Politécnica de Beja coloca 325 estudantes na 1.ª fase, com aumento de 60%

Crescimento de 60%, mas ainda 204 vagas vazias
A Politécnica de Beja recupera procura face a 2025, mas a distribuição desigual entre cursos deixa muitos lugares por preencher.
Mark

O crescimento de 60% parece impressionante, mas a universidade ainda tem 204 vagas por preencher. Como se explica esta contradição?

Mimi

É que o crescimento é real — passaram de 203 para 325 estudantes — mas a instituição também aumentou o número de vagas disponíveis. Ofereceram 522 lugares, portanto mesmo com mais estudantes, a ocupação fica em 62,3%. É um progresso, mas há ainda muito espaço vazio.

Mark

E por que é que cursos como Engenharia Informática têm 53 vagas sobrantes enquanto Solicitadoria está completa?

Mimi

Porque a procura não segue a oferta. Solicitadoria tinha 45 vagas e recebeu 46 colocações — está saturado. Engenharia Informática oferecia 59 vagas mas só colocou seis estudantes. Há uma desconexão entre o que a universidade oferece e o que os candidatos querem.

Mark

Isto significa que a universidade está a oferecer cursos que ninguém quer?

Mimi

Não exatamente. Significa que nesta primeira fase, estes cursos não atraíram candidatos. Mas há ainda a segunda fase, onde estas 204 vagas podem ser preenchidas. Além disso, alguns candidatos podem desistir após a primeira fase, libertando mais lugares.

Mark

A nota mais alta foi em Solicitadoria, com 132 pontos. O que isso diz?

Mimi

Que Solicitadoria é competitivo — atrai candidatos com boas classificações. Cursos como Agronomia, que ficou com apenas três colocações, tinha notas muito mais baixas. Reflete a hierarquia de preferência dos candidatos.

Mark

E a nível nacional, o país está a colocar mais estudantes?

Mimi

Sim, 13,9% mais do que em 2025. Mas Beja cresceu 60%, muito acima da média nacional. Isto sugere que a universidade conseguiu atrair mais candidatos este ano, talvez por melhor reputação ou por ter expandido a oferta.

  • A Universidade Politécnica de Beja saltou de 203 para 325 colocações, invertendo uma tendência de baixa ocupação que chegou a 39% no ano anterior.
  • Das 522 vagas disponíveis, 204 ficaram por preencher, concentrando-se sobretudo na Escola Superior de Tecnologia e de Gestão e na Escola Superior Agrária.
  • Cursos como Enfermagem, Solicitadoria e Terapia Ocupacional esgotaram todas as vagas, enquanto Agronomia e Engenharia do Ambiente ficaram praticamente vazios.
  • A segunda fase do concurso, aberta até 20 de setembro, representa a principal esperança para colmatar os lugares sobrantes e aproximar a instituição dos resultados de 2024.

Em Beja, uma universidade politécnica registou um crescimento de 60% nas colocações da primeira fase do acesso ao ensino superior de 2026, recebendo 325 estudantes onde antes chegavam 203. O dado revela uma instituição em recuperação — mas ainda abaixo dos seus próprios picos recentes —, espelhando as marés imprevisíveis da procura académica regional num país que, a nível nacional, viu quase 50 mil jovens encontrar lugar no ensino superior.

A Universidade Politécnica de Beja abriu o ano letivo de 2026 com um sinal encorajador: 325 estudantes colocados na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, um crescimento de 60% face ao ano anterior. A taxa de ocupação subiu de 39,1% para 62,3%, num universo de 522 vagas disponíveis. Ainda assim, o resultado fica aquém das 337 colocações alcançadas em 2024, lembrando que a recuperação é real mas ainda incompleta.

A procura distribuiu-se de forma muito desigual entre escolas. A Escola Superior de Saúde esgotou as suas vagas em Enfermagem e Terapia Ocupacional, e a Escola Superior de Educação preencheu quase a totalidade dos seus lugares. Já a Escola Superior de Tecnologia e de Gestão concentrou 105 das 204 vagas sobrantes, com Engenharia Informática a deixar 53 lugares por preencher. Na Escola Superior Agrária, a situação foi ainda mais severa: Agronomia teve apenas três colocações, e Engenharia do Ambiente e Ciência e Tecnologia dos Alimentos não registaram qualquer entrada nesta fase.

