Em Campo Grande, um homem foi preso por ter atropelado intencionalmente uma jovem com quem manteve um relacionamento, usando um carro roubado e com placa clonada — gesto que a lei enquadra como tentativa de feminicídio. Thayssa Fernanda permanece internada em estado grave desde 23 de março, carregando no corpo as marcas de uma violência que não foi impulsiva, mas calculada. O caso lembra, mais uma vez, que a violência doméstica raramente termina com o fim do relacionamento — e que suas consequências podem ser irreversíveis.
Homem é preso por atropelar jovem de propósito em Campo Grande
avançou propositalmente com o veículo em direção à moto
Por que a polícia classificou isso como tentativa de feminicídio e não apenas como atropelamento?
Porque testemunhas disseram que ele avançou propositalmente contra a moto onde ela estava. Não foi um acidente — foi deliberado. E ele tinha um relacionamento anterior com ela.
Mas as testemunhas viram claramente a intenção, ou estão interpretando o que viram? Há diferença entre "avançou na direção" e "avançou para atingir".
É verdade. O que sabemos é que ele dirigiu na direção dela, não parou, e saiu do local. A intenção é o que a polícia e a justiça precisam provar.
E esse envolvimento com milícia que a delegada mencionou — já há confirmação disso?
Não. A delegada disse que estão apurando. É uma linha de investigação, não um fato estabelecido ainda.
Então temos um atropelamento intencional confirmado por testemunhas, mas a questão da milícia ainda está aberta.
E o carro roubado com placa clonada — isso sugere premeditação?
Sugere, sim. Mas também pode significar que ele simplesmente tinha acesso a um carro roubado. A polícia vai precisar estabelecer se ele sabia que era roubado, se planejou usar esse carro especificamente para isso.
Muitas perguntas ainda em aberto. O que está confirmado é a gravidade do estado dela e que ele foi preso.
Il Polso
- Uma jovem foi atropelada propositalmente por um ex-companheiro enquanto estava na garupa de uma moto, sofrendo traumatismo craniano e ferimentos que a mantêm em estado grave há mais de uma semana.
- O agressor usou um carro roubado em janeiro e com placa clonada, o que sugere premeditação e levanta suspeitas sobre sua possível ligação com grupos milicianos da região.
- Testemunhas viram o motorista dirigir deliberadamente contra a motocicleta e, depois de ver a vítima caída no chão, abandonar o local sem prestar qualquer socorro.
- A polícia prendeu João Carlos da Silva Neto no domingo, após investigações conjuntas entre a 35ª Delegacia e a Delegacia de Atendimento à Mulher.
- As autoridades agora investigam conexões entre o suspeito e milícias locais, ampliando o alcance do caso para além do crime passional.
Em Campo Grande, um homem foi preso por ter atropelado intencionalmente uma jovem com quem manteve um relacionamento, usando um carro roubado e com placa clonada — gesto que a lei enquadra como tentativa de feminicídio. Thayssa Fernanda permanece internada em estado grave desde 23 de março, carregando no corpo as marcas de uma violência que não foi impulsiva, mas calculada. O caso lembra, mais uma vez, que a violência doméstica raramente termina com o fim do relacionamento — e que suas consequências podem ser irreversíveis.
No domingo, agentes da 35ª Delegacia de Polícia e da Delegacia de Atendimento à Mulher prenderam João Carlos da Silva Neto, acusado de atropelar intencionalmente Thayssa Fernanda em Campo Grande. A jovem estava na garupa de uma motocicleta conduzida por um primo quando o veículo avançou deliberadamente contra ela. João Carlos havia mantido um relacionamento com a vítima.
Testemunhas relataram que o motorista não apenas dirigiu em direção à moto de forma proposital, como também observou Thayssa caída no chão antes de abandonar o local sem prestar socorro. Desde o dia 23 de março, ela permanece internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, com traumatismo craniano e quadro clínico grave.
O carro usado no crime foi encontrado posteriormente em uma área de mata de difícil acesso. A investigação revelou que o veículo havia sido roubado em janeiro no bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio, e circulava com placa clonada — detalhes que apontam para um crime planejado. A delegada responsável pelo caso, Fernanda Catherine, informou que as autoridades também apuram possíveis vínculos entre o suspeito e grupos milicianos que atuam na região. João Carlos segue à disposição da justiça.
No domingo, a polícia de Campo Grande prendeu um homem acusado de tentar matar uma jovem mulher atropelando-a propositalmente com um carro. João Carlos da Silva Neto foi detido por agentes da 35ª Delegacia de Polícia e da Delegacia de Atendimento à Mulher após investigações que apontaram sua responsabilidade no incidente.
Thayssa Fernanda estava na garupa de uma motocicleta conduzida por um primo quando foi atingida pelo veículo. Segundo relatos de quem presenciou o atropelamento, João Carlos — com quem a jovem havia mantido um relacionamento — dirigiu deliberadamente em direção à moto. Testemunhas também afirmaram que ele não parou para prestar socorro. Antes de abandonar o local, o motorista ainda observou a vítima caída no chão.
A colisão deixou Thayssa em estado grave. Desde 23 de março, ela permanece internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, com traumatismo craniano e ferimentos graves. Seu quadro de saúde continua delicado.
O veículo usado no crime foi localizado posteriormente em uma área de mata de difícil acesso. A polícia descobriu que o carro havia sido roubado em janeiro no bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio, e circulava com uma placa clonada — indicativo de que o crime foi planejado ou, no mínimo, cometido com um veículo já comprometido pela lei.
O caso ganhou uma dimensão adicional quando investigadores começaram a examinar possíveis conexões entre João Carlos e grupos milicianos que atuam na região. A delegada Fernanda Catherine, responsável pelas investigações, afirmou que estão apurando o envolvimento do suspeito com a milícia local. Ele segue à disposição da justiça enquanto as autoridades trabalham para esclarecer todos os aspectos do atropelamento e suas possíveis motivações.
Citazioni salienti
Ele hoje segue à disposição da justiça e nós estamos apurando nesse momento o seu envolvimento com a milícia local— Delegada Fernanda Catherine, responsável pelo caso