comum, especialmente depois de fins de semana.

Luke

Então o pico real pode ter sido menor? Ou maior?

Mimi

Pode ter sido ambos. O que sabemos com certeza é que 1.021 óbitos foram registrados naquele dia. O padrão de atrasos significa que o pico verdadeiro está espalhado ao longo de vários dias.

Mark

E quanto às internações? Esse crescimento de 113% em um mês é sustentável?

Mimi

Não parece. O estado tinha 13.606 internados em 22 de fevereiro e 29.039 em 23 de março. Mais de 12 mil em UTI. Para comparação, a Argentina inteira tinha menos pessoas em UTI do que São Paulo naquele momento.

Luke

Mas qual era a capacidade total de leitos? Esses números significam que o sistema estava no limite?

Mimi

A fonte não especifica a capacidade total. Sabemos que havia 16.871 em enfermaria e 12.168 em UTI, mas não temos o número de leitos disponíveis ou a taxa de ocupação.

Mark

O governo tinha algum plano?

Mimi

São Paulo estava em fase emergencial desde 15 de março. Mas o governo descartava lockdown estadual, deixando a decisão para cada município.

Luke

E isso funcionou?

Mimi

A fonte não diz. O que vemos é que os números continuaram subindo mesmo com a fase emergencial em vigor.

  • O recorde de 1.021 mortes em 24 horas superou até a projeção pessimista de 800 óbitos diários feita pelo próprio secretário de Saúde dias antes.
  • Em apenas um mês, as internações por Covid-19 no estado saltaram 113%, passando de 13.606 para 29.039 pacientes ocupando leitos.
  • Com 12.168 pessoas em UTI, São Paulo concentrava mais de três vezes o número de pacientes intensivos do que toda a Argentina, país de população semelhante.
  • O estado permanecia na fase emergencial desde 15 de março, mas o governo Doria descartava o lockdown estadual, transferindo a responsabilidade para os prefeitos.
  • Os números seguiam subindo enquanto a disputa sobre quem deve agir — estado ou municípios — deixava a população à espera de uma resposta à altura da crise.

Em 23 de março de 2021, São Paulo ultrapassou todos os seus próprios limites ao registrar 1.021 mortes por Covid-19 em um único dia — um ritmo de três vidas perdidas a cada quatro minutos. O estado, que já acumulava quase 70 mil óbitos desde o início da pandemia, via suas UTIs transbordarem com mais pacientes do que toda a Argentina comportava. Diante do colapso, o governo estadual mantinha restrições severas, mas recusava o lockdown, deixando nas mãos dos municípios a decisão mais difícil.

Na manhã de 23 de março de 2021, a Secretaria da Saúde de São Paulo divulgou um número que parou o estado: 1.021 mortes por Covid-19 registradas em apenas 24 horas. O ritmo era de três óbitos a cada quatro minutos. Uma semana antes, o recorde havia sido de 679 mortes em um dia — já considerado alarmante. Agora, o total acumulado desde o início da pandemia chegava a 68.623 vidas perdidas.

Havia uma ressalva técnica importante: os 1.021 registros não significavam necessariamente que todas as mortes ocorreram naquele dia. Tratava-se de óbitos computados no sistema durante aquele período, já que notificações costumam ser represadas nos fins de semana e feriados. Mas a tendência era inegável.

O cenário das internações reforçava o colapso. Em um único mês, o número de pacientes internados com Covid-19 cresceu 113% — de 13.606 em 22 de fevereiro para 29.039 em março. Desses, 12.168 estavam em UTI, um número mais de três vezes superior ao de toda a Argentina, país com população semelhante à do estado paulista.

O secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, havia projetado na semana anterior até 800 mortes diárias. O recorde de 1.021 superou até esse cenário sombrio. Desde 15 de março, São Paulo vivia a fase emergencial, a mais restritiva do plano estadual. Mesmo assim, o governo de João Doria descartava o lockdown estadual, deixando a decisão nas mãos dos municípios — enquanto os números continuavam a subir.

Na terça-feira, 23 de março, São Paulo registrou 1.021 mortes por Covid-19 em um período de 24 horas. O número, divulgado pela Secretaria da Saúde naquela manhã, representava um ritmo de três óbitos a cada quatro minutos. Era o recorde mais alto desde o início da pandemia no estado.

Para colocar em perspectiva: uma semana antes, o recorde anterior havia sido de 679 mortes em um único dia. Agora, com esse novo pico, São Paulo acumulava 68.623 óbitos causados pelo coronavírus desde o início da crise sanitária. A cifra era expressiva, mas havia uma ressalva importante nos dados. Os 1.021 registros não significavam necessariamente que todas essas mortes tivessem ocorrido naquele dia específico. Tratava-se de óbitos que foram computados no sistema durante esse período de 24 horas — uma distinção técnica que importa. As notificações costumam ser menores nos fins de semana, feriados e segundas-feiras, justamente por causa do atraso na contabilização dos casos.

O cenário de internações pintava um quadro igualmente preocupante. Em apenas um mês, o número de pacientes internados com Covid-19 em São Paulo havia crescido 113%. No dia 22 de fevereiro, havia 13.606 pessoas ocupando leitos destinados à doença. Um mês depois, esse número havia saltado para 29.039. Desses pacientes internados, 16.871 estavam em enfermarias e 12.168 em Unidades de Terapia Intensiva. O número de pessoas em UTI em São Paulo era mais de três vezes maior do que em toda a Argentina, um país com população semelhante à do estado — aproximadamente 44 milhões de habitantes.

Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo, havia admitido na sexta-feira anterior que o governo projetava registrar 800 mortes diárias nos dias seguintes. O recorde de 1.021 superava até essa projeção pessimista.

Desde 15 de março, São Paulo estava na fase emergencial, a mais restritiva do plano de flexibilização econômica do estado. A gestão de João Doria, do PSDB, defendia que medidas mais duras — como lockdown — fossem determinadas pelas próprias administrações locais, descartando a implementação de uma restrição em todo o estado. Enquanto isso, os números continuavam a subir.

O governo projetava registrar 800 mortes diárias nos dias seguintes
— Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo
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