Entre os cursos com maior procura, Solicitadoria liderou com a nota de acesso mais elevada — 132 pontos —, seguida de Enfermagem com 129. Cinco cursos conseguiram preencher todas as vagas sem sobras. As 204 vagas remanescentes transitam agora para a segunda fase, cujas candidaturas decorrem até 20 de setembro, com resultados previstos para o final desse mês. No plano nacional, o contexto é de expansão: quase 50 mil estudantes foram colocados em todo o país, mais 14% do que em 2025.

A Universidade Politécnica de Beja recebeu 325 estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, um salto de 122 candidatos em relação ao ano anterior que representa um crescimento de 60,1%. A instituição tinha colocado à disposição 522 vagas — apenas três a mais do que em 2025 — e conseguiu preencher 62,3% delas, uma melhoria significativa face aos 39,1% de ocupação registados no ano passado.

Apesar desta recuperação notável, o número de estudantes colocados fica ainda aquém do que a universidade tinha alcançado em 2024, quando recebeu 337 candidatos na primeira fase e atingiu uma taxa de ocupação de 65,8%. Os dados revelam, portanto, uma instituição que recupera terreno mas que ainda não voltou aos patamares de dois anos atrás.

Dos 522 lugares disponíveis, apenas 182 candidatos escolheram Beja como primeira opção de candidatura. Isto deixou 204 vagas por preencher que serão disponibilizadas na segunda fase do concurso. A distribuição desta procura, porém, não foi uniforme. A Escola Superior de Saúde preencheu completamente as suas vagas — Terapia Ocupacional recebeu 28 estudantes e Enfermagem 38, totalizando 66 colocações para 65 vagas iniciais, com o excedente explicado pelos mecanismos de criação de vagas adicionais previstos no regulamento. A Escola Superior de Educação colocou 154 estudantes em 158 vagas iniciais, deixando nove lugares vagos distribuídos entre os seus cursos.

A situação muda radicalmente na Escola Superior de Tecnologia e de Gestão, que concentra 105 das 204 vagas sobrantes. Engenharia Informática ficou com 53 lugares por preencher, Turismo com 21, Gestão de Empresas em regime pós-laboral com 19, e Gestão de Empresas com 12. Solicitadoria, por contraste, preencheu todas as suas vagas. Na Escola Superior Agrária, 90 vagas permaneceram disponíveis: Agronomia teve apenas três colocações e 46 vagas sobrantes, enquanto Engenharia do Ambiente e Ciência e Tecnologia dos Alimentos não registaram qualquer colocação nesta fase, deixando 20 e 24 vagas disponíveis respetivamente.

Entre os cursos com dados de classificação disponíveis, Solicitadoria apresentou a nota mais elevada para o último candidato colocado pelo contingente geral, com 132,0 pontos. Enfermagem seguiu-se com 129,0 pontos, Desporto com 123,0, Terapia Ocupacional com 120,0, e Serviço Social com 118,0. Cinco cursos — Serviço Social, Desporto, Solicitadoria, Terapia Ocupacional e Enfermagem — conseguiram preencher todas as suas vagas sem deixar lugares disponíveis.

O total de 325 estudantes colocados inclui diferentes modalidades de admissão. Segundo os dados oficiais, 311 aparecem na categoria geral de colocados e 14 na categoria de colocados sem classificação final. Sete destas colocações envolveram a criação de vagas adicionais, um mecanismo regulamentado para situações de empate ou para candidatos sem classificação final. Por este motivo, o número de vagas sobrantes não resulta simplesmente da diferença entre as vagas iniciais e o total de estudantes colocados.

A nível nacional, o quadro é de expansão. Foram colocados 49.991 estudantes na primeira fase de 2026, mais 6.092 do que em 2025, correspondendo a um aumento de 13,9%. O concurso contou com 60.513 candidatos válidos e 84,5% dos estudantes colocados conseguiram entrada numa das três primeiras opções que indicaram na candidatura. Ficaram 6.639 vagas sobrantes para a segunda fase, menos 42,3% do que no ano anterior. Os estudantes agora colocados podem realizar matrícula e inscrição entre 24 e 27 de agosto, enquanto a candidatura à segunda fase decorre de 24 de agosto a 20 de setembro, com resultados previstos para 30 de setembro.

As vagas adicionais podem ser criadas nos termos do regulamento, designadamente para situações de empate e de colocação de candidatos sem classificação final
— Instituto para o Ensino Superior
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