A cada quatro anos, o Brasil é convidado a reescrever seu próprio destino nas urnas — e outubro de 2026 não será diferente. Presidência, Congresso e governos estaduais serão decididos num momento em que a desinformação circula com a mesma velocidade que as promessas. A sabedoria democrática exige que o eleitor vá além da emoção e da lealdade cega, confrontando fatos com propostas e biografias com realizações concretas. O voto, exercido com consciência, é o ato fundador de qualquer projeto coletivo de nação.
A coragem de votar pelo Brasil: responsabilidade democrática nas eleições de outubro
O voto é o instrumento mais poderoso de uma democracia
Por que o artigo insiste tanto que a escolha do Congresso é tão importante quanto a do presidente?
Porque nos últimos anos o Brasil vive uma situação em que nenhum presidente consegue governar sozinho. O poder real está no equilíbrio entre o Executivo e o Legislativo. Um presidente fraco no Congresso fica refém dos deputados e senadores.
Mas o eleitor comum não pensa assim. Pensa em presidente, em quem vai estar no Palácio do Planalto.
Exatamente. E por isso o artigo chama isso de irresponsabilidade. O eleitor que vota conscientemente para presidente mas depois vota em qualquer um para deputado está abrindo mão de metade do poder que tem.
O texto menciona fake news várias vezes. Qual é o papel delas nessas eleições?
As mentiras já estão circulando. Contra candidatos, a favor de candidatos, sobre propostas que nunca foram feitas. O eleitor que não procura fontes confiáveis e que acredita no primeiro vídeo que vê nas redes sociais está votando sem saber em quem está votando.
E quanto aos candidatos mencionados? Parecem muito diferentes uns dos outros.
São. Há desde gente ligada ao velho coronelismo até candidatos que prometem soluções vazias. Há oportunistas. E há lideranças cujas histórias são conhecidas há décadas. O ponto é que o eleitor precisa conhecer essas diferenças de verdade, não por resumos de campanha.
O artigo diz que não há soluções simples para problemas complexos. Isso não desanima o eleitor?
Deveria ser o contrário. Deveria fazer o eleitor desconfiar de quem promete soluções simples. Crescimento econômico, desigualdade, segurança, educação — tudo isso é complicado. Quem diz que resolve em três meses está mentindo.
E depois da votação? O que muda?
Nada muda se o eleitor desaparecer. A responsabilidade continua. É preciso fiscalizar os eleitos, cobrar transparência, participar. O voto é o começo, não o fim.
O Pulso
- A corrida eleitoral de 2026 já está contaminada por fake news que circulam tanto contra quanto a favor de candidatos, exigindo vigilância ativa de cada eleitor.
- A disputa presidencial reúne perfis radicalmente distintos — da extrema direita bolsonarista a projetos de inclusão social — tornando a escolha mais complexa e consequente do que parece.
- Um erro recorrente ameaça a qualidade da democracia brasileira: eleitores ignoram as eleições para deputados e senadores, sem perceber que o poder real reside no equilíbrio entre Executivo e Legislativo.
- Organizações de imprensa e sociedade civil tentam oferecer ferramentas de verificação e comparação de propostas, mas a responsabilidade final de buscar fontes confiáveis recai sobre o próprio cidadão.
- O processo não se encerra no dia da votação — a fiscalização permanente dos eleitos e a participação ativa da sociedade são o verdadeiro teste da maturidade democrática do país.
A cada quatro anos, o Brasil é convidado a reescrever seu próprio destino nas urnas — e outubro de 2026 não será diferente. Presidência, Congresso e governos estaduais serão decididos num momento em que a desinformação circula com a mesma velocidade que as promessas. A sabedoria democrática exige que o eleitor vá além da emoção e da lealdade cega, confrontando fatos com propostas e biografias com realizações concretas. O voto, exercido com consciência, é o ato fundador de qualquer projeto coletivo de nação.
Quando o futebol sai de cena, a política volta ao centro da vida brasileira. Em outubro de 2026, os eleitores escolherão deputados, senadores, governadores e presidente — uma decisão que moldará o país pelos próximos quatro anos e afetará a vida de milhões de pessoas.
A imprensa tem o dever de informar e questionar, mas cabe ao eleitor buscar fontes confiáveis e se defender da onda de mentiras que sempre acompanha campanhas. As falsidades já circulam, esperando quem acredite sem pensar. Um erro grave e recorrente é concentrar atenção apenas na disputa presidencial: a composição do Congresso é igualmente decisiva, pois o poder real no Brasil depende do equilíbrio entre Executivo e Legislativo.
Entre os candidatos ao Planalto, perfis muito diferentes disputam o voto — do velho coronelismo agrário a promessas econômicas vazias, de escritores de autoajuda a oportunistas de movimentos recentes. Flávio Bolsonaro representa a extrema direita marcada por escândalos e submissão a lideranças estrangeiras. Lula encarna décadas de política nacional, com apoio popular massivo, propostas de inclusão social e valorização do salário mínimo, mas também com críticas e controvérsias acumuladas.
