Lula lidera no Nordeste; Flávio Bolsonaro avança no Sul e Centro-Oeste

O Nordeste é praticamente imbatível para Lula; o Sul é consolidado para Flávio
As pesquisas mostram uma divisão regional clara, com o Sudeste como campo de batalha decisivo.
Mark

Como você lê esse mapa? Parece que cada região tem seu candidato.

Mimi

É exatamente isso. Lula domina o Nordeste com margens enormes — 60% no Piauí — enquanto Flávio consolida o Sul. O Sudeste é onde a disputa fica real.

Luke

Mas espera. Esses números em São Paulo e Rio de Janeiro estão dentro da margem de erro, certo? Então tecnicamente é empate.

Mimi

Sim, são empates técnicos. Mas a Bahia é diferente. Lula tem 50% lá, e seus aliados prometem ampliar para 5 milhões de votos.

Mark

Por que a Bahia importa tanto?

Mimi

É o quarto maior colégio eleitoral. Em 2022, Lula venceu lá com 4 milhões de votos de margem. Se ele ampliar isso, fica muito difícil para Flávio.

Luke

Entendo. Mas e Goiás? Ronaldo Caiado está quebrando a polarização lá.

Mimi

Caiado lidera com 28%, Flávio tem 27%, Lula tem 20%. É um cenário bem diferente do resto do Centro-Oeste.

Mark

E Romeu Zema em Minas Gerais? Ele não conseguiu fazer o mesmo que Caiado?

Mimi

Não. Zema caiu de 10% para 5% na pesquisa mais recente. Flávio subiu de 31% para 35%, enquanto Lula manteve 37%.

Luke

Então Zema está enfraquecendo, não fortalecendo. E isso afeta também a eleição estadual, onde seu aliado Mateus Simões está em quarto.

Mimi

Exatamente. O desempenho fraco de Zema cria problemas em cascata.

Mark

Qual é o cenário mais provável agora?

Luke

Honestamente, ainda é muito cedo. São Paulo está tecnicamente empatado, Minas Gerais também. Esses dois estados juntos definem a eleição.

  • O mapa eleitoral reproduz com fidelidade inquietante a fratura regional das eleições anteriores, sugerindo que o país ainda não superou a polarização que o dividiu em 2022.
  • Lula é praticamente imbatível no Nordeste — no Piauí, sua vantagem de 41 pontos sobre Flávio torna a região um reduto seguro, mas a dependência desse bloco expõe a fragilidade do presidente em outras partes do país.
  • Flávio Bolsonaro avança com força no Sul e no Centro-Oeste, liderando em Roraima com 52% e em Santa Catarina com 45%, consolidando uma base que seu pai construiu ao longo de anos.
  • São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, está em empate técnico — 35% a 33% para Flávio —, transformando o estado numa batalha decisiva que nenhum dos dois candidatos pode se dar ao luxo de perder.
  • Em Goiás, Ronaldo Caiado rompe a polarização e aparece numericamente à frente com 28%, sinalizando que candidaturas regionais ainda têm poder de fragmentar o voto e complicar os cálculos nacionais.

Três semanas de pesquisas em todas as unidades da federação revelam um Brasil que se divide geograficamente como se dividiu em eleições anteriores: Lula governa o Nordeste com margens que chegam a 41 pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro consolida o Sul e parte do Centro-Oeste. O Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, permanece como território indeciso onde a eleição de 2026 pode encontrar seu desfecho — lembrando que as grandes disputas democráticas raramente se resolvem nas certezas, mas nas fronteiras.

As pesquisas Datafolha e Quaest realizadas nas 27 unidades da federação revelam um mapa eleitoral profundamente dividido: Lula lidera em dez estados, Flávio Bolsonaro em nove estados e no Distrito Federal, e seis unidades permanecem em empate técnico. A geografia do voto ecoa as eleições presidenciais anteriores entre o PT e Jair Bolsonaro.

No Nordeste, Lula é praticamente imbatível. No Piauí, alcança 60% das intenções de voto contra 19% de Flávio — diferença de 41 pontos. No Maranhão, 58% contra 20%. Mesmo em Alagoas, seu desempenho mais fraco na região, o presidente marca 44%. A Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, é considerada crucial: em 2022, Lula venceu lá com margem de 4 milhões de votos, e aliados como Rui Costa prometem ampliar essa vantagem para 5 milhões.

Flávio Bolsonaro consolida o Sul e o Centro-Oeste. Seus melhores números aparecem em Roraima, com 52%, Santa Catarina, com 45%, e Rondônia, também com 45%. No Rio Grande do Sul, lidera com 34% contra 28% de Lula, margem no limite do erro estatístico.

O Sudeste é o campo de batalha decisivo. Em São Paulo, Flávio tem 35% contra 33% de Lula — empate técnico no maior colégio eleitoral do país. Em Minas Gerais, o segundo maior, Lula lidera com 37% contra 35% de Flávio, outro empate. O Rio de Janeiro também está tecnicamente empatado, com o senador numericamente à frente.

