James Gray assina cartaz da 50ª Mostra de São Paulo e exibe 'Tigre de Papel'

Um reconhecimento raro e abrangente para um diretor fora do circuito mainstream
James Gray recebe cartaz, prêmio e retrospectiva na 50ª Mostra de São Paulo.
Mark

Por que James Gray merecia uma homenagem tão abrangente — cartaz, prêmio, retrospectiva — tudo junto?

Mimi

Porque ele é um cineasta que trabalha fora do sistema convencional. Seus filmes não são blockbusters, mas têm uma força que ressoa em festivais e entre cinéfilos. A Mostra reconhece isso.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente o que a curadoria considerou. É uma decisão institucional, não há critério público declarado. Pode ser prestígio, pode ser amizade, pode ser que ele tenha um filme particularmente forte este ano.

Mark

"Tigre de Papel" é um filme novo, então?

Mimi

Sim, é seu filme mais recente. Tem Adam Driver e Miles Teller no elenco — atores de peso. Vai abrir o festival.

Luke

Mas não sabemos como foi recebido antes. Não há informação sobre críticas, prêmios anteriores, nada. Só que vai abrir a Mostra.

Mark

E o debate com Walter Salles — isso é comum?

Mimi

Debates entre cineastas depois de exibições são parte da programação de festivais. Salles é um nome importante no cinema brasileiro, então é um encontro significativo.

Luke

Verdade, mas a gente não sabe se foi planejado assim desde o início ou se é uma adição. E não há informação sobre quantas pessoas podem assistir ou como funciona a dinâmica.

Mark

A programação parece muito focada em prêmios internacionais — Cannes, especialmente.

Mimi

É. A Mostra está trazendo filmes que já foram reconhecidos em outros grandes festivais. Isso dá credibilidade e atrai público.

Luke

Mas também levanta uma pergunta: quanto da seleção é descoberta e quanto é confirmação de sucessos já conhecidos? Não há informação sobre isso na matéria.

  • A 50ª edição da Mostra chega carregada de peso histórico e com uma programação que rivaliza com os grandes festivais internacionais.
  • James Gray, presença rara em festivais brasileiros, estará pessoalmente em São Paulo para abrir o evento com 'Tigre de Papel' e participar de um debate ao lado de Walter Salles.
  • Filmes premiados em Cannes — incluindo 'Minotaur', de Zviaguinstev, e 'Rehearsals for a Revolution', da iraniana Pegah Ahangarani — ampliam o alcance geopolítico da seleção.
  • A curadoria aposta em vozes de diferentes continentes, do Japão à Nigéria, sinalizando um festival que recusa fronteiras cinematográficas.
  • O evento, que ocorre de 14 a 29 de outubro, ancora-se também no passado com obras restauradas do soviético Artavazd Peleshian, pioneiro do documentário experimental.

Há cinquenta anos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo se firmou como um dos grandes encontros entre o cinema de autor e o público brasileiro. Nesta edição jubilar, o festival escolhe James Gray — cineasta que construiu sua obra à margem do espetáculo comercial — para ocupar o centro simbólico do evento, com cartaz, prêmio e retrospectiva. É um gesto que diz algo sobre o que o cinema de arte preserva: a memória dos que insistem em fazer diferente.

A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo escolheu James Gray como figura central de sua edição jubilar. O cineasta americano, reconhecido por obras como 'Os Donos da Noite' e cultuado nos circuitos de cinema de arte, assinará o cartaz do festival, receberá o prêmio Leon Cakoff e será homenageado com uma retrospectiva dedicada à sua trajetória.

A abertura está marcada para 14 de outubro, com a exibição de 'Tigre de Papel', seu filme mais recente, estrelado por Adam Driver e Miles Teller. Gray estará presente em uma sessão de debate na Sala Petrobras da Mostra, no Solar Fábio Prado, ao lado do cineasta Walter Salles. Os ingressos para os eventos especiais serão divulgados nas próximas semanas.

A programação, que se estende até 29 de outubro, reúne títulos premiados internacionalmente. O russo Andrei Zviaguinstev traz 'Minotaur', grande prêmio do júri em Cannes. O japonês Kiyoshi Kurosawa apresenta 'The Samurai and the Prisioner'. A seleção inclui ainda 'Everytime', premiado em Um Certo Olhar, e 'Rehearsals for a Revolution', da iraniana Pegah Ahangarani, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário.

Entre os demais destaques estão 'Clarissa', dos nigerianos Arie e Chuko Asiri, além de obras já anunciadas de Ryusuke Hamaguchi e Pawel Pawlikowski. A Mostra também exibirá filmes restaurados do soviético Artavazd Peleshian, figura fundadora do documentário experimental. Em cinco décadas, o festival consolidou-se como um dos espaços mais relevantes para o cinema de autor no calendário global.

A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reservou um lugar de destaque para James Gray. O cineasta americano não apenas apresentará pessoalmente seu filme mais recente, "Tigre de Papel", estrelado por Adam Driver e Miles Teller, como também assinará o cartaz da edição, receberá o prêmio Leon Cakoff e será tema de uma retrospectiva dedicada. É um reconhecimento raro e abrangente para um diretor que construiu sua carreira fora do circuito mainstream — Gray, conhecido por filmes como "Os Donos da Noite", é um nome que o cinema de arte e ensaio cultiva com devoção.

"Tigre de Papel" abrirá o festival no dia 14 de outubro. Além da sessão de abertura, o filme terá uma exibição seguida de debate na Sala Petrobras da Mostra, no Solar Fábio Prado, com a presença do próprio Gray e do cineasta Walter Salles, diretor de "Ainda Estou Aqui". Detalhes sobre a venda de ingressos para esses eventos serão divulgados nas próximas semanas.

A programação da Mostra, que se estende até 29 de outubro, reflete uma curadoria atenta aos prêmios e reconhecimentos internacionais. O russo Andrei Zviaguinstev apresentará "Minotaur", que conquistou o grande prêmio do júri no Festival de Cannes. O japonês Kiyoshi Kurosawa traz "The Samurai and the Prisioner". Há também espaço para "Everytime", coroado na mostra Um Certo Olhar em Cannes, e "Rehearsals for a Revolution", da cineasta iraniana Pegah Ahangarani, que recebeu o Olho de Ouro de melhor documentário.

A seleção inclui ainda "Clarissa", dos cineastas nigerianos Arie e Chuko Asiri, exibido na Quinzena de Cineastas de Cannes. Esses títulos se somam a outros já anunciados: "All of a Sudden", de Ryusuke Hamaguchi, e "A Terra do Meu Pai", de Pawel Pawlikowski. A Mostra também apresentará obras restauradas do diretor soviético Artavazd Peleshian, uma figura central na história do documentário experimental.

O festival consolida-se, assim, como um espaço onde o cinema de autor encontra visibilidade e onde cineastas consagrados internacionalmente recebem o reconhecimento de uma instituição que, há cinco décadas, marca presença no calendário cinematográfico global.

Gray é um cineasta que trabalha fora do sistema convencional, com filmes que ressoam em festivais e entre cinéfilos
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