Nenhum candidato deve estar acima do escrutínio público. O que importa é confrontar o que dizem com o que fizeram, comparar promessas com capacidade real de execução e verificar biografias contra fatos comprovados — não interpretações deles. O Brasil enfrenta desafios imensos em economia, segurança, saúde, educação e meio ambiente. Não existem salvadores capazes de governar sozinhos.
O voto consciente exige avaliar propostas, alianças, histórico judicial, desempenho fiscal e compromisso democrático — sem deixar que fake news distorçam o julgamento. Mais do que escolher um governante, o eleitor decide qual projeto de país quer construir. Essa responsabilidade não termina na cabine de votação: continua na fiscalização permanente dos eleitos e na participação ativa da sociedade. Os candidatos passarão. O Brasil ficará — e serão os brasileiros, com suas escolhas, os principais autores do próximo capítulo de sua história.
Depois que o futebol sai de cena, a política retorna ao centro das atenções no Brasil. Em outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. Não se trata apenas de um ritual que a democracia exige. Trata-se de uma decisão que moldará o país pelos próximos quatro anos, definindo caminhos que afetarão a vida de milhões de pessoas.
A imprensa tem o dever de informar, comparar propostas, questionar candidatos e expor suas histórias. Mas cabe ao eleitor fazer sua parte: procurar fontes confiáveis, estudar o passado de quem quer votar, e se defender contra a onda de mentiras que sempre acompanha campanhas eleitorais. As falsidades já circulam, tanto contra quanto a favor de candidatos. Elas estão lá, esperando encontrar quem acredite sem pensar.
Muitos eleitores concentram sua atenção apenas na disputa presidencial, como se o presidente pudesse governar sozinho. Esse é um erro grave. A escolha do Congresso Nacional é tão decisiva quanto a do presidente. Nos últimos anos, o Brasil tem vivido uma situação estranha e perigosa: o poder real depende do equilíbrio entre o Executivo e o Legislativo. Ignorar a eleição para deputados e senadores é abrir mão da responsabilidade democrática. É irresponsabilidade pura.
No Palácio do Planalto, candidatos de perfis muito diferentes disputam o voto. Há nomes ligados ao velho coronelismo agrário, como Ronaldo Caiado. Há quem prometa soluções econômicas vazias, como Romeu Zema. Há candidatos da chamada "terceira via" sem programa definido, como Augusto Cury, um escritor de autoajuda. E há oportunistas que emergiram de movimentos políticos recentes e estranhos, como Renan Santos. Esses são apenas os que já aparecem nas pesquisas. Há outros ainda.
Mas há também lideranças cujos estilos e programas são bem conhecidos. Flávio Bolsonaro representa a extrema direita brasileira, um grupo que segue envolvido em escândalos constantes e que se submete a líderes estrangeiros. Seu discurso é o mesmo do pai, que está inelegível e cumpre penas. Luiz Inácio Lula da Silva simboliza um projeto que marcou décadas da política nacional, acumulando apoio popular massivo, mas também críticas e controvérsias. Lula defende a soberania nacional e propõe políticas de inclusão social, estabilidade econômica, valorização do salário mínimo e investimentos nas áreas sociais.
Cada candidatura desperta simpatias e rejeições. Nenhum político merece estar acima do escrutínio público. Nenhum deve ser julgado apenas por slogans, posts em redes sociais ou histórias inventadas por adversários. O que importa é confrontar o que os candidatos dizem com o que realmente fizeram, comparar promessas com a capacidade real de executá-las, e verificar suas biografias contra fatos comprovados. Fatos, não interpretações deles.
O Brasil enfrenta desafios imensos. Crescimento econômico, redução das desigualdades, segurança pública, saúde, educação, preservação ambiental, geração de empregos e equilíbrio das contas públicas continuarão exigindo decisões políticas difíceis. Não existem soluções simples para problemas complexos. Não há salvadores da pátria capazes de governar sozinhos.
A democracia exige escolhas conscientes. O voto não pode ser movido apenas por emoção, raiva momentânea ou lealdade cega a um político. Exige reflexão e responsabilidade. Exige avaliar propostas, alianças, histórico judicial e criminal conforme a Lei da Ficha Limpa, desempenho fiscal e contábil, trajetória política e pessoal, e compromisso com princípios democráticos. Tudo isso sem deixar que fake news influenciem a decisão.
Mais do que escolher um governante, o eleitor está decidindo qual projeto de país quer construir. Essa escolha não termina no dia da votação. Continua na fiscalização permanente dos eleitos, na exigência de transparência e na participação ativa da sociedade. O voto é o instrumento mais poderoso que uma democracia possui. Pode fortalecer instituições, impulsionar políticas públicas e promover mudanças positivas. Quando exercido sem responsabilidade, pode premiar o radicalismo, o despreparo, o oportunismo, a corrupção e a desinformação. Os candidatos e suas campanhas passarão. O Brasil ficará. Serão os brasileiros, com suas escolhas, os principais responsáveis por escrever o próximo capítulo da história nacional.
Citações Notáveis
Votar para presidente e desmerecer os candidatos às casas parlamentares é irresponsabilidade com a democracia— Artigo de opinião da Folha de S.Paulo
Fatos, não versões deles — é o que importa ao confrontar discursos com resultados e promessas com capacidade de execução— Artigo de opinião da Folha de S.Paulo