Morre aos 88 anos o jornalista e escritor Luiz Gutemberg

Falecimento de figura importante da história do jornalismo e literatura brasileira aos 88 anos.
Voltou àquele momento para contar melhor o que havia vivido
Gutemberg lançou em 2023 um livro sobre a reformulação do Jornal do Brasil, projeto em que havia participado décadas antes.
Mark

Por que a morte de Gutemberg importa agora, em 2026? Ele não era mais uma figura ativa.

Mimi

Porque ele foi testemunha e participante de um momento em que a imprensa brasileira se reinventava. Não é só sobre um homem — é sobre como a gente conta histórias.

Mark

Ele participou da reformulação do Jornal do Brasil. O que isso significava na prática?

Mimi

Significava mudar a forma como um jornal era feito. Odylo Costa, filho, liderou isso. Gutemberg estava lá, vendo acontecer, aprendendo, depois contando.

Mark

E depois foi para a Veja, que também era novo.

Mimi

Exatamente. Ele estava nos dois momentos em que a imprensa brasileira se transformava. Primeiro o JB, depois a revista que criou um novo jeito de fazer jornalismo semanal.

Mark

Mas ele também escreveu livros. Isso não o afastava do jornalismo?

Mimi

Não. Para ele, eram coisas conectadas. Escrevia sobre política, sobre história, sobre as pessoas que conheceu. O livro sobre o JB que publicou em 2023 mostra isso — ele voltou àquele momento para contar melhor.

Mark

Aos 85 anos, ainda lançando livro.

Mimi

Sim. Havia algo que ele precisava deixar registrado. Talvez soubesse que era importante que alguém que viveu aquilo contasse como foi.

  • Aos 88 anos, Gutemberg sucumbiu a uma pneumonia no Hospital do Coração de Brasília, encerrando uma das carreiras mais longas e diversas do jornalismo nacional.
  • Sua morte provoca um silêncio particular: era um dos últimos testemunhos diretos da reformulação do Jornal do Brasil e do nascimento da Veja, dois marcos que moldaram a imprensa do país.
  • A Academia Brasiliense de Letras perde o titular da cadeira 8, deixando vago um posto que simbolizava o reconhecimento de sua dupla vocação — jornalista e escritor.
  • Aos 85 anos, ele ainda lançou um livro sobre o projeto que marcou o início de sua carreira, sinalizando que sua relação com a memória da imprensa era ativa até o fim.

Luiz Gutemberg, que aos 16 anos já escrevia para jornais em Alagoas e décadas depois ajudou a fundar a revista Veja, morreu no domingo, 16 de agosto, em Brasília, aos 88 anos, após complicações por pneumonia. Sua trajetória percorreu os momentos em que a imprensa brasileira aprendia a ser o que é — das reformas do Jornal do Brasil nos anos 1950 ao jornalismo político da capital federal. Com ele parte uma memória viva de como o país se narrou a si mesmo ao longo de mais de sete décadas.

Luiz Gutemberg morreu no domingo, 16 de agosto, aos 88 anos, no Hospital do Coração de Brasília, onde estava internado com pneumonia. A família confirmou o falecimento de um homem cuja vida profissional se confundiu com a história da imprensa brasileira.

Nascido em Maceió em 1937, ele entrou no jornalismo ainda adolescente, na Gazeta de Alagoas. Aos 18 anos mudou-se para o Rio de Janeiro e integrou a equipe que reformulou o Jornal do Brasil sob Odylo Costa, filho — um projeto que redefiniu o jornalismo impresso no país. Passou ainda pelas revistas Manchete e Mundo Ilustrado antes de chegar a 1968, quando foi editor-assistente no lançamento da revista Veja.

Em 1970, transferiu-se para Brasília, onde dirigiu o Jornal de Brasília e mais tarde atuou como assessor especial da Presidência durante o governo Sarney. A capital tornou-se sua cidade definitiva e o cenário de uma segunda vocação: a literária. Publicou biografias, um romance e uma peça teatral. Em 2023, aos 85 anos, lançou um livro sobre a reformulação do Jornal do Brasil — retomando, com distância e profundidade, o projeto que havia marcado sua juventude.

Era membro da Academia Brasiliense de Letras, titular da cadeira cujo patrono é José Lins do Rego, e havia recebido o título de cidadão honorário de Brasília em 1996. Deixa esposa e quatro filhos. Informações sobre o velório ainda não haviam sido divulgadas.

Luiz Gutemberg morreu no domingo, 16 de agosto, aos 88 anos. A notícia foi confirmada pela família do jornalista, que estava internado no Hospital do Coração de Brasília tratando uma pneumonia. Com sua morte, encerra-se uma trajetória que atravessou décadas decisivas da imprensa brasileira — desde os anos 1950, quando o país ainda buscava suas formas de contar histórias, até o século 21.

Nascido em Maceió em 24 de agosto de 1937, Gutemberg entrou no jornalismo aos 16 anos, trabalhando na Gazeta de Alagoas. Dois anos depois mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se integrou à equipe responsável pela reformulação do Jornal do Brasil sob a direção de Odylo Costa, filho — um projeto que redefiniu o que um jornal brasileiro poderia ser. Depois passou pelas revistas Manchete e Mundo Ilustrado, acumulando experiência nas principais publicações da época.

Em 1968, Gutemberg foi editor-assistente no grupo que lançou a revista Veja, um empreendimento que marcaria a história da imprensa nacional. Dois anos depois, transferiu-se para Brasília, onde chefiaria o escritório da publicação na capital federal. Na cidade, dirigiu o Jornal de Brasília durante dois anos e, posteriormente, atuou como assessor especial da Presidência da República durante o governo José Sarney.

Além da carreira jornalística, Gutemberg construiu uma obra literária consistente. Publicou a biografia "Moisés, Codinome Ulysses Guimarães", o romance "O Jogo da Gata Parida" e a peça teatral "O Homem que Enganou o Diabo e Ainda Pediu Troco". Em 2023, aos 85 anos, lançou "JB: A Invenção do Maior Jornal do Brasil, Conduzida por Odylo Costa, Filho", um livro que retomava e aprofundava sua participação naquele projeto reformador que havia marcado o início de sua carreira.

Sua contribuição foi reconhecida institucionalmente. Em 1996, recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Era titular da cadeira 8 da Academia Brasiliense de Letras, cujo patrono é José Lins do Rego — uma posição que o situava entre os nomes mais respeitados da vida intelectual brasiliense. Deixa esposa e quatro filhos. Ainda não há informações sobre o local e horário do velório.

Deixa legado na imprensa brasileira e na Academia Brasiliense de Letras
— Câmara Legislativa do Distrito Federal e Academia Brasiliense de Letras
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