Menina de 6 anos morre com suspeita de envenenamento em Juiz de Fora

Menina de 6 anos faleceu; mãe de 34 anos permanece internada em estado grave com suspeita de envenenamento.
Resíduos semelhantes a chumbinho no vômito da criança
Detalhe que levou médicos a suspeitar de envenenamento e acionou a investigação policial.
Mark

Como uma criança e sua mãe chegam juntas a uma unidade de saúde com os mesmos sintomas graves?

Mimi

Eles compartilhavam a mesma casa, o mesmo espaço. Provavelmente comeram algo juntos — é o que a polícia está tentando descobrir agora.

Mark

O irmão voltou para procurar alimentos. O que isso sugere sobre o que os médicos suspeitavam?

Mimi

Que não era acaso. Um médico viu resíduos no vômito da criança que se pareciam com chumbinho — um veneno conhecido. Isso muda tudo. Deixa de ser doença para ser envenenamento.

Mark

Mas os alimentos que ele trouxe não tinham nada estranho.

Mimi

Não. O chocolate, o biscoito, o iogurte — tudo limpo. Mas depois encontraram macarrão instantâneo com uma substância suspeita. Talvez tenha sido o que comeram.

Mark

Uma criança de seis anos. Que tipo de morte é essa?

Mimi

A pior. Rápida, brutal. Parada cardiorrespiratória. Precisaram reanimar. E mesmo assim não conseguiram salvá-la.

Mark

A mãe ainda está viva.

Mimi

Sim. Mas em estado grave. Ninguém sabe ainda se vai sobreviver, ou que sequelas pode ter. Ela viu a filha morrer sem saber por quê.

Mark

O que vem agora?

Mimi

Análises. Respostas. A polícia precisa saber se foi intencional ou um acidente terrível. Precisa saber o que estava naquele macarrão.

  • Uma menina de seis anos chegou à UPA em parada cardiorrespiratória na tarde de quinta-feira e não resistiu — faleceu na madrugada seguinte no Hospital Therezinha de Jesus.
  • Minutos após a chegada da filha, a mãe também entrou em colapso com salivação excessiva, levantando o alarme imediato de envenenamento entre a equipe médica.
  • Um médico identificou resíduos com características de chumbinho no vômito da criança, substância altamente tóxica associada a pesticidas clandestinos.
  • Chocolates, biscoitos e iogurte recolhidos pelo tio não apresentaram contaminação, mas um prato com restos de macarrão instantâneo encontrado na casa foi encaminhado para análise laboratorial.
  • A 5ª Delegacia de Juiz de Fora investiga se o envenenamento foi acidental ou intencional, aguardando os laudos para definir os próximos passos do caso.

Em Juiz de Fora, uma criança de seis anos perdeu a vida na madrugada de sexta-feira após dar entrada em colapso numa unidade de emergência, enquanto sua mãe luta pela sobrevivência no mesmo hospital. O que uniu as duas num mesmo sofrimento agudo parece ter sido algo tão ordinário quanto uma refeição — e é justamente nessa banalidade perturbadora que a investigação policial agora se concentra. A morte de uma criança por suspeita de envenenamento nos lembra que a vulnerabilidade humana pode habitar os espaços mais íntimos e cotidianos da vida doméstica.

Uma menina de seis anos morreu na madrugada de sexta-feira em Juiz de Fora, após ser internada com suspeita de envenenamento. Sua mãe, de 34 anos, permanece hospitalizada em estado grave na mesma instituição. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso.

Tudo começou na tarde de quinta-feira, quando funcionários da UPA Regional Leste acionaram a Polícia Militar. A criança havia chegado em parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada. Pouco depois, a mãe — que entrara consciente — também entrou em colapso, com salivação excessiva. Ambas foram intubadas. Um médico relatou ter identificado no vômito da criança resíduos com características de chumbinho, apontando para possível intoxicação.

O tio das duas as havia levado à unidade. Ele contou que a irmã o procurou dizendo que a filha estava passando mal. Os três moravam juntos no bairro São Benedito. Ao ser alertado sobre a suspeita de envenenamento, o homem voltou à casa e recolheu chocolates, biscoitos e iogurte — todos abertos — mas a análise não encontrou substâncias estranhas nesses itens.

Durante buscas posteriores no imóvel, policiais encontraram um prato com restos de macarrão instantâneo contendo uma substância suspeita. O material foi encaminhado para análise laboratorial. A criança foi transferida para o Hospital Therezinha de Jesus, onde faleceu. A mãe segue internada no mesmo local.

A investigação está a cargo da 5ª Delegacia de Juiz de Fora. A polícia trabalha com a hipótese de contaminação alimentar, mas aguarda os laudos para determinar se o envenenamento foi acidental ou intencional. O caso permanece em aberto.

Uma menina de seis anos morreu na madrugada de sexta-feira em Juiz de Fora após ser internada com suspeita de envenenamento. Sua mãe, uma mulher de 34 anos, permanece hospitalizada em estado grave, também com indicativos de intoxicação. O caso, que começou a se desenrolar na tarde de quinta-feira quando ambas chegaram a uma unidade de pronto-atendimento, agora é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Tudo começou quando funcionários da UPA Regional Leste acionaram a Polícia Militar pouco antes das 16h de quinta-feira. A criança havia chegado à unidade em parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada pela equipe médica. Minutos depois, a mãe, que havia entrado consciente, começou a apresentar sintomas semelhantes: parada cardiorrespiratória acompanhada de salivação excessiva. Ambas foram intubadas e submetidas a procedimentos de emergência. Um médico que as atendeu relatou aos policiais ter identificado resíduos com características semelhantes a chumbinho no vômito da criança — um sinal que apontava para possível envenenamento.

O irmão da mulher havia as levado até a unidade de saúde. Ele contou aos policiais que a irmã o procurou dizendo que a filha estava passando mal e pediu ajuda para chegar à UPA mais próxima. Os três vivem juntos em um imóvel no bairro São Benedito. Quando os médicos suspeitaram de envenenamento, o homem voltou à casa para tentar localizar alimentos que pudessem estar contaminados. Ele recolheu um chocolate, um biscoito e um iogurte — todos já abertos — e os levou de volta à unidade para perícia. A análise, porém, não identificou substâncias estranhas nesses itens.

Mais tarde, durante buscas no imóvel, policiais encontraram um prato contendo restos de macarrão instantâneo com presença de uma substância suspeita. O material foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial. A criança foi transferida para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, onde faleceu na madrugada de sexta-feira. Sua mãe segue internada naquela instituição.

A 5ª Delegacia de Juiz de Fora está à frente da investigação. Até o momento, a polícia trabalha com a hipótese de contaminação de alimentos, mas aguarda os resultados das análises para confirmar a causa exata da intoxicação e determinar se houve envenenamento intencional ou acidental. O caso segue em aberto.

Médico observou resíduos com características semelhantes a chumbinho no vômito da criança
— Relato de médico da UPA à Polícia Militar
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