Goiás surge como exceção no Centro-Oeste: Ronaldo Caiado aparece com 28%, em empate técnico com Flávio (27%) e à frente de Lula (20%), quebrando a polarização dominante. Em Minas, Romeu Zema não repetiu esse feito — caiu de 10% para 5% na pesquisa mais recente, enquanto Flávio subiu de 31% para 35%.

As pesquisas foram realizadas sem Pablo Marçal, cuja candidatura foi indeferida pelo TSE. O retrato que emerge é de um país regionalmente fraturado, com o Nordeste como reduto seguro de Lula e o Sul como território consolidado de Flávio — e o Sudeste como o terreno onde a eleição será decidida.

As pesquisas Datafolha e Quaest realizadas ao longo das últimas três semanas nas 27 unidades da federação desenham um mapa eleitoral profundamente dividido entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com o petista dominando o Nordeste e o bolsonarista avançando no Sul e Centro-Oeste. Lula lidera em dez estados, enquanto Flávio está à frente em nove estados e no Distrito Federal, deixando seis unidades em empate técnico entre os dois.

A geografia do voto reflete, em grande medida, a divisão que marcou as eleições presidenciais anteriores entre o PT e Jair Bolsonaro. No Nordeste, Lula é praticamente imbatível. Sua maior vantagem aparece no Piauí, onde alcança 60% das intenções de voto contra 19% de Flávio — uma diferença de 41 pontos percentuais. No Maranhão, o cenário é semelhante: 58% para o presidente contra 20% para o senador. Mesmo em Alagoas, o estado nordestino onde seu desempenho é mais fraco, Lula ainda marca 44% das intenções de voto. Paraíba e Bahia completam o quadro nordestino com 50% cada um para o presidente.

A Bahia merece atenção especial. Como quarto maior colégio eleitoral do país, o estado é considerado crucial para o desfecho da eleição nacional. Em 2022, Lula venceu lá com uma margem de 4 milhões de votos sobre Bolsonaro. Seus aliados agora trabalham para ampliar essa vantagem. Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, prometeu uma frente de 5 milhões de votos para o presidente no estado. Além do Nordeste, Lula lidera isolado no Pará, o estado mais populoso do Norte, e aparece numericamente à frente no Amazonas, Tocantins e Amapá.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, consolida sua força no Sul e na maior parte do Centro-Oeste. Seus melhores desempenhos ocorrem em Roraima, com 52% das intenções de voto, Santa Catarina com 45%, e Rondônia também com 45%. No Rio Grande do Sul, lidera com 34% contra 28% de Lula, uma margem que está no limite da margem de erro. Flávio está à frente nos três estados do Sul, embora em Santa Catarina seu desempenho seja o segundo melhor entre todos os estados onde lidera.

O Sudeste apresenta um cenário mais equilibrado e decisivo. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Flávio tem 35% contra 33% de Lula — uma diferença dentro da margem de erro. No Rio de Janeiro, o senador aparece numericamente à frente com 39% contra 35% do presidente, também em empate técnico. Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral, inverte o quadro: Lula lidera com 37% contra 35% de Flávio, configurando outro empate técnico. O estado foi conquistado por Lula em 2022 por margem mínima.

Goiás emerge como um ponto fora da curva no Centro-Oeste. Ronaldo Caiado, ex-governador que comandou o estado por dois mandatos entre 2019 e 2026, consegue quebrar a polarização entre Lula e Flávio. Caiado aparece numericamente à frente com 28% das intenções de voto, em empate técnico com Flávio, que tem 27%, e à frente de Lula, com 20%. Em Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, não conseguiu repetir o sucesso de Caiado. O ex-governador caiu de 10% para 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na sexta-feira 11, enquanto Flávio subiu de 31% para 35%. Lula manteve os 37%. Esse desempenho abaixo do esperado desperta preocupação também na eleição estadual, onde Mateus Simões, governador aliado de Zema, aparece numericamente em quarto lugar.

A polarização entre Lula e Flávio varia significativamente entre os estados. São Paulo é o segundo estado menos polarizado, com outros candidatos somando 28% das intenções de voto. Augusto Cury, do Avante, marca 7%, e Renan Santos, da Missão, marca 6%. Goiás, onde o efeito Caiado pulveriza as intenções, é ainda menos polarizado. Distrito Federal, Minas Gerais, Ceará e Mato Grosso do Sul vêm na sequência entre as unidades menos polarizadas. Na outra ponta, Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte apresentam os piores desempenhos para candidatos além de Lula e Flávio, refletindo uma disputa mais concentrada entre os dois principais nomes.

As pesquisas levam em conta cenários testados sem Pablo Marçal, cuja candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O mapa que emerge é um retrato de um país dividido regionalmente, com o Nordeste como reduto praticamente seguro para Lula e o Sul como território consolidado para Flávio, enquanto o Sudeste — particularmente São Paulo e Minas Gerais — permanece como o campo de batalha onde a eleição pode ser decidida.

Aliados de Lula trabalham para ampliar a margem na Bahia, com Rui Costa prometendo uma frente de 5 milhões de votos
— Pesquisa Datafolha e Quaest
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