Em Barreiras, no oeste da Bahia, um médico ginecologista de 38 anos teve sua prisão mantida pela Justiça após ser acusado de planejar e participar do sequestro, tortura e estupro de um ex-parceiro de 27 anos. O crime, motivado pelo fim de um relacionamento, revela como o ódio íntimo pode se transformar em violência organizada — com papéis distribuídos, armadilhas calculadas e uma vítima deixada nua à beira de uma estrada. A investigação, construída sobre câmeras, testemunhos e perícias, segue em curso enquanto um quarto suspeito permanece foragido.
Justiça mantém prisão de médico suspeito de contratar sequestro e tortura na Bahia
Planejado após o fim do relacionamento, o crime envolveu contratação de terceiros
Como um médico chega a planejar algo assim contra alguém com quem teve um relacionamento?
A investigação aponta que o crime foi planejado após o fim do relacionamento. Brandão teria contratado outras pessoas para executá-lo, o que sugere premeditação e raiva.
Mas precisamos ser claros: a investigação aponta isso. Não sabemos ainda o que Brandão dirá em sua defesa ou que evidências concretas conectam ele ao planejamento.
A vítima foi deixada nua em uma estrada. Como alguém sobrevive a isso?
Sim, foi deixado em Catolândia após quase duas horas em cativeiro. A brutalidade é real e documentada no registro de ocorrência de setembro de 2025.
O que sabemos é que ele foi encontrado e conseguiu registrar a ocorrência. Não temos informações sobre seu estado de saúde atual ou se recebeu atendimento médico.
Por que a defesa está pedindo acesso aos autos?
Porque sem ver as provas, não podem montar uma defesa adequada. É direito deles, mesmo em caso de prisão temporária.
Exato. E é importante notar que prisão temporária não é condenação. A Justiça manteve a prisão, mas o processo ainda está em investigação. Há um quarto suspeito que ainda não foi preso.
Isso muda em algo a gravidade do que aconteceu?
Não. Independentemente de quem será condenado, um homem foi sequestrado, torturado e estuprado. Isso é fato.
Verdade. Mas a investigação ainda está em curso, e há questões de responsabilidade penal que serão definidas pela Justiça.
The Pulse
- Um homem de 27 anos foi atraído por uma corrida de aplicativo falsa e mantido em cativeiro por quase duas horas, sendo torturado e estuprado antes de ser abandonado nu em uma estrada.
- O médico acusado de orquestrar o crime participou das agressões encapuzado, revelando um nível de premeditação que chocou investigadores e a opinião pública.
- A Polícia Civil deflagrou a Operação Emboscada, cumprindo mandados em quatro endereços e prendendo três suspeitos, enquanto um quarto ainda é procurado.
- A defesa dos acusados alega falta de acesso aos autos e invoca a presunção de inocência, aguardando a liberação das peças investigatórias para atuar plenamente.
- O caso permanece sob segredo de justiça, e a investigação avança com análise de dispositivos eletrônicos apreendidos e provas periciais.
Em Barreiras, no oeste da Bahia, um médico ginecologista de 38 anos teve sua prisão mantida pela Justiça após ser acusado de planejar e participar do sequestro, tortura e estupro de um ex-parceiro de 27 anos. O crime, motivado pelo fim de um relacionamento, revela como o ódio íntimo pode se transformar em violência organizada — com papéis distribuídos, armadilhas calculadas e uma vítima deixada nua à beira de uma estrada. A investigação, construída sobre câmeras, testemunhos e perícias, segue em curso enquanto um quarto suspeito permanece foragido.
Um médico ginecologista de 38 anos, Rodrigo Costa Brandão, permanece preso após a Justiça manter sua detenção na primeira semana de setembro. Ele é acusado de ter planejado e participado diretamente do sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos na região de Barreiras, no oeste baiano — crime motivado, segundo as investigações, pelo fim de um relacionamento entre os dois.
A vítima, motorista de aplicativo, foi atraída até o local por meio de uma corrida solicitada por Hayra Haianne Queiroz, uma das pessoas que Brandão teria contratado para executar o plano. No cativeiro, o homem ficou por quase duas horas. Brandão teria participado das agressões encapuzado, ao lado de Adilson Rodrigues Macedo e de um quarto suspeito ainda foragido. Após as violências, a vítima foi deixada nua em uma estrada na região de Catolândia.
A Polícia Civil cumpriu mandados em quatro endereços, apreendeu dispositivos eletrônicos e construiu a investigação com base em imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e provas periciais. Os três presos respondem por sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.
As defesas de Brandão e Adilson informaram que ainda não tiveram acesso completo aos autos — o processo corre em segredo de justiça — e reafirmaram a presunção de inocência de seus clientes. Adilson será submetido à audiência de custódia e, por orientação de seu advogado, exercerá o direito ao silêncio. A defesa de Hayra não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.
Um médico ginecologista de 38 anos permanece preso após decisão da Justiça na quinta-feira, 3 de setembro. Rodrigo Costa Brandão foi detido durante a Operação Emboscada, deflagrada pela Polícia Civil, e é acusado de ter planejado e participado diretamente da tortura e estupro de um homem de 27 anos na região de Barreiras, no oeste baiano. A investigação, que começou em setembro de 2025 quando a vítima registrou ocorrência, aponta que o crime foi motivado pelo fim de um relacionamento entre os dois.
Segundo as apurações da TV Bahia com fontes ligadas à investigação, Brandão teria contratado outras duas pessoas para executar o sequestro: Hayra Haianne Queiroz e Adilson Rodrigues Macedo. A vítima, que trabalhava como motorista de aplicativo, foi atraída até o local do crime por meio de uma corrida solicitada por Hayra. Uma vez no cativeiro, o homem permaneceu por quase duas horas. Conforme apurado, Brandão participou das agressões encapuzado, enquanto Adilson também participou da tortura ao lado de um quarto suspeito ainda procurado pela polícia.
Após as violências, a vítima foi deixada nua em uma estrada na região de Catolândia. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca em quatro endereços ligados aos investigados e apreendeu diversos materiais, incluindo dispositivos eletrônicos que serão analisados. A investigação examinou imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, trajetos percorridos pelos envolvidos e provas periciais. Os três detidos — Brandão, Hayra e Adilson — são suspeitos dos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.
A defesa de Brandão, através do escritório Dourivaldo Aquino Advogados Associados, informou que a prisão é de natureza temporária e provisória, ainda no âmbito de investigação em curso. O escritório alegou que não teve acesso à integralidade das peças investigatórias e que o processo corre em segredo de justiça, impedindo uma manifestação técnica responsável. A defesa reafirmou a presunção de inocência e aguarda a liberação dos autos para exercer plenamente suas prerrogativas profissionais.
Adilson Rodrigues Macedo Silva também tem defesa atuando no caso. Seu advogado, Felipe Amorim Antunes Santos, informou que a prisão foi decretada por 30 dias e que o investigado será submetido à audiência de custódia. Por orientação da defesa, Adilson exercerá o direito ao silêncio até que os advogados tenham acesso completo à investigação. A defesa de Hayra Haianne Queiroz foi contatada pela reportagem, mas não havia se posicionado até a última atualização. Um quarto suspeito envolvido no crime ainda é procurado pela polícia.
Notable Quotes
Prisão temporária não representa condenação, tampouco declaração de culpa, devendo ser preservadas a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.— Escritório Dourivaldo Aquino Advogados Associados, defesa de Rodrigo Costa Brandão