Paciente ferida por desabamento de teto em hospital é informada do acidente pela imprensa

Paciente de 61 anos sofreu ferimento grave ao ser atingida por estrutura do teto, necessitando de cirurgia de emergência e transfusão de sangue, com complicações pós-operatórias.
Pensei que era golpe, disse a filha ao receber a ligação do repórter
Ana Kelly descobriu o acidente pela imprensa antes do hospital contactá-la, confundindo a notícia com uma tentativa de fraude.
Mark

Como é que a filha descobriu o acidente antes do hospital avisar?

Mimi

Um repórter ligou para ela com a notícia. Ana Kelly pensou que era um golpe e não deu importância. Só depois que a assistente social do hospital ligou é que ela entendeu que era real.

Mark

E a mãe dela tinha dado algum sinal de que algo estava errado?

Mimi

Sim. Maria José ouvira estalos estranhos no teto e avisou os profissionais. Disseram que era barulho das obras de reforma no andar de cima. Minutos depois, o gesso caiu.

Mark

Qual era o estado de saúde dela antes do acidente?

Mimi

Ela fazia hemodiálise há dois anos por causa de uma anemia que afetou os rins. No sábado anterior, a fístula começou a sangrar, então foi transferida para o Hospital da Restauração para uma cirurgia de adequação. Quatro dias depois, o teto desabou.

Mark

E agora, como ela está?

Mimi

Internada na UTI, estável, mas bastante sedada. Ela se queixa de dores no peito e está com fome, mas não consegue se alimentar sozinha após a cirurgia de emergência.

Mark

O que o governo está fazendo?

Mimi

Abriu uma investigação para saber se as obras de reforma em andamento no hospital causaram o colapso. Se comprovado, a empresa responsável pela manutenção será notificada. O local onde ela foi ferida ainda não havia passado pela reforma programada.

Mark

Havia outras pessoas na sala quando isso aconteceu?

Mimi

Sim, havia 11 pacientes. Todos foram transferidos para outros setores. Uma equipe de assistentes sociais e psicólogos está oferecendo apoio à família.

  • Uma mulher que já havia sobrevivido a uma cirurgia delicada foi atingida por estrutura do teto enquanto aguardava um leito, reabrindo a incisão e provocando sangramento intenso que exigiu nova cirurgia de emergência e transfusão de sangue.
  • Maria José havia alertado a equipe sobre estalos estranhos no teto antes do colapso, mas foi tranquilizada com a explicação de que eram ruídos das obras no andar de cima — um aviso que não foi levado a sério.
  • A filha soube do acidente por um repórter antes de qualquer contato oficial do hospital, revelando uma falha de comunicação que somou angústia ao trauma já instalado.
  • O governo de Pernambuco abriu investigação imediata, com auditoria da Controladoria-Geral para apurar se as obras de reforma em andamento no hospital contribuíram para o colapso estrutural.
  • Maria José segue internada na UTI em estado estável, sedada, com queixas de dor no peito e dificuldade para se alimentar, enquanto a sala onde foi ferida aguarda interdição e revisão estrutural completa.

No coração de um hospital público de Pernambuco, uma agricultora de 61 anos que buscava cura encontrou, em vez disso, o colapso literal do ambiente que deveria protegê-la. O desabamento do forro da Sala de Recuperação Pós-Anestésica do Hospital da Restauração, na manhã de 29 de julho, não foi apenas um acidente estrutural — foi a materialização de um alerta ignorado: Maria José havia avisado sobre os estalos no teto antes de ser atingida. O episódio levanta questões antigas sobre a fragilidade das instituições de saúde pública e sobre o peso que recai sobre os mais vulneráveis quando o Estado falha em sua função mais básica de guardar a vida.

Maria José Figueira de Lima, agricultora de 61 anos da zona rural de Vitória de Santo Antão, estava na Sala de Recuperação Pós-Anestésica do Hospital da Restauração na manhã de 29 de julho quando o forro do teto desabou sobre ela. Havia poucos dias que ela havia passado por uma cirurgia para adequar a fístula usada em sua hemodiálise diária — tratamento que realiza há cerca de dois anos por conta de uma anemia que comprometeu seus rins. Aguardava transferência para outro setor quando a estrutura cedeu.

O que torna o acidente ainda mais grave é que Maria José havia alertado a equipe sobre estalos estranhos no teto. A resposta foi tranquilizadora: seriam apenas ruídos das obras de reforma no andar acima. Quando ela se virou na cama, o gesso caiu. O impacto reabertu a incisão cirúrgica, causando sangramento intenso. Ela foi levada imediatamente ao centro cirúrgico e recebeu transfusão de sangue.

