Em São Paulo, a greve dos ferroviários da CPTM entra em seu segundo dia, mantendo suspensa a restrição de circulação de veículos e deixando cerca de 1 milhão de passageiros sem transporte regular nas linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade. No centro do conflito está uma questão antiga e humana: trabalhadores que pedem garantias escritas antes de aceitar uma mudança que temem custar seus empregos, enquanto o poder público os acusa de colocar interesses corporativos acima do bem coletivo. A cidade espera, nesta quarta-feira, que uma mesa de negociação e uma assembleia de categoria decidam se o imp
Rodízio segue suspenso em SP com continuidade da greve de ferroviários
O governo ainda não apresentou garantia concreta de manutenção dos empregos
Por que exatamente os ferroviários decidiram fazer greve agora, se a CPTM já reassumiu as linhas?
Porque a reassunção é temporária. O governo mantém o plano de transferir tudo para a Trivia Trens em 90 dias. Os ferroviários querem garantia escrita de que ninguém será demitido nesse processo — e o governo ainda não deu isso.
E por que o governo não simplesmente oferece essa garantia e encerra o problema?
Porque a concessão é parte de uma estratégia maior de privatização. Dar garantias de emprego pode inviabilizar o modelo financeiro que a empresa privada propõe. É um conflito entre dois projetos diferentes para o transporte.
Mas 1 milhão de pessoas estão sendo prejudicadas. Não há pressão para resolver isso rápido?
Há, mas a pressão funciona nos dois sentidos. Quanto mais dias passam, mais a população sofre e mais o governo se sente pressionado a ceder — ou mais os ferroviários se sentem justificados em manter a greve.
O rodízio suspenso ajuda quem, exatamente?
Ajuda a absorver a demanda que normalmente seria distribuída entre carro e transporte público. Sem o rodízio, mais gente tentaria dirigir, o trânsito ficaria ainda pior. É uma válvula de escape.
E se a greve durar semanas?
Aí a economia da cidade sofre de verdade. Comércio, serviços, produtividade — tudo cai. O governo sabe disso. Por isso as negociações de hoje são críticas.
The Pulse
- Pela segunda manhã consecutiva, São Paulo acorda com linhas ferroviárias paralisadas e 1 milhão de passageiros buscando alternativas que simplesmente não existem em número suficiente.
- A tensão entre governo estadual e sindicato se acirra: o Estado chama a greve de injustificável, enquanto os ferroviários denunciam a ausência de qualquer garantia escrita sobre seus empregos após a concessão à Trivia Trens.
- A transferência das linhas à nova concessionária já fracassou uma vez — iniciada em 23 de julho, foi revertida dias depois por falhas generalizadas no serviço, alimentando a desconfiança dos trabalhadores.
- Ônibus da operação emergencial Paese e o monitoramento da CET tentam conter o caos nas ruas, mas a capacidade de absorção está longe de suprir a demanda de quem depende do trem para trabalhar e estudar.
- Às 12h, sindicato e governo se encontram no TRT; às 17h, uma assembleia da categoria decide se a greve continua — duas horas que podem definir o ritmo da cidade nos próximos dias.
Em São Paulo, a greve dos ferroviários da CPTM entra em seu segundo dia, mantendo suspensa a restrição de circulação de veículos e deixando cerca de 1 milhão de passageiros sem transporte regular nas linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade. No centro do conflito está uma questão antiga e humana: trabalhadores que pedem garantias escritas antes de aceitar uma mudança que temem custar seus empregos, enquanto o poder público os acusa de colocar interesses corporativos acima do bem coletivo. A cidade espera, nesta quarta-feira, que uma mesa de negociação e uma assembleia de categoria decidam se o impasse se resolve ou se aprofunda.
São Paulo acordou pela segunda vez consecutiva com o rodízio de veículos suspenso. A prefeitura mantém a medida para os períodos de pico — das 7h às 10h e das 17h às 20h — beneficiando carros com placas terminadas em 5 e 6, enquanto a greve dos ferroviários da CPTM segue tirando de operação normal as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade.
