Grupo Casais inaugura hub tecnológico em Braga para industrializar construção

A industrialização é a ferramenta para aumentar a eficiência
O presidente do Grupo Casais explica a estratégia central do novo hub de Braga.
Mark

O que torna este hub diferente de uma fábrica de construção tradicional?

Mimi

A diferença está na integração. Não é apenas produzir componentes num local e transportá-los. É coordenar projeto, produção, logística e montagem como um sistema único, usando BIM e robótica para eliminar ineficiências em cada passo.

Luke

Mas o documento não diz quanto tempo isto poupa, nem quanto custa, nem quantas casas podem ser construídas desta forma. Sabemos que é mais eficiente em teoria, mas os números concretos não estão lá.

Mark

O ministro disse que isto ajuda a resolver a crise habitacional. Há evidência disso?

Mimi

O que o ministro fez foi reconhecer o potencial. A Casais tem escala — 1.018 milhões de euros em negócios — e agora tem infraestrutura. Mas é cedo para dizer que isto resolve a crise.

Luke

Exatamente. O ministro fez uma afirmação política, não uma análise de impacto. Não sabemos quantas unidades habitacionais este hub pode produzir por ano, nem qual é a procura real.

Mark

Porque é que a robótica e a IA generativa importam aqui?

Mimi

Porque permitem customização em massa. O SPOT mapeia obras em 3D e trabalha em zonas perigosas. A micro-fábrica robotizada consegue mudar de produto sem parar. Isto reduz tempo de paragem e aumenta a flexibilidade.

Luke

Verdade, mas o documento mostra apenas demonstrações. Não há dados sobre produção real, taxas de erro, ou como isto se compara com métodos convencionais em termos de custo final.

Mark

Porque é que Braga foi escolhida?

Mimi

A Casais nasceu lá em 1958. É uma questão de raízes e de continuidade. O presidente da câmara sublinhou que a empresa nunca deixou de investir no território.

Luke

Isso é verdade, mas também é uma decisão de negócio. Braga tem infraestrutura, mão de obra, e a Casais já tem operações lá. Não é apenas sentimento.

Mark

Quantas empresas trabalham dentro do hub?

Mimi

Nove: Blufab, Bluint, BluMEP, HidroCNT, Opertec, Quadrina, TopBIM, Twin Studio e Undel. Cada uma com especialização diferente.

Luke

Mas não sabemos como colaboram, se há conflitos de interesse, ou qual é a estrutura de governança. O documento lista nomes, mas não explica a dinâmica.

  • Portugal enfrenta uma crise habitacional aguda e o setor da construção tradicional — lento, caro e imprevisível — não tem conseguido responder à altura da procura.
  • O Grupo Casais concentrou em Braga nove empresas especializadas, robótica avançada e coordenação digital para criar uma cadeia de produção que funciona como uma fábrica de edifícios.
  • Um cão-robô da Boston Dynamics mapeia obras em 3D e uma micro-fábrica produz componentes diferentes sem paragens para reconfiguração — sinais de que a automação já entrou no estaleiro.
  • O ministro Manuel Castro Almeida classificou a Casais como 'um exemplo para o país', reconhecendo publicamente o potencial da industrialização da construção como instrumento de política habitacional.
  • Com 1.018 milhões de euros de volume de negócios em 2025 e presença em 18 países, o grupo posiciona o hub não apenas como estratégia empresarial, mas como proposta de transformação estrutural do setor em Portugal.

Em Braga, cidade onde nasceu há quase sete décadas, o Grupo Casais inaugurou um hub tecnológico que propõe tratar a construção civil com a lógica da manufatura de precisão — robótica, digitalização e produção industrializada ao serviço de um país com falta de casas. A presença do ministro da Economia na cerimónia não foi protocolar: foi um sinal de que o Estado vê nesta iniciativa privada uma resposta possível a uma crise que o setor público ainda não conseguiu resolver. Quando a urgência habitacional encontra a ambição industrial, a pergunta que fica é se a escala será suficiente para mudar o ritmo de um setor historicamente avesso à transformação.

Em Braga, numa quinta-feira de outubro, o Grupo Casais abriu o Casais Offsite & Technology Hub — um complexo industrial e tecnológico concebido para reinventar a forma como Portugal constrói. A cerimónia contou com a presença do ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, que reconheceu na iniciativa uma resposta possível à crise habitacional portuguesa.

O hub reúne sob o mesmo teto coordenação digital por BIM, engenharia, produção fora do canteiro e integração de componentes industrializados. A lógica é ambiciosa: tratar a construção como se trata a indústria automóvel, tornando cada fase — projeto, produção, logística, montagem — mais eficiente e previsível. Nove empresas especializadas operam no espaço, cada uma num segmento distinto da cadeia de valor.

