Em um gesto que cruza as fronteiras entre a política e o campo de batalha, o presidente colombiano Abelardo De La Espriella apareceu ao lado de cadáveres de membros de grupos armados após uma operação em Riohacha, La Guajira, em setembro de 2026. A ação eliminou quatro integrantes das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada, incluindo seu líder, procurado por crimes graves e alvo da Interpol. O episódio coloca em relevo uma tensão antiga: até onde vai a legitimidade do Estado ao exibir a morte como mensagem política?
Presidente colombiano exibe cadáveres de traficantes em vídeo oficial
Submeter-se à Justiça ou enfrentar toda a força legítima do Estado
Por que um presidente escolheria publicar um vídeo assim? Qual é a mensagem que ele está tentando passar?
Parece ser um sinal direto aos grupos armados e à população: o Estado está agindo, está vencendo. É uma demonstração de força política.
Mas precisamos ser claros: sabemos que a operação aconteceu, sabemos que quatro pessoas morreram, sabemos quem era Toncel. O que não sabemos é o contexto completo dessa operação — como ela foi conduzida, se houve confronto armado, se havia outras opções.
E quanto à decisão de publicar o vídeo especificamente? Isso é comum na Colômbia?
Não é exatamente comum ver um presidente ao lado de cadáveres. Mas a Colômbia tem uma longa história de comunicação agressiva sobre operações contra o narcotráfico. Isso faz parte de uma narrativa política.
Exatamente. E aqui está o ponto: podemos reportar que ele publicou, que Toncel tinha mandados de prisão, que quatro morreram. Mas as implicações éticas e legais dessa divulgação — se viola protocolos internacionais, se é proporcional — essas são questões que o vídeo levanta mas que a reportagem não pode responder sozinha.
Então o que sabemos com certeza?
Que uma operação aconteceu em Riohacha, que resultou em quatro mortes, que o presidente a documentou e a publicou como vitória política.
E que isso vai gerar debate sobre como os Estados comunicam suas ações de segurança.
The Pulse
- O presidente De La Espriella publicou nas redes sociais um vídeo ao lado de corpos de criminosos mortos, numa encenação incomum para um chefe de Estado.
- Entre os mortos estava Naín Andrés Pérez Toncel, o 'Bendito Menor', líder de grupo armado com cinco mandados de prisão e alerta vermelho da Interpol.
- O governo classificou a operação como um 'golpe contundente' contra o narcoterrorismo, lançando um ultimato público aos grupos criminosos: render-se à Justiça ou enfrentar o Estado.
- A exibição de cadáveres por uma autoridade estatal em plataforma digital acende o debate sobre os limites éticos e protocolares na comunicação de operações militares e de segurança.
Em um gesto que cruza as fronteiras entre a política e o campo de batalha, o presidente colombiano Abelardo De La Espriella apareceu ao lado de cadáveres de membros de grupos armados após uma operação em Riohacha, La Guajira, em setembro de 2026. A ação eliminou quatro integrantes das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada, incluindo seu líder, procurado por crimes graves e alvo da Interpol. O episódio coloca em relevo uma tensão antiga: até onde vai a legitimidade do Estado ao exibir a morte como mensagem política?
Na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o presidente colombiano Abelardo De La Espriella publicou um vídeo no X mostrando seu rosto ao lado dos corpos de membros de grupos armados abatidos em uma operação das forças de segurança em Riohacha, no departamento de La Guajira. Quatro pessoas morreram na ação.
Um dos mortos era Naín Andrés Pérez Toncel, o 'Bendito Menor', identificado como líder das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada. Toncel acumulava cinco mandados de prisão por homicídio agravado, sequestro, extorsão e associação criminosa, além de constar em difusão vermelha da Interpol.
De La Espriella, filiado ao partido de direita Defensores de la Patria, chamou a operação de 'golpe contundente' contra o narcoterrorismo e dirigiu um recado direto aos criminosos: submeter-se à Justiça ou enfrentar toda a força legítima do Estado.
A decisão de divulgar imagens dos cadáveres em uma plataforma pública levanta perguntas sobre os protocolos de comunicação em operações de segurança e sobre o papel que um chefe de Estado assume ao transformar a morte em mensagem política.
Na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o presidente colombiano Abelardo De La Espriella publicou um vídeo em seu perfil no X que mostrava seu rosto ao lado de cadáveres de membros de grupos armados. A cena documentava o resultado de uma operação das forças de segurança colombianas realizada em Riohacha, no departamento de La Guajira, que deixou quatro pessoas mortas.
Entre os corpos estava o de Naín Andrés Pérez Toncel, conhecido como "Bendito Menor", identificado pelas autoridades colombianas como líder das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada. Toncel e três outros membros do grupo foram eliminados na ação. Segundo registros da Polícia Nacional da Colômbia, Toncel era procurado por cinco mandados de prisão relacionados a homicídio agravado, sequestro, extorsão e associação criminosa. Seu nome também constava em uma difusão vermelha da Interpol.
Ao divulgar o vídeo, De La Espriella, que integra o partido Defensores de la Patria (direita), caracterizou a operação como um "golpe contundente" contra o narcoterrorismo. Em sua mensagem, o presidente dirigiu-se aos criminosos com uma exigência clara: submeter-se à Justiça ou enfrentar "toda a força legítima do Estado".
A publicação do material visual levanta questões sobre os protocolos adotados pelas autoridades colombianas na comunicação de operações de segurança. A exibição de cadáveres por um chefe de Estado em plataforma pública representa uma abordagem particular na forma como governos comunicam suas ações contra o crime organizado e grupos armados ilegais.
Notable Quotes
Classificou a operação como um 'golpe contundente' contra o narcoterrorismo— Presidente Abelardo De La Espriella