Aos 87 anos, o ator Rui Rezende encerrou uma jornada de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia brasileira, falecendo no Rio de Janeiro em 12 de julho de 2026. Nascido em Minas Gerais e batizado artisticamente para os palcos, ele atravessou teatro, cinema e televisão com rara consistência, deixando na memória coletiva o lobisomem de Roque Santeiro — personagem que transcendeu a ficção e se tornou símbolo de uma era televisiva. Sua partida, aos cuidados do Retiro dos Artistas, lembra que as histórias que um ator habita continuam vivas muito depois de ele mesmo partir.
Morre Rui Rezende, o lobisomem de Roque Santeiro, aos 87 anos
Personagens que permanecerão vivos na memória de gerações
Por que o personagem do lobisomem em Roque Santeiro marcou tanto as pessoas?
Porque era algo que a televisão brasileira não fazia com frequência — misturar o cotidiano de uma novela com elementos do folclore, da mitologia. O professor Astromar era um homem comum que virava criatura, e Rezende conseguia fazer isso parecer real, assustador e ao mesmo tempo comovente.
Ele trabalhou em várias emissoras diferentes ao longo da carreira?
Sim, mas o que importa é que seus personagens atravessaram décadas. Mesmo quando as emissoras fechavam, como a Rede Manchete, o trabalho dele permanecia. As pessoas continuavam lembrando.
Como era a vida dele nos últimos anos, no Retiro dos Artistas?
Era um lugar de repouso para quem dedicou a vida à arte. Rezende tinha mais de cinquenta anos de carreira — merecia estar em um lugar que reconhecesse isso. Mas também era um sinal de que nem todos os atores conseguem segurança financeira depois de aposentar.
A causa da morte não foi divulgada. Isso é comum?
Às vezes as instituições preferem não expor detalhes médicos. O que importa é que ele estava internado há dez dias e não resistiu. Aos 87 anos, o corpo já carrega muito.
Qual é o verdadeiro legado dele?
Personagens que as pessoas ainda lembram e falam. Roque Santeiro é revisitada, comentada. O lobisomem de Rezende virou parte da cultura brasileira. Isso é raro.
O Pulso
- Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, após dez dias internado no Hospital São Francisco na Tijuca, sem que a causa fosse divulgada publicamente.
- Aos 87 anos, o ator vivia no Retiro dos Artistas desde 2019, instituição que ampara profissionais da cultura em vulnerabilidade — um sinal silencioso das fragilidades que cercam artistas veteranos no Brasil.
- O personagem do professor Astromar Junqueira, o lobisomem de Roque Santeiro (1985), permanece como sua marca mais duradoura, referência cultural que atravessou gerações de telespectadores.
- O Retiro dos Artistas prestou homenagem oficial, reafirmando que seus personagens continuarão vivos na memória coletiva — enquanto o país reflete sobre o legado e o amparo de quem construiu a dramaturgia nacional.
Aos 87 anos, o ator Rui Rezende encerrou uma jornada de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia brasileira, falecendo no Rio de Janeiro em 12 de julho de 2026. Nascido em Minas Gerais e batizado artisticamente para os palcos, ele atravessou teatro, cinema e televisão com rara consistência, deixando na memória coletiva o lobisomem de Roque Santeiro — personagem que transcendeu a ficção e se tornou símbolo de uma era televisiva. Sua partida, aos cuidados do Retiro dos Artistas, lembra que as histórias que um ator habita continuam vivas muito depois de ele mesmo partir.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 87 anos, no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, Rio de Janeiro, onde estava internado desde o dia 2 de julho. A instituição confirmou o falecimento sem revelar a causa.
Nascido em Araguari, Minas Gerais, em 18 de novembro de 1938, José Pereira Rezende Filho construiu sob o nome artístico Rui Rezende uma carreira de mais de cinquenta anos transitando entre teatro, cinema e televisão — trajetória que poucos atores brasileiros sustentam com tanta consistência.
Seu nome, porém, ficou para sempre associado a um personagem: o professor Astromar Junqueira, o lobisomem de Roque Santeiro, novela exibida em 1985 e considerada uma das mais emblemáticas da televisão brasileira. A criatura mitológica que Rezende encarnava marcou gerações e virou referência cultural que persiste até hoje. Anos depois, em 1990, ele conquistou novo público ao viver Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão, na extinta Rede Manchete.
Desde 2019, o ator vivia no Retiro dos Artistas, instituição que acolhe profissionais da cultura em situação de vulnerabilidade. A entidade o homenageou em nota oficial, destacando sua presença marcante nos palcos e nas telas e afirmando que seus personagens continuarão vivos na memória de quem o acompanhou. Com sua partida, o Brasil perde um dos intérpretes que ajudaram a moldar a identidade da dramaturgia nacional.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 87 anos. Estava internado desde o dia 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. A instituição confirmou o falecimento, mas não divulgou os detalhes da causa.
O ator vivia no Retiro dos Artistas desde 2019, instituição que o homenageou em nota oficial destacando sua presença marcante ao longo de décadas nos palcos, nas telas de cinema e na televisão. Para a entidade, sua obra deixou personagens que continuarão vivos na memória de quem o acompanhou.
Nascido em Araguari, Minas Gerais, em 18 de novembro de 1938, José Pereira Rezende Filho escolheu o nome artístico Rui Rezende para sua carreira que duraria mais de cinquenta anos. Construiu uma trajetória sólida transitando entre teatro, cinema e televisão — um percurso que poucos atores brasileiros conseguem manter com tanta consistência.
Mas é na teledramaturgia que seu nome permanece mais vivo. Em 1985, Rezende interpretou o professor Astromar Junqueira em Roque Santeiro, novela que se tornou uma das mais emblemáticas da história da televisão brasileira. O personagem tinha um traço memorável: se transformava em lobisomem. Essa criatura mitológica, encarnada por Rezende, marcou gerações de telespectadores e virou referência cultural que persiste até hoje.
Antes disso, em 1990, o ator havia conquistado novo público ao viver Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão, produção da extinta Rede Manchete. Mesmo em emissoras que desapareceram, seus trabalhos continuam sendo lembrados e revisitados por fãs de televisão.
O Retiro dos Artistas, onde Rezende passou seus últimos anos, é instituição que acolhe profissionais da cultura em situação de vulnerabilidade. Sua presença ali, desde 2019, representava também o reconhecimento de uma carreira que merecia amparo e dignidade na fase final da vida. Agora, seu legado fica guardado nas memórias de quem assistiu seus trabalhos e nas histórias que a teledramaturgia brasileira continua contando sobre seus personagens inesquecíveis.
Citações Notáveis
Ao longo de décadas de carreira, Rui emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte— Retiro dos Artistas