Na abertura do Rock in Rio 2026, o Rise Against subiu ao palco Mundo sem nenhum instrumento próprio — o equipamento havia desaparecido durante a semana. Com guitarras e baixos emprestados, a banda americana transformou uma crise logística em declaração de princípios: a música não pertence aos objetos, mas às mãos e à vontade que os animam. O que poderia ter sido um fracasso tornou-se, para Tim McIlrath, a realização de um sonho de 25 anos gestado nas madrugadas de uma van em turnê.
Rise Against toca no Rock in Rio sem seus próprios instrumentos
Se você botar instrumentos nas nossas mãos, nós conseguimos tocar
Como uma banda de rock consegue tocar sem seus próprios instrumentos? Isso não prejudica a qualidade do show?
O Rise Against provou que consegue. Tim McIlrath foi bem claro sobre isso — quando você coloca um instrumento nas mãos deles, eles tocam. Não é ideal, claro, mas a energia e a conexão com o público compensaram.
Mas a gente não sabe exatamente o que aconteceu com o equipamento. McIlrath disse que foi "deixado em algum lugar", mas não há detalhes sobre como isso ocorreu ou se foi recuperado depois.
E o público percebeu a diferença?
Nos primeiros momentos, sim. Parte da plateia estava apenas esperando o Foo Fighters. Mas quando a banda entrou no repertório clássico, especialmente com "Ready to Fall" e "Satellite", o público mudou completamente.
É importante notar que o público mais próximo do palco reagiu muito mais do que o resto do parque. Nem todos estavam igualmente engajados.
McIlrath mencionou que tocar ali era um sonho antigo. Isso mudou algo na apresentação?
Absolutamente. Ele contou sobre ouvir Iron Maiden ao vivo do Rock in Rio em turnês de van, 25 anos atrás. Aquele sonho antigo estava sendo realizado naquela noite.
Mas a gente não tem confirmação de quanto tempo exatamente a banda leva turnês em van ou detalhes específicos sobre quando isso aconteceu. É uma história pessoal, não um fato verificável.
Então, apesar dos problemas logísticos, foi um show bem-sucedido?
Sim, especialmente considerando as circunstâncias. A banda entregou energia, o público respondeu, e McIlrath transformou um problema em uma oportunidade de conexão.
The Pulse
- O equipamento inteiro da banda sumiu dias antes do show, ameaçando cancelar uma apresentação aguardada há décadas.
- McIlrath subiu ao palco segurando um violão que nunca havia visto antes, navegando entre o humor e a resignação diante de milhares de pessoas.
- A primeira metade do show enfrentou um público dividido, parte dele já de olho no Foo Fighters, a atração principal da noite.
- A virada veio com a sequência de clássicos — rodas de bate-cabeça se formaram, o público começou a pular e cantar junto, e a energia tomou conta do espaço.
- No encerramento, ao dedicar o show à plateia com 'It's all because of you', a banda encontrou o que havia perdido nos bastidores: a conexão verdadeira com quem os ouvia.
Na abertura do Rock in Rio 2026, o Rise Against subiu ao palco Mundo sem nenhum instrumento próprio — o equipamento havia desaparecido durante a semana. Com guitarras e baixos emprestados, a banda americana transformou uma crise logística em declaração de princípios: a música não pertence aos objetos, mas às mãos e à vontade que os animam. O que poderia ter sido um fracasso tornou-se, para Tim McIlrath, a realização de um sonho de 25 anos gestado nas madrugadas de uma van em turnê.
O Rise Against chegou ao palco Mundo do Rock in Rio na noite de 4 de setembro sem um único instrumento próprio. O equipamento havia desaparecido em algum ponto da semana, e o vocalista Tim McIlrath admitiu que aquele foi um dos obstáculos que quase impediu a apresentação. Ainda assim, a banda americana se apresentou com guitarras, baixos e bateria emprestados, como se a adversidade fosse apenas mais um detalhe de estrada.
Durante "Swing Life Away", McIlrath pausou para comentar, com humor, que nunca havia visto aquele violão na vida. Mas logo transformou o momento em manifesto: "Aqui não tem computador e não tem metrônomo — só quatro pessoas tocando. Se você botar instrumentos nas nossas mãos, nós conseguimos tocar." Era menos uma desculpa e mais uma afirmação de identidade.
