Recolher obrigatório entre 23h e 5h com coimas para incumprimento

Quando se fala de dever de recolhimento é uma obrigação
O diretor da PSP clarifica que a medida não é uma recomendação, mas uma obrigação legal com sanções.
Mark

Porque é que a PSP insiste em dizer que vai fazer isto "com pedagogia" se há multas em jogo?

Mimi

Porque a pedagogia e a aplicação de coimas não são contraditórias. A polícia quer dizer que não vai ser agressiva, que vai explicar às pessoas o que é obrigatório, mas quem não cumprir depois de compreender a regra enfrenta as consequências.

Mark

Qual é a diferença prática entre "dever de recolhimento" e "dever cívico"?

Mimi

Uma é lei, a outra é um apelo. Se o Governo diz "dever de recolhimento", está a obrigar. Se diz "dever cívico", está a pedir. Neste caso, é obrigação, o que significa que a polícia pode multar.

Mark

Os restaurantes têm 30 minutos para esvaziar. Isso é realista?

Mimi

É o tempo que o Governo decidiu dar. Significa que um restaurante que fecha às 22h30 tem até às 23h para os clientes saírem. Depois disso, ninguém pode estar na rua.

Mark

E se alguém estiver na rua às 23h05 a caminho de casa?

Mimi

Tecnicamente, está a violar o recolhimento obrigatório. A PSP pode multar. Mas é aqui que entra a "pedagogia" — a polícia pode optar por avisar primeiro, explicar, dar uma oportunidade.

Mark

Isto aplica-se a todo o país?

Mimi

Não. Apenas aos 45 concelhos em risco elevado ou muito elevado. E a Área Metropolitana de Lisboa tem uma restrição adicional: não se pode entrar nem sair durante o fim de semana.

  • 45 concelhos passaram a viver sob recolhimento obrigatório a partir da meia-noite de sexta-feira, numa das restrições noturnas mais abrangentes desde o estado de emergência.
  • A PSP foi explícita: 'dever de recolhimento domiciliário' é obrigação legal, não conselho — quem sair entre as 23h e as 5h arrisca coimas.
  • A restauração encerra às 22h30, deixando apenas 30 minutos para que os clientes regressem a casa antes do início do recolhimento.
  • A Área Metropolitana de Lisboa mantém proibição de circulação de e para fora da região durante todo o fim de semana, do início da tarde de sexta à manhã de segunda.
  • A força policial promete paciência e pedagogia, mas o quadro sancionatório está em pleno vigor e será aplicado sem exceção.

Em resposta ao avanço da pandemia, o Estado português impôs recolhimento domiciliário obrigatório entre as 23h e as 5h em 45 concelhos de risco elevado e muito elevado, com entrada em vigor na madrugada de sexta-feira. A PSP, sob a direção de Manuel Magina da Silva, comprometeu-se a agir com pedagogia, mas deixou claro que a medida é uma obrigação legal vinculativa — não uma recomendação — e que o quadro sancionatório permanece ativo. É o momento em que a linguagem jurídica se torna consequência concreta na vida quotidiana dos cidadãos.

A PSP anunciou esta sexta-feira que fará cumprir o recolhimento obrigatório entre as 23h e as 5h em 45 concelhos classificados em risco elevado e muito elevado de Covid-19. O diretor nacional, Manuel Magina da Silva, garantiu que a atuação policial será feita "com muita paciência e pedagogia", mas deixou claro que as contraordenações e coimas se mantêm em vigor para quem desobedecer.

A distinção jurídica foi sublinhada com precisão: a resolução do Conselho de Ministros impõe um "dever de recolhimento domiciliário", o que constitui uma obrigação legal vinculativa — diferente de um mero "dever cívico", que seria apenas uma recomendação. O enquadramento legal assenta na lei de bases de proteção civil, que permite ao Governo limitar a circulação em situação de calamidade.

Para facilitar a transição, os estabelecimentos de restauração nos concelhos afetados encerram às 22h30, dando aos clientes 30 minutos para regressarem a casa antes do início do recolhimento. A Área Metropolitana de Lisboa mantém ainda a proibição de circulação de e para fora da região durante o fim de semana, entre as 15h de sexta-feira e as 6h de segunda-feira.

A Polícia de Segurança Pública anunciou esta sexta-feira que vai fazer cumprir o recolhimento obrigatório entre as 23 horas e as 5 da manhã em 45 concelhos do país, mas deixou claro que quem desobedecer enfrenta multas. O diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, explicou que a força policial atuará "com muita paciência e pedagogia", mas o quadro de sanções permanece ativo e será aplicado.

A medida entrou em vigor à meia-noite de sexta-feira e afeta concelhos classificados em risco muito elevado (19) e risco elevado (26) de incidência de Covid-19. Trata-se de uma obrigação legal, não uma recomendação. Magina da Silva foi preciso nesta distinção: quando a resolução do Conselho de Ministros fala em "dever de recolhimento domiciliário", está a impor uma obrigação vinculativa aos cidadãos. Se falasse em "dever cívico domiciliário", seria apenas uma recomendação. Neste caso, é obrigação.

A situação de calamidade que o país enfrenta tem enquadramento legal na lei de bases de proteção civil, o que permite ao Governo estabelecer limitações à circulação. O diretor nacional da PSP sublinhou que a força policial cumpre todas as instruções legais e legítimas emitidas pelo Governo desde o primeiro dia do estado de emergência, e esta medida não será exceção.

Para facilitar o cumprimento, a restauração nos concelhos afetados terá de encerrar às 22 horas e 30 minutos. Aos clientes é dado um período de 30 minutos para regressarem a casa antes de o recolhimento obrigatório entrar em vigor à meia-noite. Quem não cumprir enfrenta contraordenações e coimas, que se mantêm em pleno vigor.

Além destas restrições, a Área Metropolitana de Lisboa continua com proibição de circulação de e para fora da região. Esta restrição mantém-se durante o fim de semana, começando às 15 horas de sexta-feira e terminando às 6 da manhã de segunda-feira, como parte das medidas de combate à pandemia de Covid-19.

A PSP vai fazer cumprir com muita paciência e pedagogia, mas o quadro sancionatório mantém-se em vigor
— Manuel Magina da Silva, diretor nacional da PSP
Quando se fala de um dever de recolhimento domiciliário é uma obrigação, não uma recomendação
— Manuel Magina da Silva
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