O impacto é de escala urbana: aproximadamente 1 milhão de pessoas dependem diariamente dessas linhas para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais. Na terça-feira, plataformas lotadas, trens em trajetos reduzidos e ônibus da operação Paese insuficientes para absorver a demanda pintaram o retrato de uma cidade em colapso de mobilidade. A CET segue monitorando as ruas e orientando motoristas.
O governo estadual classificou a continuidade da greve como injustificável, acusando o sindicato de prejudicar quase 1 milhão de passageiros em nome de interesses corporativos. A categoria, por sua vez, tem uma exigência objetiva: garantia escrita de que todos os empregos serão mantidos durante e após a transferência das linhas à concessionária Trivia Trens. Sem esse documento, não há acordo.
A concessão é o nó central do conflito. A Trivia Trens assumiu as operações em 23 de julho, mas falhas generalizadas obrigaram a CPTM a retomar o controle poucos dias depois. O presidente da companhia insiste que uma nova transferência ocorrerá em 90 dias — mas os ferroviários querem proteção antes de qualquer passo nessa direção.
Nesta quarta, duas reuniões concentram as esperanças de resolução: às 12h, sindicato e governo voltam à mesa no Tribunal Regional do Trabalho; às 17h, uma assembleia da categoria decide se a greve prossegue ou se há avanço suficiente para encerrar o movimento. A cidade inteira aguarda — cada hora adicional de paralisação significa mais caos, mais pressão e mais frustração para quem simplesmente tenta chegar ao seu destino.
São Paulo acordou nesta quarta-feira (5) com o rodízio de veículos novamente suspenso. A prefeitura mantém a medida em vigor para os dois períodos de pico — das 7h às 10h e das 17h às 20h — afetando carros com placas terminadas em 5 e 6. A razão é a mesma que paralisou a cidade no dia anterior: a greve dos ferroviários da CPTM continua, deixando as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade fora de operação normal.
O impacto é imenso. Aproximadamente 1 milhão de pessoas dependem diariamente desse transporte para ir ao trabalho, estudar ou acessar serviços essenciais. Terça-feira foi um dia de caos nas plataformas — multidões aguardando trens que circulavam lentamente em trajetos reduzidos, enquanto os ônibus da operação Paese se mostraram insuficientes para absorver a demanda. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) segue monitorando as condições nas ruas, tentando minimizar os danos à mobilidade urbana e orientar motoristas sobre as melhores rotas.
O governo estadual não poupou críticas. Em nota divulgada na noite de terça, classificou a continuidade da greve como injustificável, argumentando que a paralisação prejudica quase 1 milhão de passageiros sob o pretexto de defender interesses corporativos. Mas o sindicato dos ferroviários tem uma resposta clara: o governo ainda não apresentou, por escrito, a garantia concreta de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM — exatamente o que a categoria vem pedindo desde o início das negociações.
O cerne da disputa é a concessão das três linhas à empresa Trivia Trens. A transferência começou em 23 de julho, mas problemas generalizados no serviço forçaram a CPTM a reassumir a operação dias depois. Agora, o presidente da companhia afirma que o cronograma para uma nova transferência segue mantido — em 90 dias. Os ferroviários, porém, temem que essa mudança de operador signifique demissões ou piora nas condições de trabalho, e exigem proteção antes de qualquer movimento.
Nesta quarta, duas reuniões podem mudar o rumo dos acontecimentos. Ao meio-dia, sindicato e governo voltam à mesa de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Às 17h, uma assembleia da categoria decidirá se a greve prossegue ou se há avanço suficiente para encerrar o movimento. A cidade inteira aguarda esse resultado — cada hora de paralisação adiciona caos às ruas, pressão nos ônibus e frustração nos passageiros que simplesmente tentam se deslocar.
Notable Quotes
O Governo do Estado de São Paulo manifesta sua absoluta reprovação à continuidade de uma paralisação que impõe graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros— Governo do Estado de São Paulo
O governo supostamente ainda não apresentou uma garantia concreta por escrito de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM— Sindicato dos ferroviários