O início do show encontrou parte do público ainda aquecendo motores, à espera do Foo Fighters. A mudança veio quando a banda chegou à sequência de "Ready to Fall", "Like the Angel" e "Satellite" — rodas de bate-cabeça se formaram perto do palco, e o entusiasmo foi crescendo.
Para McIlrath, o momento tinha peso sentimental. Ele revelou que, nas turnês de van dos primeiros anos, a banda passava as noites ouvindo o disco ao vivo do Iron Maiden gravado no Rock in Rio, sonhando que um dia estariam ali. Vinte e cinco anos depois, o sonho de estrada havia se materializado no maior palco do festival.
A reta final reuniu os maiores sucessos da banda — "Prayer of the Refugee", "Make It Stop" e "Savior" — e o público, antes dividido, estava completamente presente. Quando McIlrath dedicou o show à plateia, o equipamento emprestado já havia cumprido sua função. O que tornou a noite memorável foram as vozes que cantaram junto.
O Rise Against subiu ao palco Mundo do Rock in Rio na noite de sexta-feira, 4 de setembro, sem levar consigo um único instrumento próprio. A banda americana descobriu que seu equipamento havia desaparecido em algum ponto da semana, uma situação que o vocalista Tim McIlrath descreveu como um dos "alguns acontecimentos" que quase impediu a apresentação. Mas lá estavam eles, de pé diante de milhares de pessoas, com guitarras, baixos e bateria que pertenciam a outras mãos.
Durante a execução de "Swing Life Away", McIlrath pausou para comentar sobre o instrumento que tocava. "Nunca tinha visto esse violão na minha vida", disse ele, com uma mistura de humor e resignação. Mas a falta de seus próprios equipamentos não o desanimou. "Aqui não tem computador e não tem metrônomo — só quatro pessoas tocando. Se você botar instrumentos nas nossas mãos, nós conseguimos tocar." Era uma declaração de confiança em sua própria capacidade, uma afirmação de que a música não depende da posse, mas da habilidade e da vontade.
O ícone do hardcore e do punk dos anos 2000 construiu a apresentação em torno de seu repertório clássico, começando com faixas que moldaram a identidade da banda. Nos primeiros minutos, parte do público parecia apenas aguardar o Foo Fighters, a atração principal da noite. Mas quando a banda chegou à sequência de "Ready to Fall", "Like the Angel" e "Satellite", algo mudou no ar. As rodas de bate-cabeça começaram a se formar, especialmente perto do palco, e o público mais próximo começou a pular e cantar junto.
Para McIlrath, estar no Rock in Rio era mais do que um show — era a realização de um sonho de 25 anos. Ele contou que, quando a banda ainda fazia turnês em vans, passava as noites ouvindo o disco ao vivo do Iron Maiden gravado no festival carioca. "É um disco longo, e a gente ouvia a noite toda. Ouvíamos Iron Maiden e o Rio de Janeiro, sonhando que um dia a gente tocaria aqui", revelou. Aquele sonho de estrada, nascido em uma van em movimento, agora se materializava no maior palco do festival.
Na reta final, o Rise Against tocou seus maiores sucessos: "Chamber the Cartridge", "Prayer of the Refugee", "Make It Stop (September's Children)" e encerrou com "Savior". O público, que havia começado a noite dividido entre curiosidade e antecipação, agora estava completamente envolvido. Quando McIlrath puxou o refrão de "The Good Left Undone" — "It's all because of you" — e dedicou o show à plateia, o círculo se fechou. A banda que havia perdido seus instrumentos havia encontrado algo mais importante: a conexão com as pessoas que os ouviam. O equipamento emprestado havia cumprido sua função, mas foram as vozes e a energia do público que tornaram a noite memorável.
Notable Quotes
Nunca tinha visto esse violão na minha vida... Aqui não tem computador e não tem metrônomo — só quatro pessoas tocando. Se você botar instrumentos nas nossas mãos, nós conseguimos tocar.— Tim McIlrath, vocalista do Rise Against
É um disco longo, e a gente ouvia a noite toda. Ouvíamos Iron Maiden e o Rio de Janeiro, sonhando que um dia a gente tocaria aqui.— Tim McIlrath, sobre ouvir discos do Rock in Rio em turnês de van 25 anos atrás