Judô estreia no Spaten Fight com vitória de Rafaela Silva e derrota de Bia Souza

A invencibilidade contra um adversário desaparece em uma noite
Bia Souza perde pela primeira vez para Raz Hershko após seis vitórias consecutivas, quebrando uma sequência que parecia inabalável.
Mark

Por que é significativo que Rafaela Silva tenha vencido Prisca Awiti justamente agora, nessa mudança de categoria?

Mimi

Porque Rafaela está provando que consegue competir no mais alto nível mesmo depois de mudar de peso. Prisca é vice-campeã olímpica — não é qualquer adversária. Essa vitória valida a decisão de Rafaela de migrar.

Luke

Mas é apenas um confronto. Não sabemos ainda se Rafaela vai manter esse nível consistentemente no peso-meio-médio ou se foi um bom resultado isolado.

Mark

E quanto a Bia Souza? Como ela perde para alguém que havia derrotado seis vezes?

Mimi

Raz Hershko claramente evoluiu. Bia vinha invicta contra ela, mas isso não significa que a israelense não estava melhorando. Às vezes o adversário encontra a resposta.

Luke

O que a gente não sabe é o que mudou especificamente. Raz treinou diferente? Bia não estava em seu melhor? O formato do Spaten Fight influenciou? A fonte não detalha isso.

Mark

Então esses resultados realmente marcam um novo ciclo?

Mimi

Marcam mudanças, sim. Rafaela em uma categoria nova, Bia perdendo uma invencibilidade. São sinais de que as coisas estão se reorganizando.

Luke

Mas precisamos de mais contexto para saber se são mudanças duradouras ou apenas variações de um fim de semana. Um evento não define uma trajetória.

  • O judô chegou a um evento de grande visibilidade pela primeira vez, elevando a pressão sobre duas das maiores atletas brasileiras da modalidade.
  • Rafaela Silva dissipou dúvidas sobre sua transição para os 63 quilos ao vencer com clareza uma rival de calibre olímpico que nunca havia enfrentado antes.
  • Bia Souza, que havia dominado Raz Hershko em todas as seis ocasiões anteriores — incluindo a final olímpica de Paris-2024 —, sofreu sua primeira derrota para a israelense, abalando uma das sequências mais sólidas do judô feminino.
  • O resultado de Bia não é apenas uma derrota pontual: sinaliza uma reconfiguração real na disputa pelo topo do peso-pesado no novo ciclo olímpico.
  • O Brasil encerrou a noite dividido entre a afirmação de uma e a vulnerabilidade revelada da outra, ambas as histórias apontando para um ciclo competitivo em plena redefinição.

Na noite de sábado, o judô fez sua estreia no Spaten Fight Night, na Arena Pacaembu, em São Paulo, carregando consigo a ambivalência que o esporte de alto rendimento frequentemente impõe: uma vitória que consolida e uma derrota que transforma. Rafaela Silva confirmou sua adaptação a uma nova categoria ao superar a vice-campeã olímpica Prisca Awiti, enquanto Bia Souza, campeã olímpica em Paris-2024, viu desmoronar uma invencibilidade de seis confrontos diante da israelense Raz Hershko. O tatame, como sempre, lembrou que nenhuma trajetória é linear — e que cada ciclo reescreve as hierarquias.

O judô estreou no Spaten Fight Night na noite de sábado, 29 de agosto, na Arena Pacaembu, em São Paulo, com duas histórias que caminharam em direções opostas.

Rafaela Silva abriu os confrontos diante da mexicana Prisca Awiti — um duelo inédito, apesar das longas carreiras de ambas. A brasileira venceu com autoridade, marcando waza-ari e yuko contra a atual vice-campeã olímpica do peso-meio-médio. O resultado reforça sua consolidação nos 63 quilos, categoria para a qual migrou neste ciclo após anos dominando o peso-leve, fase em que conquistou o ouro em Rio-2016 e títulos mundiais em 2013 e 2022.

Minutos depois, Bia Souza entrou no tatame contra Raz Hershko carregando um histórico perfeito: seis vitórias em seis encontros oficiais, incluindo a final olímpica de Paris-2024, quando um o-soto-gari lhe rendeu o ouro. A vantagem acumulada ao longo de anos, porém, não resistiu à noite paulistana. Hershko venceu, quebrando a sequência e registrando sua primeira vitória sobre a brasileira em qualquer competição oficial.

Os dois resultados definiram o primeiro capítulo do judô no evento: enquanto Rafaela consolidava sua transição vencendo uma rival de pedigree olímpico, Bia via sua invencibilidade específica chegar ao fim. Juntos, os confrontos sinalizam que o novo ciclo competitivo das judocas brasileiras segue em movimento — e que as hierarquias continuam sendo reescritas a cada combate.

O judô chegou ao Spaten Fight Night pela primeira vez na noite de sábado, 29 de agosto, trazendo consigo duas histórias que se cruzaram na Arena Pacaembu, em São Paulo. Uma terminou em vitória para o Brasil. A outra, em derrota inesperada.

Rafaela Silva abriu os confrontos da modalidade no evento. A carioca enfrentou a mexicana Prisca Awiti em um duelo que nunca havia acontecido antes, apesar das longas carreiras que ambas construíram no tatame. Silva venceu de forma clara, marcando waza-ari e yuko contra a atual vice-campeã olímpica do peso-meio-médio. O resultado consolidou a brasileira em sua nova categoria — ela migrou para os 63 quilos neste ciclo olímpico depois de dominar o peso-leve durante anos, período em que conquistou o ouro em Rio-2016 e títulos mundiais em 2013 e 2022.

O primeiro encontro entre as duas refletia uma realidade do esporte de alto rendimento: mesmo com trajetórias paralelas e de grande visibilidade, atletas de categorias diferentes raramente se cruzam. Prisca chegava ao confronto como a segunda colocada nos Jogos Olímpicos de Paris, enquanto Rafaela buscava consolidar sua posição na categoria que escolheu para continuar sua carreira.

Minutos depois, foi a vez de Bia Souza entrar no tatame contra a israelense Raz Hershko. O cenário parecia favorável à brasileira. Bia tinha um histórico perfeito contra a adversária — seis vitórias em seis encontros oficiais. O mais recente deles havia sido a final do peso-pesado nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, quando Bia marcou um o-soto-gari para conquistar o ouro. Naquela ocasião, a brasileira havia dominado completamente a disputa.

Mas o sábado em São Paulo trouxe um resultado diferente. Raz Hershko venceu, quebrando uma sequência que parecia inabalável. Foi a primeira derrota de Bia para essa adversária em qualquer competição oficial, um resultado que marca uma mudança significativa na dinâmica entre as duas atletas. O que havia sido uma vantagem consolidada ao longo de anos desapareceu em uma noite.

Os dois resultados — a vitória de Rafaela e a derrota de Bia — definiram o primeiro capítulo do judô no Spaten Fight Night. Enquanto uma atleta consolidava sua transição para uma nova categoria vencendo uma rival de pedigree olímpico, a outra via sua invencibilidade contra um adversário específico chegar ao fim. Ambos os resultados sinalizam que o novo ciclo competitivo das judocas brasileiras segue em movimento, com trajetórias que se redefinem a cada confronto.

Bia Souza era favorita na disputa contra Raz Hershko, mas acabou derrotada
— Folha de S.Paulo
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