Na madrugada de um sábado na Grande Curitiba, um homem de 53 anos escolheu conduzir sob o peso do álcool e, ao colidir contra uma viatura policial estacionada na BR-116, transformou uma rodovia em palco de consequências que se estenderiam por horas — um policial hospitalizado, três unidades de saúde percorridas, e uma prisão em flagrante que encerrou a noite já de manhã. O episódio nos lembra que a embriaguez ao volante não é apenas uma infração estatística: ela tem rosto, tem dor, e tem um custo humano que nenhuma multa consegue medir.
Motorista embriagado bate em viatura e fere policial na Grande Curitiba
A viatura rodou e atingiu um policial que estava fora dela
Por que um carro parado no acostamento sofreu tanto dano? Parecia uma colisão simples.
Não foi simples. O Virtus atingiu a traseira da viatura com força suficiente para fazê-la rodar. Quando um carro em movimento bate em outro parado, toda a energia se concentra no impacto. A viatura rodou e atingiu o policial que estava fora dela — ele não tinha como se proteger.
O motorista estava muito embriagado?
O teste mostrou 1,08 mg/L. Tecnicamente, qualquer valor acima de 0,6 mg/L já é crime. Ele estava bem acima disso, mas não sabemos se estava completamente inconsciente ou apenas com reflexos prejudicados. O que importa é que estava dirigindo assim.
E o policial — ele vai ficar bem?
Tinha suspeita de fraturas no maxilar e no braço. Fraturas são sérias, especialmente no rosto. Ele foi hospitalizado, mas o relato não diz o resultado final dos exames. Pode levar semanas para se recuperar.
Por que levou toda a madrugada para processar o preso?
Não foi para processar. Foi para encontrar um hospital que pudesse examiná-lo. A PRF precisava de raio-X, mas a primeira unidade não tinha. A segunda estava lotada. Só a terceira conseguiu fazer o trabalho. Enquanto isso, o flagrante ainda não estava fechado.
Isso significa que ele poderia ter sido liberado?
Não. Ele foi preso em flagrante no local. A madrugada toda foi para documentar tudo corretamente — exames, avaliação médica, registro na delegacia. Sem isso, a prisão não teria peso legal.
O Pulso
- Com 1,08 mg/L de álcool no etilômetro — índice que já configura crime —, o motorista perdeu o controle e arremessou uma viatura Renault Duster contra um policial que estava fora do veículo.
- O impacto foi violento o suficiente para fazer a viatura girar sobre si mesma, deixando o policial com suspeita de fraturas no maxilar e em um dos braços.
- A noite se desdobrou em uma peregrinação por três unidades de saúde: uma UPA sem raio-X, um pronto-socorro lotado e, finalmente, um hospital em São José dos Pinhais onde o preso recebeu alta.
- O próprio motorista se queixava de dores no joelho e no tórax, sendo avaliado medicamente ao longo da madrugada sob custódia da Polícia Rodoviária Federal.
- O flagrante foi concluído apenas às 7 horas da manhã na delegacia de Fazenda Rio Grande, com o homem respondendo por embriaguez ao volante e lesão corporal culposa.
Na madrugada de um sábado na Grande Curitiba, um homem de 53 anos escolheu conduzir sob o peso do álcool e, ao colidir contra uma viatura policial estacionada na BR-116, transformou uma rodovia em palco de consequências que se estenderiam por horas — um policial hospitalizado, três unidades de saúde percorridas, e uma prisão em flagrante que encerrou a noite já de manhã. O episódio nos lembra que a embriaguez ao volante não é apenas uma infração estatística: ela tem rosto, tem dor, e tem um custo humano que nenhuma multa consegue medir.
Na madrugada do dia 2 de maio, por volta das 0h40, um homem de 53 anos conduzia um Volkswagen Virtus cinza pela BR-116, no quilômetro 128, em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. Ele colidiu violentamente contra uma viatura da Polícia Militar do Paraná que estava estacionada no acostamento. O choque foi tão intenso que a viatura — uma Renault Duster — rodou sobre si mesma e atingiu um policial que se encontrava fora do veículo. O militar foi socorrido por uma equipe de resgate da concessionária e encaminhado ao Hospital do Trabalhador com suspeita de fraturas no maxilar e em um dos braços.
Ao chegar ao local, a Polícia Rodoviária Federal submeteu o motorista ao teste do etilômetro. O resultado foi de 1,08 mg/L de álcool por litro de ar expirado — índice que, por si só, já caracteriza crime de trânsito. O homem foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e lesão corporal culposa.
O próprio condutor apresentava dores no joelho e no tórax, o que obrigou a PRF a percorrer três unidades de saúde ao longo da madrugada: uma UPA em Fazenda Rio Grande sem equipamento de raio-X, o Hospital do Trabalhador com o pronto-socorro superlotado e, por fim, o Hospital São José, em São José dos Pinhais, onde ele recebeu alta. O registro do flagrante só foi concluído às 7 horas da manhã na Delegacia da Polícia Civil de Fazenda Rio Grande.
Na madrugada de sábado, 2 de maio, um homem de 53 anos dirigindo um Volkswagen Virtus cinza colidiu contra uma viatura da Polícia Militar do Paraná estacionada no acostamento da BR-116, em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. O impacto foi violento o suficiente para fazer a viatura Renault Duster rodar sobre si mesma e atingir um dos policiais que estava fora do veículo. Aquele policial foi socorrido por uma equipe de resgate da concessionária e levado ao Hospital do Trabalhador com suspeita de fraturas no maxilar e em um dos braços.
O acidente ocorreu por volta das 00h40, no quilômetro 128 da rodovia. Quando a Polícia Rodoviária Federal chegou ao local, ofereceu ao motorista do Virtus um teste de etilômetro. O resultado foi 1,08 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões — um valor que, por si só, já caracteriza crime de trânsito. O motorista foi preso em flagrante pelos crimes de embriaguez ao volante e lesão corporal culposa.
Após a colisão, o motorista se queixava de dores no joelho e no tórax. A PRF o encaminhou para avaliação médica, iniciando uma jornada que duraria toda a madrugada. A equipe percorreu três unidades de saúde: primeiro uma Unidade de Pronto Atendimento em Fazenda Rio Grande, que não tinha equipamento de raio-X; depois o Hospital do Trabalhador, que estava com o pronto-socorro lotado; finalmente o Hospital São José, em São José dos Pinhais, onde o preso recebeu alta hospitalar.
O registro do flagrante foi concluído por volta das 7 horas da manhã na Delegacia da Polícia Civil em Fazenda Rio Grande. O motorista agora responde pelos crimes decorrentes de dirigir embriagado e pela lesão corporal causada ao policial militar.
Citações Notáveis
O resultado foi 1,08 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, o que por si só já caracteriza crime de trânsito— Polícia Rodoviária Federal