Leitores debatem discurso de Lula na ONU, influência dos EUA e legado de Zuenir Ventura

Morte de Rick, integrante da dupla sertaneja Rick e Renner, aos 59 anos em queda de helicóptero, gerando luto entre fãs e familiares.
Sabedoria, leveza e luta. Obrigada, Zuenir.
Leitor resume em três palavras o legado do jornalista Zuenir Ventura, falecido aos 95 anos.
Mark

Por que essas cartas sobre Lula na ONU geraram tanta divisão? Parece que alguns viram soberania e outros viram ineficiência.

Mimi

Porque o discurso toca em algo profundo — o Brasil quer ser respeitado internacionalmente, mas há desacordo real sobre se Lula está conseguindo isso. Alguns veem coragem em criticar ingerência sem nomear os EUA. Outros veem fraqueza, especialmente comparando com o que aconteceu na Venezuela.

Luke

Mas espera — a reportagem sobre a CIA e o Banco Mundial, ela documenta interferência real ou é mais especulação? Porque os leitores estão chamando de neocolonialismo, mas preciso saber o que a Folha realmente apurou.

Mimi

A reportagem existe e foi publicada. Os leitores reagiram a ela como prova de interferência econômica americana. Mas você tem razão em questionar o alcance — não sabemos pelo resumo aqui se é uma operação sistemática ou um programa específico.

Mark

E quanto aos militares recebendo R$ 38,5 mil? Isso é um número que aparece em várias cartas.

Mimi

É um fato concreto que circula — generais envolvidos em golpes continuam na folha de pagamento. Os leitores estão perguntando por que isso é permitido, especialmente com a crise do STF acontecendo ao mesmo tempo.

Luke

Mas qual golpe? O de 1964? O de 2016? O 8 de janeiro? Porque as cartas misturam tudo isso, e não fica claro se esses R$ 38,5 mil são para pessoas condenadas, processadas ou apenas suspeitas.

Mimi

Boa observação. As cartas refletem frustração geral com a impunidade militar, mas você está certo — o número pode estar sendo aplicado a contextos diferentes.

Mark

E Zuenir Ventura — por que tantas cartas sobre ele? Era tão importante assim?

Mimi

Ele era jornalista de referência, membro da Academia Brasileira de Letras, aos 95 anos. Para leitores da Folha, ele representava um padrão de intelectualidade e compromisso que sentem estar desaparecendo.

Luke

Mas as cartas não dizem muito sobre o que ele fez especificamente. É mais luto genérico por uma figura simbólica.

Mimi

Verdade. É o que acontece com mortes de personalidades — as pessoas expressam o que perderam, não necessariamente quem era a pessoa.

  • Lula discursou na ONU criticando ingerência externa nas eleições
  • Organização ligada à CIA treina funcionários do Banco Mundial no Brasil
  • Generais envolvidos em golpes recebem R$ 38,5 mil mensais
  • Zuenir Ventura faleceu aos 95 anos, membro da Academia Brasileira de Letras
  • Rick, da dupla Rick e Renner, morreu aos 59 anos em queda de helicóptero

Lula discursou na ONU criticando ingerência externa nas eleições, gerando divisão entre leitores sobre sua liderança na América Latina e posicionamento geopolítico. Investigação da Folha sobre organização ligada à CIA treinando funcionários do Banco Mundial no Brasil provoca reações sobre neocolonialismo e influência econômica americana.

Coluna de cartas de leitores da Folha comenta discurso de Lula na ONU sobre soberania, influência dos EUA no Brasil, eficiência estatal e falecimentos de personalidades públicas.

A coluna de cartas de leitores da Folha de S.Paulo desta semana reflete as tensões que definem o debate público brasileiro neste momento: a posição do país no cenário internacional, a presença de influência estrangeira nas instituições domésticas, e o luto por figuras que marcaram a vida intelectual e cultural do Brasil.