Sua filha, Ana Kelly de Lima Silva, soube do acidente por um repórter antes de qualquer contato do hospital. Inicialmente desconfiou que fosse golpe. Minutos depois, a assistente social confirmou a notícia. Ana Kelly relatou que a mãe, agora internada na UTI em estado estável, se queixava de dores no peito e tinha muita fome, mas não conseguia se alimentar sozinha após a segunda cirurgia.

O governo de Pernambuco reagiu com abertura imediata de investigação. A Secretaria Estadual de Saúde registrou boletim de ocorrência, e a Controladoria-Geral do Estado iniciou auditoria para verificar se as obras de reforma em andamento no hospital — que avançam do térreo ao quinto andar desde 2025 — tiveram relação com o colapso. A sala onde o acidente ocorreu ainda não havia passado pela reforma programada, detalhe que está no centro das apurações. Se confirmada a responsabilidade, a empresa de manutenção predial será notificada.

Maria José Figueira de Lima, uma agricultora de 61 anos, estava deitada na Sala de Recuperação Pós-Anestésica do Hospital da Restauração na manhã de quarta-feira, 29 de julho, quando o forro do teto desabou sobre ela. Havia apenas quatro dias que ela havia saído da sala de cirurgia — uma intervenção para adequar uma fístula, a ligação entre artéria e veia que ela precisava para fazer hemodiálise diariamente. Estava aguardando um leito em outro setor quando a estrutura caiu.

A filha dela, Ana Kelly de Lima Silva, descobriu o acidente de forma inusitada. Um repórter ligou para ela com a notícia, mas ela não levou a ligação a sério. "Pensei que era golpe", contou. Poucos minutos depois, a assistente social do hospital entrou em contato, confirmando o que havia acontecido. O impacto do forro reabrira a incisão cirúrgica que os médicos haviam feito dias antes, causando sangramento intenso. Maria José precisou ser levada imediatamente para o centro cirúrgico e recebeu uma transfusão de sangue.

O que torna o acidente ainda mais perturbador é que Maria José havia alertado os profissionais sobre sinais de perigo. Ela ouvira estalos estranhos vindo do teto e avisou a equipe. Disseram-lhe que era apenas barulho das obras de reforma que estavam acontecendo no andar acima. Quando ela se virou na cama, o gesso caiu. "O local da cirurgia sangrou muito, e levaram ela direto para o centro cirúrgico", descreveu Ana Kelly.

Maria José vive na zona rural de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, e há cerca de dois anos faz hemodiálise por causa de uma anemia que afetou seus rins. No sábado anterior ao acidente, ela havia ido ao hospital para o procedimento de rotina, mas seu estado se agravara — a fístula começara a sangrar. Foi transferida para o Hospital da Restauração, onde passou pela cirurgia de adequação. Agora, internada na Unidade de Terapia Intensiva, seu estado é considerado estável, embora ela estivesse bastante sedada durante as visitas. Ana Kelly relatou que a mãe se queixava de dores no peito e tinha muita fome, mas não conseguia se alimentar sozinha após a cirurgia de emergência.

O governo de Pernambuco abriu uma investigação imediata. A Secretaria Estadual de Saúde registrou um boletim de ocorrência, e a Secretaria da Controladoria-Geral do Estado abriu uma auditoria para determinar se as obras de reforma em andamento no hospital tiveram relação com o colapso estrutural. Se comprovado, a empresa responsável pela manutenção predial será notificada para prestar esclarecimentos. Segundo Thiago Azevedo, assessor médico da diretoria do Hospital da Restauração, havia 11 pacientes na sala quando o acidente ocorreu. Todos foram transferidos para outros setores, enquanto uma equipe de assistentes sociais e psicólogos oferecia apoio à família de Maria José.

Parte da sala será interditada para intervenções estruturais e revisão completa do teto. O hospital está em processo de reforma desde 2025, com o sexto e oitavo andares já entregues. As obras continuam em diferentes frentes, do térreo ao quinto andar. O local onde Maria José foi ferida ainda não havia passado pela reforma programada — um detalhe que agora está no centro da investigação sobre como uma estrutura tão crítica para a segurança dos pacientes pôde falhar.

Um repórter me ligou, mas eu não dei importância, porque pensei que era golpe. Aí, na mesma hora, a assistente social do hospital ligou para mim, dizendo que precisava conversar
— Ana Kelly de Lima Silva, filha da paciente
Ela contou que estava escutando um barulho estranho no teto, uns estalos, e falou aos profissionais. Disseram que era porque tinha gente trabalhando na reforma no andar de cima. Ela virou de lado e, nessa hora, o gesso caiu
— Ana Kelly de Lima Silva, descrevendo o relato da mãe
Quieres la nota completa? Lee el original en G1 ↗
Contáctanos FAQ