Khaleda Zia, primeira-ministra de Bangladesh, morre aos 80 anos

Absolvida de corrupção, ela poderia concorrer novamente
Khaleda Zia recebeu uma vitória legal em janeiro que a habilitaria para as eleições de 2026, meses antes de sua morte.
Mark

Por que a morte de Khaleda Zia importa agora, especialmente com eleições marcadas para fevereiro?

Mimi

Porque ela era uma figura central na política de Bangladesh há mais de três décadas. Sua absolvição em janeiro a recolocava no jogo político em um momento de transição. Agora, essa possibilidade desaparece.

Luke

Mas precisamos ser claros: não sabemos se ela realmente concorreria. A absolvição a habilitava, mas não havia confirmação de candidatura.

Mark

E quanto à sua relação com Sheikh Hasina? Elas eram rivais?

Mimi

Profundamente. Hasina governou 15 anos e foi deposta em agosto de 2024. Zia era sua principal oposição política. Agora Hasina está exilada e Zia morreu.

Luke

A dinâmica é complexa. Ambas herdaram poder — Zia do marido militar, Hasina do pai. Mas a fonte não detalha como essa rivalidade se desenrolaria nas eleições de 2026.

Mark

Qual era a base de poder de Khaleda Zia?

Mimi

O Partido Nacionalista de Bangladesh, que ela presidia. E uma identidade política clara: anti-Índia, pró-Paquistão, com alianças com partidos islâmicos.

Luke

Verdade, mas a fonte não explica por que essas posições a mantinham relevante. Há uma base eleitoral específica? Qual é a força atual do partido dela?

Mark

A morte dela muda o cenário das eleições?

Mimi

Certamente. Remove uma candidata potencial e uma figura histórica do debate político.

Luke

Sim, mas não sabemos ainda como os partidos vão se reorganizar. A fonte não menciona quem poderia sucedê-la na liderança do Partido Nacionalista ou como isso afeta as chances eleitorais.

  • Khaleda Zia morreu em 30 de dezembro de 2025, aos 80 anos, num hospital em Daca, sem que as causas fossem divulgadas pelo Partido Nacionalista de Bangladesh.
  • Sua morte ocorre num momento de profunda instabilidade: sua rival histórica, Sheikh Hasina, foi deposta em agosto de 2024 e fugiu do país após uma revolta popular.
  • Em janeiro de 2025, a Suprema Corte havia absolvido Zia de todas as acusações de corrupção, abrindo caminho para sua participação nas eleições gerais previstas para fevereiro de 2026.
  • Com Bangladesh em transição e novas eleições no horizonte, a morte de sua figura mais emblemática da oposição lança incerteza sobre o futuro do Partido Nacionalista e do processo democrático.
  • A trajetória de Zia — do luto pela morte do marido ao poder executivo, passando por prisão e absolvição — encerra-se antes que ela pudesse escrever seu último capítulo político.

Khaleda Zia, que rompeu barreiras de gênero ao se tornar a primeira mulher a governar Bangladesh, morreu aos 80 anos em Daca, deixando para trás décadas de história política marcadas por poder, exílio e rivalidade. Herdeira da trajetória de seu marido assassinado, ela transformou o luto em liderança e governou o país em três momentos distintos, moldando a identidade política de uma nação ainda em busca de equilíbrio. Sua morte chega num instante de rara abertura — absolvida de acusações de corrupção e potencialmente elegível para um novo mandato — lembrando-nos de como o tempo político raramente respeita a biologia humana.

Khaleda Zia, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra de Bangladesh, morreu nesta terça-feira, 30 de dezembro, aos 80 anos, em um hospital na capital Daca. O Partido Nacionalista de Bangladesh confirmou a morte em comunicado nas redes sociais, sem revelar as causas.

Sua entrada na política não foi planejada, mas herdada. Quando seu marido, o militar Ziaur Rahman, foi assassinado num golpe em 1981, Zia encontrou-se no centro de um vácuo de poder — e decidiu preenchê-lo. Em 1991, tornou-se primeira-ministra pela primeira vez, quebrando uma barreira de gênero num país onde mulheres raramente chegavam ao poder executivo. Reeleita em 1996, permaneceu apenas 12 dias no cargo antes de ser removida. Retornou em 2001, desta vez em coalizão com o Jamaat-e-Islami. Ao longo de seus mandatos, ficou conhecida por discursos críticos à Índia e por uma postura de simpatia ao Paquistão.

Sua grande rival foi Sheikh Hasina, filha do primeiro presidente do país. Hasina governou Bangladesh por 15 anos até ser deposta em agosto de 2024, durante uma revolta popular, e fugir ao exterior. O país entrou então em transição, com eleições gerais marcadas para fevereiro de 2026.

Poucos meses antes de morrer, Zia havia conquistado uma vitória significativa: em janeiro de 2025, a Suprema Corte a absolveu de todas as acusações de corrupção que ela sempre classificou como perseguição política. A decisão a tornava elegível para disputar as próximas eleições. Sua morte, portanto, interrompe uma trajetória que parecia prestes a ganhar um novo e improvável capítulo.

Khaleda Zia, a mulher que redefiniu o poder executivo em Bangladesh ao se tornar a primeira-ministra do país, morreu nesta terça-feira, 30 de dezembro, aos 80 anos, em um hospital na capital Daca. O Partido Nacionalista de Bangladesh, do qual era presidente, confirmou a morte por comunicado nas redes sociais, mas não revelou as causas.

Sua trajetória política começou não por eleição própria, mas pela herança de seu marido, o militar Ziaur Rahman, que é creditado por restaurar a democracia em Bangladesh antes de ser assassinado em um golpe militar em 1981. Essa morte prematura do marido a colocou no centro da política nacional, e ela aproveitou essa posição para construir uma carreira que duraria décadas. Em 1991, Zia chegou ao cargo de primeira-ministra pela primeira vez, quebrando uma barreira de gênero em um país onde as mulheres raramente ocupavam postos de poder executivo.

Sua permanência no poder, porém, foi irregular. Reeleita em 1996, ela permaneceu no cargo por apenas 12 dias antes de ser removida. Cinco anos depois, em 2001, retornou ao poder em um arranjo de governo compartilhado com o Jamaat-e-Islami, o principal partido islâmico do país. Durante seus mandatos, Zia se notabilizou por discursos que criticavam a Índia e demonstravam simpatia pelo Paquistão, posições que marcaram sua identidade política e influenciaram as relações exteriores de Bangladesh.

Sua rival de longa data foi Sheikh Hasina, filha do primeiro presidente de Bangladesh. Hasina sucedeu Zia no poder e governou por 15 anos até ser deposta durante uma revolta popular em agosto de 2024, quando fugiu do país. Essa mudança dramática deixou Bangladesh em transição política, com novas eleições gerais marcadas para fevereiro de 2026.

Antes de sua morte, Zia havia recebido uma vitória legal significativa. Em janeiro de 2025, a Suprema Corte de Bangladesh a absolveu de todas as acusações de corrupção que ela considerava politicamente motivadas. Essa decisão a habilitaria a concorrer nas próximas eleições gerais, oferecendo-lhe uma possibilidade de retorno ao poder em um momento de incerteza política no país. Sua morte, portanto, ocorre em um ponto crítico da história política de Bangladesh, quando o país se reorganiza após a queda de seu governo anterior.

Khaleda Zia era presidente do Partido Nacionalista de Bangladesh e conhecida por discursos anti-Índia e simpatia pelo Paquistão
— Contexto político de sua carreira
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