No coração de São Paulo, sob os arcos do Theatro Municipal, o Brasil reuniu jornalistas, acadêmicos, servidores públicos e ativistas para celebrar aquilo que a corrupção tenta sufocar: a integridade como prática cotidiana. O Instituto Não Aceito Corrupção entregou, em sua sexta edição, 41 reconhecimentos a iniciativas espalhadas por vinte estados — um mapa da resistência silenciosa que persiste mesmo diante da impunidade. O gesto não é apenas simbólico: é a afirmação de que combater a corrupção é possível, necessário e, sobretudo, replicável.
Instituto Não Aceito Corrupção premia 41 iniciativas de combate à corrupção
A corrupção pode e deve ser controlada
Por que um prêmio como esse importa? Não é só uma celebração?
É mais que celebração. Quando você premia uma reportagem que expõe corrupção policial ou um sistema que analisa licitações, você está dizendo que esse trabalho é importante e que merece ser visto. Cria um incentivo.
Mas a corrupção continua acontecendo. O prêmio muda algo?
Não muda tudo de uma vez. Mas muda a conversa. Quando 223 projetos se inscrevem de 20 estados diferentes, significa que há pessoas em muitos lugares tentando fazer algo. O prêmio amplifica isso.
Qual é a diferença entre uma reportagem que ganha e um projeto de tecnologia que ganha?
A reportagem expõe o que está errado. O projeto de tecnologia tenta impedir que aconteça. Você precisa dos dois. Precisa de quem denuncia e de quem constrói ferramentas para prevenir.
Esse "Deu Certo!" é interessante. O que significa?
Significa que nem tudo fica só no papel. Alguns projetos que ganharam antes foram realmente implementados e funcionaram. Isso é raro o suficiente para merecer menção especial.
E essa nova categoria de prevenção que vão criar?
É um sinal de que estão aprendendo. Não é só reconhecer quem combate corrupção depois que ela acontece. É começar a valorizar quem tenta evitar que aconteça em primeiro lugar.
O Pulso
- Com 223 inscrições de cinco regiões do país, o Prêmio Inac revelou a escala de um movimento que cresce nas margens do poder — em redações, laboratórios, tribunais e secretarias estaduais.
- O Grande Prêmio foi para 'Bonde dos Fantasmas', reportagem que expôs um esquema de corrupção dentro da própria polícia do Rio de Janeiro, mostrando que a vigilância jornalística ainda alcança onde o Estado falha a si mesmo.
- A investigação sobre um 'balcão de sentenças' no STJ, publicada pela revista Piauí, venceu na categoria de jornalismo investigativo — sinalizando que nem as mais altas cortes estão imunes ao escrutínio público.
- Ferramentas como o 'Cidadão.AI' e o 'SIGIMAR' indicam que a tecnologia e a gestão pública estão sendo mobilizadas como instrumentos concretos de transparência, não apenas como promessas.
- O presidente do instituto anunciou uma nova categoria para a próxima edição, focada em prevenção — um sinal de que o movimento quer agir antes do crime, e não apenas depois do escândalo.
No coração de São Paulo, sob os arcos do Theatro Municipal, o Brasil reuniu jornalistas, acadêmicos, servidores públicos e ativistas para celebrar aquilo que a corrupção tenta sufocar: a integridade como prática cotidiana. O Instituto Não Aceito Corrupção entregou, em sua sexta edição, 41 reconhecimentos a iniciativas espalhadas por vinte estados — um mapa da resistência silenciosa que persiste mesmo diante da impunidade. O gesto não é apenas simbólico: é a afirmação de que combater a corrupção é possível, necessário e, sobretudo, replicável.
Na noite de 24 de agosto, o Theatro Municipal de São Paulo abriu suas portas para uma cerimônia incomum: a celebração de quem escolheu enfrentar a corrupção. O Instituto Não Aceito Corrupção entregou a sexta edição de seu prêmio de integridade, reconhecendo 41 finalistas distribuídos em sete categorias — da academia ao jornalismo investigativo, da tecnologia à governança corporativa.
A convocação nacional atraiu 223 inscrições de vinte estados, refletindo a capilaridade de um esforço que não se concentra apenas nos grandes centros. Entre os destaques da noite, o Grande Prêmio foi concedido à reportagem 'Bonde dos Fantasmas', da jornalista Roberta de Souza, do jornal Extra, que investigou um esquema de corrupção dentro da polícia fluminense. Na categoria de jornalismo investigativo, venceu 'Verdadeiro comércio', apuração de Breno Pires para a revista Piauí sobre um suposto balcão de sentenças no Superior Tribunal de Justiça.
Os demais premiados ilustraram a diversidade do campo: um projeto sobre integridade no Ministério Público venceu na academia; uma ferramenta de análise de licitações foi reconhecida na experiência profissional; o 'Cidadão.AI' levou o prêmio de tecnologia e inovação; e o 'SIGIMAR', sistema de gestão de integridade do Maranhão, foi destacado em governança corporativa. A menção honrosa 'Deu Certo!' premiou um projeto de educação em valores do Ministério Público de Goiás — reconhecendo iniciativas que saíram do papel e geraram resultados concretos.
Roberto Livianu, presidente do instituto, encerrou a noite com um anúncio e uma frase que resumiu o espírito do evento: para a próxima edição, uma nova categoria voltada à prevenção da corrupção será criada. 'A corrupção nunca vai ser extinta, mas ela pode e deve ser controlada', disse. A cantora Tiê encerrou a cerimônia de forma voluntária, num gesto que o próprio instituto destacou como alinhado aos valores que o prêmio busca celebrar.
Na noite de segunda-feira, 24 de agosto, o Teatro Municipal de São Paulo recebeu uma cerimônia dedicada a reconhecer quem está trabalhando para frear a corrupção. O Instituto Não Aceito Corrupção entregou seu prêmio de integridade em sua sexta edição, celebrando 41 iniciativas que se destacaram no combate à corrupção e na promoção de práticas adequadas tanto na gestão pública quanto privada.
O prêmio atraiu atenção em todo o país. A convocação recebeu 223 inscrições vindas de vinte estados nas cinco regiões brasileiras. Essas candidaturas foram avaliadas e condensadas em sete categorias de premiação: academia, tecnologia e inovação, experiência profissional, boas práticas de governança corporativa, jornalismo investigativo, comunicadores locais, e integridade no esporte e na cultura. A edição também concedeu uma menção honrosa especial chamada "Deu Certo!", destinada a reconhecer projetos que haviam vencido em anos anteriores e conseguiram ser implementados com resultados concretos.
O Grande Prêmio da noite foi para a reportagem "Bonde dos Fantasmas", assinada pela jornalista Roberta de Souza do jornal Extra. O trabalho investigou um esquema de corrupção dentro da polícia do Rio de Janeiro e conquistou primeiro lugar na categoria de comunicadores locais antes de ser selecionado como o melhor entre todos os finalistas. Na categoria de jornalismo investigativo, a vitória ficou com "Verdadeiro comércio", uma investigação sobre um balcão de sentenças no Superior Tribunal de Justiça, assinada por Breno Pires e publicada pela revista Piauí.
Os outros vencedores refletiram a amplitude do trabalho de integridade em diferentes setores. Na academia, Gustavo Henrique de Andrade Cordeiro, da Univem, foi premiado por um projeto sobre integridade no Ministério Público e enriquecimento ilícito. Márcio Medeiro Gomes, da Eficácia Organização, venceu na categoria de experiência profissional com o "Caule – Central de Análise Universal de Licitações e Editais". Anderson Henrique da Silva, do IFSULDEMINAS | NTLabs.dev, conquistou o prêmio de tecnologia e inovação com o "Cidadão.AI". Fabiana Gracindo Bentes de Rengifo, do Instituto Sou do Esporte, foi reconhecida na categoria de integridade no esporte e na cultura. Hugo Augusto Brandão dos Santos, da Secretaria de Estado de Transparência e Controle do Maranhão, venceu em boas práticas de governança corporativa com o "SIGIMAR – Sistema de Gestão de Integridade do Maranhão". A menção honrosa "Deu Certo!" foi para "Educação de Valores", um projeto do Ministério Público do Estado de Goiás conduzido por Renata Dantas de Morais e Macedo.
Roberto Livianu, procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, discursou durante a cerimônia destacando a importância do prêmio para avançar na prevenção e combate à corrupção. Ele ressaltou que o reconhecimento de reportagens, projetos e ações inovadoras é fundamental para o trabalho contínuo. Livianu também anunciou que para a próxima edição há planos de criar uma nova categoria focada especificamente no fomento à prevenção da corrupção. "A corrupção nunca vai ser extinta, mas ela pode e deve ser controlada", afirmou durante o evento.
A cerimônia no Theatro Municipal reuniu representantes do poder público, jornalismo, academia, sociedade civil e iniciativa privada. A apresentação musical ficou a cargo da cantora Tiê, que participou de forma voluntária segundo o instituto. O evento marcou não apenas o reconhecimento de trabalhos já realizados, mas também sinalizou a intenção de expandir e aprofundar os esforços de combate à corrupção nos próximos anos.
Citações Notáveis
O prêmio é uma iniciativa de extrema importância para o avanço na prevenção e combate à corrupção, destacando reportagens, projetos e ações inovadoras— Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção
A corrupção nunca vai ser extinta, mas ela pode e deve ser controlada— Roberto Livianu, durante discurso na cerimônia