Salas Imax do Brasil exibem 'A Odisseia' com imagens recortadas; entenda por quê

Impossível assistir ao filme na escala idealizada por Nolan
As salas Imax digitais do Brasil exibem a imagem em proporção diferente da original, perdendo detalhes das extremidades.
Mark

Por que exatamente o Brasil não consegue exibir o filme como Nolan o criou?

Mimi

Porque o filme foi gravado em 70mm, um formato que requer um projetor analógico específico. Apenas 41 salas no mundo têm esse equipamento, e nenhuma delas fica no Brasil. A tecnologia é cara e rara.

Mark

E as salas Imax que existem aqui não servem?

Mimi

Servem, mas não completamente. As salas Imax digitais brasileiras têm uma proporção de tela diferente da original. Elas cortam as partes de cima e de baixo da imagem. É como tentar encaixar um quadro quadrado em uma moldura retangular.

Mark

Quanto da imagem é perdido?

Mimi

Depende. Nas salas Imax digitais, a perda é menor do que em um cinema convencional, mas ainda existe. Nolan filmou em 1.43:1, as salas daqui exibem em 1.90:1. É uma diferença visível.

Mark

A Imax prometeu trazer essa tecnologia para o Brasil?

Mimi

Não exatamente. Eles disseram que gostariam de ter mais projetores 70mm disponíveis e que estão explorando novas tecnologias, mas sem dizer quando ou se isso vai acontecer aqui.

Mark

Então os brasileiros que querem ver o filme estão presos a essa situação?

Mimi

Por enquanto, sim. As salas Imax digitais são a melhor opção, mas ninguém consegue ver exatamente o que Nolan criou. É uma limitação da infraestrutura do país.

Mark

Vale a pena pagar mais caro para ver em Imax mesmo com o corte?

Mimi

A maioria das pessoas acha que sim. As salas Imax têm tela muito maior, som muito mais potente e contraste muito melhor. O corte existe, mas a experiência ainda é significativamente superior à de um cinema convencional.

  • Nolan filmou 'A Odisseia' inteiramente em IMAX 70mm, um formato que exige projetores analógicos raros — dos quais o Brasil não possui nenhum dos 41 existentes no mundo.
  • A incompatibilidade entre a proporção original do filme (1.43:1) e as telas digitais brasileiras (1.90:1) faz com que partes da imagem sejam cortadas em cada sessão, traindo a visão do diretor.
  • Questionada sobre trazer os equipamentos ao país, a IMAX respondeu com declarações vagas e sem qualquer compromisso de prazo, deixando o público sem perspectiva concreta de mudança.
  • Ainda assim, as 12 salas IMAX digitais do Brasil seguem sendo a melhor alternativa disponível, superando os cinemas convencionais em áudio, contraste e escala de tela.
  • Em São Paulo, três salas disputam o público com diferenciais distintos: tecnologia laser na Cinépolis JK Iguatemi, a maior tela na Cinesystem Pompéia e o ingresso mais acessível — além de versão dublada — na UCI Anália Franco.

Quando um cineasta concebe uma obra para ser vivida em determinada escala, e o mundo não dispõe dos meios para honrá-la integralmente, surge uma fratura silenciosa entre a intenção artística e a experiência possível. É o que acontece no Brasil com 'A Odisseia', de Christopher Nolan: gravado em película IMAX 70mm numa proporção que nenhuma das 12 salas digitais brasileiras consegue reproduzir fielmente, o filme chega ao país inevitavelmente diminuído — não por descuido, mas por uma lacuna tecnológica que a própria IMAX reconhece sem prometer resolver.

Christopher Nolan gravou 'A Odisseia' inteiramente em formato IMAX, apostando numa tecnologia que captura imagens com área muito superior à das câmeras convencionais. O problema é que a experiência que ele imaginou simplesmente não existe no Brasil — e provavelmente não existirá tão cedo.

Para exibir o filme como foi concebido, são necessários projetores analógicos de película 70mm, equipamentos raros e caros presentes em apenas 41 salas no mundo, a maioria nos Estados Unidos e no Canadá. O Brasil não tem nenhuma. Quando questionada sobre a possibilidade de trazer esses projetores ao país, a IMAX respondeu com um comunicado genérico, sem oferecer cronograma ou compromisso específico.