O discurso de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas, no qual criticou a ingerência externa nas eleições sem mencionar explicitamente os Estados Unidos, dividiu os leitores. Alguns viram nele um ato de soberania — a representação do Brasil sem submissão a pressões externas. Aparecida Alves, de São Bernardo do Campo, elogiou a postura, contrastando-a com brasileiros que, segundo ela, pedem ajuda ou interferência estrangeira para resolver problemas internos. Outros leitores foram mais céticos. José Carlos Silva, de Niterói, questionou a efetividade da liderança de Lula na América Latina, citando a situação na Venezuela e a captura de Maduro pelos Estados Unidos como evidência de ineficiência, além de criticar o que chamou de posicionamento inconsistente do presidente.

Uma investigação publicada pela Folha sobre uma organização ligada à CIA que treina e financia funcionários do Banco Mundial no Brasil acendeu alarmes entre leitores preocupados com a soberania econômica. Antônio João da Silva, de Brasília, caracterizou a situação como neocolonialismo — o uso do peso econômico americano para enfraquecer a base econômica brasileira. Natália Pimenta, de Ouro Preto, foi mais direto: "O golpe está aí. Cai quem quer." Gustavo A. S. Romero, também de Brasília, elogiou a investigação como estratégica para entender como os Estados Unidos constroem redes de influência em países de interesse, pedindo continuidade na apuração e posicionamento do governo brasileiro.

A crise no Supremo Tribunal Federal e a questão dos salários de militares envolvidos em golpes também mobilizaram leitores. Uma reportagem sobre generais que continuam recebendo R$ 38,5 mil mensais provocou indignação. Carlos Oliveira, de Porto Alegre, questionou por quanto tempo os brasileiros pagariam salários de quem conspira contra a nação, pedindo mudança na relação do país com suas Forças Armadas. Carolina Peleteiro, de São Paulo, celebrou as prisões já ocorridas e pediu mais, além do corte de benefícios excessivos. Arnaldo Facciotti, também de São Paulo, expressou desconfiança nas instituições, perguntando se ainda havia alguém que acreditava em algum ministro do STF.

Um editorial da Folha sobre a necessidade de ampliar concessões ao setor privado recebeu apoio do deputado federal Arnaldo Jardim, que relatou na Câmara o PL nº 2.373/2025, modernizando leis de concessões e parcerias público-privadas. Segundo ele, a aprovação pelo Senado oferece segurança jurídica e previsibilidade, estimulando capital privado e destrancando investimentos.

Uma análise da Folha sobre eficiência estatal — um ranking que revelava quais estados entregam mais serviços com menos dinheiro — foi elogiada por Lizeth Mira, de Salvador, que destacou a clareza dos gráficos e a utilidade para decisões de voto nas próximas eleições.

O falecimento de Zuenir Ventura, aos 95 anos, jornalista de referência e membro da Academia Brasileira de Letras, gerou reflexões sobre a perda de intelectuais de calibre. Vitor L. Aidar Santos, de Jaboticabal, lamentou a perda de uma grande referência e exemplo de ser humano. Mara Lucia Steiner, de Curitiba, notou a dificuldade de encontrar substitutos à altura. Eliete Della Santina, de Vinhedo, resumiu em três palavras o legado: "Sabedoria, leveza e luta."

A morte de Rick, integrante da dupla sertaneja Rick e Renner, aos 59 anos em uma queda de helicóptero, também marcou presença nas cartas. Tamires Barbosa, de São Paulo, expressou o desejo de que a notícia fosse de sobrevivência. Paula Faria, de Palmas, elogiou o trabalho investigativo dos repórteres, dizendo que só após ler a reportagem compreendeu a dimensão da perda. Viviane Rezende, de Florianópolis, apontou que a defesa civil havia alertado repetidas vezes sobre os perigos.

Lula discursou representando o Brasil com soberania, enquanto há brasileiros que não perdem a chance de se meter onde não são chamados
— Aparecida Alves, São Bernardo do Campo
É o neocolonialismo — os EUA jogam o peso da economia americana contra o Brasil e buscam inviabilizar nosso país em sua base econômica
— Antônio João da Silva, Brasília
Até quando os brasileiros terão que pagar os salários de quem conspira contra a nação?
— Carlos Oliveira, Porto Alegre
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