A JBS, gigante da proteína animal, atravessa uma fronteira simbólica ao transformar resíduos de sua cadeia bovina em um suplemento de colágeno voltado ao bem-estar e à beleza. O movimento revela como a economia circular pode ser também uma estratégia de expansão: o que antes era descartado agora chega embalado ao mercado global de saúde. Com R$ 400 milhões investidos e uma fábrica inteiramente automatizada no interior de São Paulo, a empresa sinaliza que sua ambição vai muito além do frigorífico.
JBS lança 'super colágeno' e entra no mercado de suplementos alimentares
O primeiro colágeno completamente caracterizado do mercado
Por que a JBS decidiu entrar agora no mercado de suplementos? Não é um salto muito grande para uma empresa de carnes?
Não é tão grande quanto parece. A JBS já tinha a Genu-in trabalhando com colágeno e gelatina — resíduos da produção bovina transformados em ingredientes. O passo seguinte é natural: vender direto ao consumidor final, não apenas para outros fabricantes.
Mas qual é a evidência de que essa tecnologia Peptide Profile Tailoring é realmente inovadora? A empresa faz essa afirmação, mas há validação independente?
A fonte não menciona estudos clínicos publicados ou certificações externas. É o que a JBS diz sobre seu próprio produto.
E o mercado de colágeno já não é saturado? Como eles vão se diferenciar?
Eles apostam na padronização — dizem ser o primeiro colágeno completamente caracterizado no mercado. Se isso for verdade, é um diferencial real.
Novamente, é o que eles dizem. A reportagem não traz a perspectiva de concorrentes ou especialistas independentes sobre se essa padronização é realmente única.
A fábrica em Presidente Epitácio parece impressionante — 100% automatizada, R$ 400 milhões investidos.
É. E ela já estava operando desde 2022, então não é exatamente uma novidade de infraestrutura. O novo é o produto de consumo final.
Exato. A fábrica já existia. O que é novo é apenas o Genu-in® Life Skin como produto de marca própria.
Le Pouls
- A JBS entra oficialmente no mercado de suplementos com o Genu-in® Life Skin, seu primeiro produto wellness, posicionado como o colágeno mais tecnologicamente avançado do setor no Brasil.
- A tecnologia Peptide Profile Tailoring permite mapear cada peptídeo da fórmula com precisão inédita, diferenciando o produto em um mercado saturado de promessas genéricas.
- A fábrica de Presidente Epitácio, 100% automatizada e com capacidade de 6 mil toneladas anuais de peptídeos, representa o maior investimento do setor no país — R$ 400 milhões aplicados desde 2022.
- O modelo de economia circular fecha o ciclo: a pele bovina que antes era descartada na produção de carne agora se converte em ingrediente de alto valor agregado para o segmento de saúde e beleza.
- O lançamento posiciona a JBS em um segmento em expansão global, diversificando receitas e reduzindo a dependência exclusiva do mercado de proteína animal.
A JBS, gigante da proteína animal, atravessa uma fronteira simbólica ao transformar resíduos de sua cadeia bovina em um suplemento de colágeno voltado ao bem-estar e à beleza. O movimento revela como a economia circular pode ser também uma estratégia de expansão: o que antes era descartado agora chega embalado ao mercado global de saúde. Com R$ 400 milhões investidos e uma fábrica inteiramente automatizada no interior de São Paulo, a empresa sinaliza que sua ambição vai muito além do frigorífico.
A JBS decidiu cruzar uma fronteira que poucos esperavam: a dos suplementos alimentares. O resultado é o Genu-in® Life Skin, um colágeno apresentado pela empresa como o primeiro verdadeiramente padronizado do setor, com efeito 360° no corpo e ação reforçada sobre a pele. O produto nasce dentro da Genu-in, divisão de novos negócios da companhia dedicada à economia circular.
A tecnologia que sustenta o lançamento se chama Peptide Profile Tailoring e permite identificar com precisão não apenas o peso molecular do colágeno, mas cada peptídeo presente na fórmula — um diferencial técnico que a diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS, Vivian Zague, descreve como a porta de entrada da empresa no segmento de saúde e beleza.
A produção acontece em Presidente Epitácio, no interior paulista, em uma planta inaugurada em agosto de 2022. Totalmente automatizada e considerada a mais moderna do setor no Brasil, a fábrica produz 6 mil toneladas anuais de peptídeos de colágeno e outras 6 mil de gelatina, atendendo clientes em múltiplos países. O investimento total foi de R$ 400 milhões.
A lógica do negócio é circular: a matéria-prima é a própria pele bovina gerada na cadeia de produção da JBS. O que antes era resíduo agora se converte em produto de consumo direto, posicionado em um mercado de wellness que cresce tanto no Brasil quanto globalmente — e que a empresa passa a disputar com infraestrutura e conhecimento já consolidados.
A JBS, império construído pelos irmãos Batista, decidiu entrar em um mercado que cresce sem parar: o dos suplementos alimentares. O movimento é concreto e já tem nome: Genu-in® Life Skin, um colágeno que a empresa apresenta como o primeiro verdadeiramente padronizado do setor, com o que chamam de efeito 360° no corpo e ação reforçada sobre a pele.
O produto nasceu dentro da Genu-in, divisão da JBS Novos Negócios que trabalha com economia circular — transformando resíduos da produção em ingredientes de valor agregado. A tecnologia por trás dele é chamada Peptide Profile Tailoring, e segundo a empresa, ela permite caracterizar com precisão não apenas o peso molecular do colágeno, mas cada um dos peptídeos presentes na fórmula. Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS, descreve o lançamento como um avanço no mercado e a porta de entrada da empresa no segmento de saúde e beleza.
A fabricação acontece em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, em uma planta que começou a operar em agosto de 2022. A fábrica é descrita como a mais moderna do setor no Brasil e a única totalmente automatizada. Ela produz anualmente 6 mil toneladas de peptídeos de colágeno e outras 6 mil toneladas de gelatina, abastecendo clientes em diferentes países. O investimento foi de R$ 400 milhões.
O modelo de negócio reforça o compromisso da JBS com a economia circular: a matéria-prima é a pele de bovinos que vem de sua própria cadeia de produção. Nada se perde. O que antes era descartado agora se transforma em um produto de consumo direto, posicionado no segmento de wellness que segue em expansão tanto no Brasil quanto globalmente.
O lançamento marca um passo estratégico da empresa para além da carne vermelha, aproveitando infraestrutura e conhecimento já consolidados para capturar valor em um mercado de suplementos que não para de crescer.
Citations marquantes
O Genu-in® Life Skin representa um avanço no mercado de colágeno e nossa entrada no segmento de saúde e beleza— Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS