Neurocirurgião Jacinto Lay é velado em Teresina após morte aos 52 anos

Falecimento de profissional de saúde aos 52 anos deixa viúva e três filhas órfãs; perda de referência médica regional.
Conviveu com sequelas do acidente até sua morte
Jacinto sofreu impacto grave em setembro de 2024 pilotando avião que colidiu com veículos e estrutura urbana.
Mark

Por que a história de um médico que morre de câncer importa tanto assim? Há tantas mortes todos os dias.

Mimi

Porque Jacinto não era apenas um médico. Era uma referência — alguém que outras pessoas procuravam quando precisavam de ajuda com problemas neurológicos complexos. Quando alguém assim desaparece, deixa um vazio real na comunidade.

Mark

E a aviação? Por que isso aparece tanto na história?

Mimi

Porque mostra quem ele era além do consultório. Mas também porque aqueles acidentes — o roubo, o acidente em 2024 — deixaram marcas. Ele estava vivendo com sequelas quando o câncer o pegou. Não era um homem intacto.

Mark

Sequelas de quê, exatamente?

Mimi

De um acidente aéreo em setembro de 2024, quando seu avião colidiu com uma van, uma moto e uma estação de ônibus. Ele saiu gravemente ferido. Dois anos depois, ainda carregava isso no corpo quando o melanoma começou a se espalhar.

Mark

Então a morte dele não foi só doença. Foi tudo junto.

Mimi

Exatamente. Um homem que tinha duas vidas — a medicina e a aviação — e ambas o machucaram. A doença apenas terminou o que os acidentes já tinham começado.

  • Um melanoma avançado com metástase cerebral interrompeu aos 52 anos a carreira de um dos neurocirurgiões mais respeitados do Piauí, num momento em que muitos especialistas ainda estão no auge.
  • Internado desde quinta-feira no Hospital Israelita Albert Einstein, Jacinto Lay não resistiu à progressão da doença e morreu na segunda-feira, 20 de julho, em São Paulo.
  • Além do câncer, os últimos anos de sua vida foram marcados por episódios traumáticos na aviação: um avião roubado, um acidente em Timon e uma colisão grave em 2024 que o deixou com sequelas físicas permanentes.
  • O velório será realizado em Teresina e o sepultamento acontece na quarta-feira no Cemitério São José, reunindo a comunidade médica piauiense em luto por uma referência regional perdida cedo demais.
  • Deixa a esposa Samara Medeiros e três filhas, que agora enfrentam a ausência de um homem que dividiu sua vida entre a medicina e o céu.

Aos 52 anos, o neurocirurgião Jacinto Lay partiu em São Paulo na segunda-feira, levado por um melanoma que alcançou o tronco cerebral — encerrando uma trajetória de mais de duas décadas dedicadas à medicina piauiense. Formado em Pernambuco e radicado no Piauí desde 2003, ele construiu reputação como referência em neurocirurgia num estado que raramente dispõe de tais especialistas. Sua vida foi marcada por duas vocações intensas — a cura e o voo — e por uma série de provações que antecederam a morte, deixando esposa e três filhas diante de uma ausência irreparável.

Jacinto Lay morreu na segunda-feira, 20 de julho, em São Paulo, aos 52 anos. A causa foi um melanoma que havia se espalhado para o tronco cerebral. Ele estava internado desde a quinta-feira anterior no Hospital Israelita Albert Einstein. O corpo será velado em Teresina, com sepultamento na quarta-feira, 22 de julho, no Cemitério São José.

Formado em Medicina pela Universidade de Pernambuco em 1996, Jacinto chegou ao Piauí em 2003 e se tornou uma das principais referências estaduais em neurocirurgia e diagnóstico por imagem. Deixa a esposa, a advogada Samara Medeiros, e três filhas.

Além da medicina, a aviação era sua segunda vocação. Começou a pilotar em 2001 e passou a voar aeronaves de pequeno porte — mas essa paixão trouxe episódios dolorosos. Em 2023, um monomotor avaliado em 2 milhões de reais foi roubado de um aeroclube em Teresina enquanto estava sob sua responsabilidade; a aeronave foi encontrada caída no Mato Grosso, com 22 suspeitos presos. No mesmo ano, ele sofreu um acidente aéreo em Timon, no Maranhão, saindo com ferimentos leves.

O episódio mais grave veio em setembro de 2024, quando sua aeronave colidiu com uma van, uma motocicleta e uma estação de ônibus. Jacinto ficou gravemente ferido e carregou as sequelas físicas desse acidente até o fim da vida.

Sua morte representa uma perda significativa para a medicina piauiense. Um especialista que dedicou mais de duas décadas ao estado se foi numa idade em que muitos médicos ainda estão no auge — deixando para trás uma família e uma comunidade que dependia de sua expertise num campo complexo e delicado.

Jacinto Lay morreu na segunda-feira, 20 de julho, em São Paulo, aos 52 anos. A causa foi um melanoma — câncer de pele — que havia se espalhado para o tronco cerebral. Ele estava internado desde a quinta-feira anterior no Hospital Israelita Albert Einstein, onde recebia tratamento para a doença. Seu corpo será velado em Teresina, e o sepultamento acontece na quarta-feira, 22 de julho, às 10 da manhã, no Cemitério São José.

Jacinto Barbosa Lay Chaves era formado em Medicina pela Universidade de Pernambuco desde 1996. Chegou ao Piauí em 2003 e se tornou uma das principais referências em neurocirurgia e diagnóstico por imagem no estado, segundo o Conselho Regional de Medicina do Piauí. Deixa a esposa, a advogada Samara Medeiros, e três filhas.

Além da carreira médica, Jacinto tinha outra paixão que marcou sua vida: a aviação. Começou a pilotar em 2001, após completar um curso de pilotagem, e passou a voar aeronaves de pequeno porte. Essa segunda vocação, porém, trouxe consigo uma série de episódios traumáticos nos últimos anos. Em 2023, um avião monomotor avaliado em 2 milhões de reais foi roubado de um aeroclube em Teresina enquanto estava sob sua responsabilidade. A aeronave foi encontrada depois de cair no Mato Grosso, e 22 suspeitos foram presos pelo crime. No mesmo ano, ele sofreu um acidente aéreo em Timon, no Maranhão, do qual saiu com apenas ferimentos leves.

Mas o episódio mais grave aconteceu em setembro de 2024. Pilotando outro avião, Jacinto colidiu com uma van, uma motocicleta e uma estação de ônibus. O impacto foi severo: ele ficou gravemente ferido, assim como outra pessoa envolvida no acidente. A partir daquele momento, o médico conviveu com as sequelas físicas do choque, carregando essas marcas até sua morte, dois anos depois.

Sua morte representa uma perda significativa para a comunidade médica do Piauí. Um profissional que havia dedicado mais de duas décadas ao estado, construindo reputação como especialista em um campo complexo e delicado, se foi aos 52 anos — uma idade em que muitos médicos ainda estão no auge de suas carreiras. A família que fica para trás, a esposa e as três filhas, agora enfrenta a ausência de um homem que dividiu sua vida entre a medicina e o céu.

Jacinto se consolidou como uma das principais referências em neurocirurgia e diagnóstico por imagem no Piauí
— Conselho Regional de Medicina do Piauí
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