Na abertura, o grupo apresentou desenvolvimentos robóticos que ilustram a aposta: uma micro-fábrica com programação generativa capaz de produzir diferentes componentes sem reconfiguração manual, e o SPOT, cão-robô da Boston Dynamics que mapeia obras em três dimensões e atua em zonas de risco, servindo também como plataforma de experimentação para inteligência artificial generativa.

António Carlos Rodrigues, presidente do grupo, descreveu o hub como o espaço onde se concentram competências e tecnologia para acelerar a transformação do setor. O ministro foi mais longe, chamando à Casais 'um exemplo para o país' com 'boas condições para ajudar no problema de falta de casas em Portugal'. O presidente da Câmara de Braga recordou que a empresa, fundada na cidade em 1958, nunca deixou de investir no território onde nasceu.

Com um volume de negócios de cerca de 1.018 milhões de euros em 2025 e presença em 18 países, o Grupo Casais posiciona este hub como mais do que uma aposta empresarial — como uma ferramenta potencial de política pública para um setor pressionado a entregar mais casas, mais depressa e com menos desperdício.

Em Braga, o Grupo Casais abriu as portas do Casais Offsite & Technology Hub, um complexo industrial e tecnológico pensado para reinventar a forma como Portugal constrói. A inauguração, realizada numa quinta-feira de outubro, contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que viu na iniciativa mais do que um investimento empresarial: uma resposta possível à crise habitacional que atravessa o país.

O novo espaço reúne sob um mesmo teto as competências dispersas do grupo — coordenação digital através de BIM, engenharia, produção fora do canteiro de obras e integração de componentes industrializados. A lógica é simples mas ambiciosa: se a construção tradicional é lenta, cara e imprevisível, talvez a solução seja tratá-la como se trata a indústria automóvel ou a manufatura de precisão. Cada fase — projeto, produção, logística, montagem — está pensada para alimentar a seguinte com máxima eficiência. O resultado prometido é edifícios mais previsíveis, de melhor qualidade, mais sustentáveis e mais resilientes.

Nove empresas trabalham dentro do hub, cada uma especializada num segmento diferente da cadeia de valor: Blufab, Bluint, BluMEP, HidroCNT, Opertec, Quadrina, TopBIM, Twin Studio e Undel. Durante a cerimónia de abertura, o grupo apresentou o que chama de desenvolvimentos robóticos. Destaque para uma micro-fábrica robotizada que combina programação generativa com produção multiproduto — o que significa que consegue fabricar diferentes componentes sem parar para reconfiguração manual, aumentando tanto a velocidade como a capacidade de personalização. Também foi apresentado o SPOT, um cão-robô da Boston Dynamics que mapeia obras em três dimensões e trabalha em zonas onde a presença humana seria arriscada, funcionando simultaneamente como plataforma de experimentação para integrações de inteligência artificial generativa.

António Carlos Rodrigues, presidente do Grupo Casais, enquadrou a iniciativa como resposta a uma necessidade estrutural. "A industrialização é a nossa ferramenta para aumentar a eficiência," disse, acrescentando que o hub é o espaço onde o grupo concentra competências, tecnologia e capacidade produtiva para acelerar a transformação do setor. O ministro Castro Almeida foi mais longe, descrevendo a Casais como "um exemplo para o país" e reconhecendo que a empresa tem "boas condições para ajudar no problema de falta de casas em Portugal."

João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, sublinhou que a Casais, fundada na cidade em 1958, nunca deixou de investir no território onde nasceu. O novo hub, na sua leitura, combina tecnologia e capacidade industrial para responder a necessidades concretas — habitação, escolas, infraestruturas — que Braga e o país enfrentam.

O Grupo Casais é hoje um dos cinco maiores players da construção em Portugal. Opera em quatro áreas de negócio — Construction, Industries, Capital e Real Estate — e tem presença em 18 países. Em 2025, o volume de negócios agregado foi de aproximadamente 1.018 milhões de euros, com 550 milhões gerados no mercado nacional e 468 milhões no internacional. O hub de Braga representa uma aposta clara na ideia de que a industrialização não é apenas uma estratégia empresarial, mas potencialmente uma ferramenta de política pública para um setor que enfrenta pressão crescente para entregar mais casas, mais depressa, e com menos desperdício.

A industrialização é a nossa ferramenta para aumentar a eficiência e acreditamos que será essencial para a transição da construção
— António Carlos Rodrigues, presidente do Grupo Casais
Um exemplo para o país com boas condições para ajudar no problema de falta de casas em Portugal
— Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial
Contáctanos FAQ