O que torna a situação especialmente frustrante é a diferença de proporção: 'A Odisseia' foi filmado em 1.43:1, um formato mais verticalizado e rico em detalhes. As 12 salas IMAX digitais brasileiras operam em 1.90:1, o que significa que partes superiores e inferiores da imagem são perdidas em cada sessão. O filme existe no Brasil, mas não na escala que seu diretor imaginou.

Ainda assim, essas salas seguem sendo a melhor opção disponível — com tela ampliada, áudio potente e contraste superior aos cinemas convencionais, que usam proporção 2.39:1 e perdem ainda mais da imagem original. É um meio-termo imperfeito, mas mensurável.

Em São Paulo, três salas disputam o público com diferenciais distintos. A Cinépolis JK Iguatemi oferece tecnologia laser — mais brilho, contraste e nitidez — por R$ 78 nos fins de semana. A Cinesystem Pompéia tem a maior tela da cidade, com 21 metros de largura, por R$ 58. A UCI Anália Franco é a mais acessível, a R$ 50, e a única com versão dublada. Todas funcionam com sessões estendidas para atender à demanda de quem busca a melhor experiência possível — mesmo que inevitavelmente incompleta.

Christopher Nolan gravou "A Odisseia" inteiramente em formato Imax, uma tecnologia que captura imagens com uma área bem maior do que as câmeras convencionais conseguem registrar. O filme estreou em 16 de julho com quase três horas de duração. Mas há um problema: a experiência cinematográfica que Nolan idealizou simplesmente não existe no Brasil.

Para exibir o filme como foi concebido, é necessário um projetor analógico de película 70mm — equipamento raro e caro. No mundo inteiro, apenas 41 salas possuem essa tecnologia, e a maioria delas fica nos Estados Unidos e no Canadá. O Brasil não tem nenhuma. Quando questionada sobre a possibilidade de trazer esses projetores para o país, a Imax respondeu com um comunicado genérico, dizendo que gostaria de disponibilizar mais sistemas 70mm e que está explorando novas tecnologias de projeção, mas sem oferecer qualquer cronograma ou compromisso específico.

O que torna essa limitação particularmente frustrante é a diferença de proporção entre o que Nolan filmou e o que as salas brasileiras conseguem exibir. "A Odisseia" foi capturado na proporção 1.43:1, um formato mais verticalizado que oferece riqueza de detalhes e reprodução mais fiel das cores. No Brasil, existem apenas 12 salas com tela digital Imax, mas todas elas têm proporção de 1.90:1. Isso significa que parte da imagem superior e inferior é perdida em cada sessão. Não é possível, portanto, assistir ao filme na escala que seu diretor imaginou.

Ainda assim, as salas Imax digitais brasileiras continuam sendo a melhor opção disponível. Elas oferecem tela ampliada, áudio potente e contraste superior em comparação com as salas convencionais, que usam proporção 2.39:1 e perdem ainda mais da imagem original. É um meio-termo imperfeito, mas mensurável: enquanto a proporção original se estende do chão ao teto, a versão brasileira fica entre esse extremo e o formato widescreen padrão. No site oficial do filme, é possível ver o trailer em diferentes proporções para entender exatamente o que se perde em cada configuração.

Em São Paulo, três salas oferecem a experiência Imax para "A Odisseia". A Cinépolis JK Iguatemi é a única com tecnologia laser, que proporciona mais brilho, contraste e nitidez; seus ingressos custam R$ 78 nos fins de semana. A Cinesystem Pompéia tem a maior tela, com 21 metros de largura e 14 metros de altura, e oferece uma visão mais larga do que as demais, com ingressos a R$ 58. A UCI Anália Franco é a mais acessível, com ingressos a R$ 50, e é a única que oferece versão dublada. Todas as três estão funcionando com sessões estendidas — começando cedo pela manhã e indo até depois da meia-noite — para atender à demanda de espectadores que querem a melhor experiência possível, mesmo que imperfeita.

Adoraríamos ter mais sistemas IMAX 70mm disponíveis para o número crescente de cineastas que desejam criar e exibir seus filmes nesse formato único
— Imax, em comunicado
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