Em um momento em que a fadiga vacinal ameaça desfazer conquistas de saúde pública, o Rio de Janeiro convoca seus cidadãos para um esforço coletivo neste sábado: mais de 430 postos abertos para vacinar contra gripe, sarampo e reforçar a proteção contra a Covid-19. O gesto revela tanto a determinação das autoridades quanto a fragilidade de uma adesão que, entre os mais vulneráveis, ainda patina em apenas 10%. É o eterno desafio de transformar política pública em escolha individual.
Rio promove Dia D de vacinação contra gripe e sarampo neste sábado
Apenas 10% dos idosos do Rio foram vacinados contra gripe
Por que a prefeitura escolheu justamente este sábado para concentrar todo esse esforço de vacinação?
Porque os números mostram que a população está se afastando das campanhas. Dez por cento de cobertura em idosos contra gripe é muito baixo. Um Dia D funciona como um chamado urgente — abre muitos postos ao mesmo tempo, facilita o acesso, tira a desculpa de "não tinha posto perto".
E por que a gripe está tão negligenciada em comparação com a Covid?
A Covid ocupou toda a atenção nos últimos dois anos. As pessoas se cansaram de falar em vacinação, em doses, em cronogramas. A gripe virou invisível. Mas ela mata, especialmente idosos. É um risco que a gente esqueceu de levar a sério.
Esse calendário que se estende até junho — como funciona na prática? As pessoas vão saber quando é a sua vez?
Teoricamente, sim. Cada grupo tem uma semana específica. Mas depende de comunicação clara, e nem sempre chega bem. Tem gente que não sabe que é grupo prioritário, ou que não entende por que precisa esperar até junho se o posto está vazio hoje.
E a quarta dose da Covid? Por que apenas 38% dos maiores de 80 anos tomaram?
Porque nessa idade, muita gente já teve Covid, acha que não precisa mais, ou simplesmente cansou de ir atrás de vacina. Alguns têm dificuldade de mobilidade. Outros perderam a confiança. A prefeitura está tentando trazer essas pessoas de volta.
Qual é o risco real se a cobertura não melhorar?
Surtos de gripe e sarampo em grupos vulneráveis. Hospitalizações desnecessárias. Mortes que eram evitáveis. E a Covid continua circulando — pessoas sem a quarta dose podem ter doença mais grave se encontrarem uma variante nova.
El Pulso
- Apenas 1 em cada 10 idosos do Rio tomou a vacina contra gripe — um alerta grave para um grupo de alto risco.
- A procura por doses de reforço caiu pela metade entre janeiro e março, sugerindo uma perigosa fadiga vacinal entre os cariocas.
- A prefeitura responde com força: mais de 430 postos funcionando das 8h às 17h neste sábado para gripe, sarampo e quarta dose da Covid.
- Crianças de 6 meses a 4 anos, idosos acima de 60 e pessoas a partir de 70 anos são os principais alvos desta mobilização.
- O calendário se estende até junho em etapas escalonadas, ampliando progressivamente os grupos elegíveis para a quarta dose da Covid.
Em um momento em que a fadiga vacinal ameaça desfazer conquistas de saúde pública, o Rio de Janeiro convoca seus cidadãos para um esforço coletivo neste sábado: mais de 430 postos abertos para vacinar contra gripe, sarampo e reforçar a proteção contra a Covid-19. O gesto revela tanto a determinação das autoridades quanto a fragilidade de uma adesão que, entre os mais vulneráveis, ainda patina em apenas 10%. É o eterno desafio de transformar política pública em escolha individual.
A Prefeitura do Rio lança neste sábado um grande esforço de vacinação — o chamado Dia D —, abrindo mais de 430 postos entre 8h e 17h para imunizar a população contra gripe e sarampo. A iniciativa chega em um momento de preocupação: apenas 10% dos idosos da cidade receberam a vacina contra gripe, e a procura por doses de reforço caiu pela metade entre janeiro e março, sinalizando possível fadiga vacinal.
O público-alvo é bem definido. Crianças entre 6 meses e 4 anos devem se vacinar contra gripe e sarampo — mesmo que já tenham recebido doses anteriores. Pessoas com 60 anos ou mais estão convocadas para a gripe, e idosos a partir de 70 anos podem aproveitar para tomar a quarta dose contra a Covid-19.
Após o sábado, o calendário segue de forma escalonada até junho. Gestantes, puérperas e crianças pequenas entram na fila entre 2 e 7 de maio; trabalhadores da saúde e pessoas entre 50 e 59 anos, na semana seguinte. A quarta dose da Covid também se expande gradualmente: a partir de 4 de maio, para quem tem 65 anos ou mais; e a partir de 11 de maio, para os maiores de 60.
Os dados de cobertura mostram avanço, mas ainda com lacunas: 38,9% dos maiores de 80 anos já receberam a quarta dose, enquanto 62,7% dos adultos acima de 18 anos completaram o reforço. A Secretaria Municipal de Saúde pede que os cariocas levem documento de identificação e caderneta de vacinação para agilizar o atendimento.
A Prefeitura do Rio organiza neste sábado um grande esforço de vacinação, abrindo mais de 430 postos de atendimento entre 8h e 17h para imunizar a população contra gripe e sarampo. O movimento, conhecido como Dia D, chega em um momento em que os números de cobertura vacinal na cidade preocupam as autoridades de saúde.
O cenário é desafiador. Apenas 10% dos idosos do Rio receberam a vacina contra gripe até agora, um índice que revela baixa adesão em um grupo particularmente vulnerável. Além disso, a procura por doses de reforço caiu pela metade entre janeiro e março, sinalizando uma possível fadiga vacinal ou desinteresse entre os cariocas. É neste contexto que a prefeitura tenta mobilizar a população com a ação concentrada de sábado.
O público-alvo é específico. Crianças entre 6 meses e 4 anos devem receber vacinas contra gripe e sarampo. Pessoas com 60 anos ou mais também estão na lista para a gripe. Para o sarampo, as crianças de 6 meses a 4 anos precisam se vacinar mesmo que já tenham recebido doses anteriores. Além disso, idosos a partir dos 70 anos podem aproveitar a oportunidade para tomar a quarta dose contra a Covid-19.
Após o sábado, o calendário de vacinação prossegue de forma escalonada até junho. Entre 2 e 7 de maio, crianças pequenas, gestantes e puérperas recebem a vacina contra gripe. A semana seguinte, de 9 a 14 de maio, é dedicada a trabalhadores da saúde e grupos prioritários entre 50 e 59 anos. Depois disso, há repescagens sucessivas para faixas etárias mais jovens, estendendo-se até 3 de junho para profissionais de saúde e grupos prioritários entre 5 e 29 anos.
Para a quarta dose da Covid, o cronograma também é progressivo. Até terça-feira, 3 de maio, pessoas com 70 anos ou mais podem se vacinar. A partir de quarta-feira, 4 de maio, a faixa etária se amplia para 65 anos ou mais. E a partir de 11 de maio, pessoas com 60 anos ou mais entram na fila para a quarta dose.
Os números de cobertura da quarta dose contra a Covid revelam avanço, mas ainda com espaço para crescimento. Entre os maiores de 80 anos, 38,9% já receberam a quarta dose. Na população geral acima de 18 anos, 62,7% foi imunizada com a dose de reforço. A Secretaria Municipal de Saúde pede que os cariocas compareçam aos postos com documento de identificação e caderneta de vacinação em mãos, informações essenciais para agilizar o atendimento e manter registros atualizados.
Citas Notables
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população compareça aos postos com documento de identificação e a caderneta de vacinação— Secretaria Municipal de Saúde do Rio