Globo retorna à Libertadores com transmissão protocolar após 3 anos

Uma transmissão protocolar, sem nada especial para marcar o retorno
A volta da Globo à Libertadores após três anos foi discreta, sem celebração ou destaque especial.
Mark

Por que a Globo rescindiu o contrato em 2020 se a competição ainda existia?

Mimi

A pandemia havia parado tudo. Não havia jogos sendo disputados, e a Globo decidiu não esperar. Saiu antes do retorno, em setembro de 2020. Foi uma aposta que não deu certo.

Mark

E o que aconteceu com os direitos nesse período?

Mimi

Foram transferidos. O SBT pegou a TV aberta, e a Conmebol criou sua própria plataforma de pay-per-view para o que a Globo havia deixado. Outras competições também foram para lá.

Mark

Como a Globo conseguiu voltar?

Mimi

Negociou com a Conmebol e venceu uma licitação em 2022 pelos direitos de 2023 a 2026. Mas voltou em posição menor — não controla mais a produção das imagens.

Mark

Por que não colocou o jogo na TV aberta?

Mimi

O BBB é a prioridade nesta época do ano. A Globo poderia ter transmitido, como fez antes, mas escolheu o reality show. O jogo preliminar não era prioridade.

Mark

Quem realmente produziu o que a gente viu na tela?

Mimi

A Conmebol. Ela controla as imagens, os gráficos, o placar — tudo. A Globo apenas transmite. Será assim pelos próximos quatro anos.

Mark

Isso significa que a Globo perdeu poder?

Mimi

Perdeu. Antes ela produzia, decidia como mostrar o jogo. Agora recebe um sinal pronto e o distribui. É uma volta menor do que era antes.

  • Depois de rescindir unilateralmente o contrato com a Conmebol em plena pandemia, a Globo levou quase três anos para reconquistar os direitos da Libertadores — e o fez sem que o público na TV aberta sequer percebesse.
  • O jogo entre Carabobo e Atlético-MG, disputado na Venezuela, ficou restrito ao Globoplay enquanto o BBB dominava a grade da emissora líder, revelando a hierarquia real das prioridades editoriais.
  • A transmissão foi conduzida por uma equipe da filial mineira da Globo, sem identidade visual da emissora na tela — as imagens, os gráficos e o placar eram todos controlados pela Conmebol, dona da produção visual por contrato.
  • O retorno esperado com frases como 'a Libertadores está voltando para casa' aconteceu em silêncio: sem pós-jogo, sem marca d'água, sem alarde — o sinal foi cortado minutos após o apito final.
  • A expectativa agora se volta para abril, quando a fase de grupos deve finalmente levar a competição à TV aberta, dando ao retorno da Globo a visibilidade que a estreia deliberadamente evitou.

Após quase três anos de ausência, o Grupo Globo retomou silenciosamente sua relação com a Copa Libertadores, transmitindo a estreia do Atlético-MG na competição apenas pelo Globoplay, sem cerimônia nem celebração na TV aberta. O retorno, que poderia ter sido tratado como um reencontro simbólico com a maior competição de clubes do continente, foi absorvido pela rotina da emissora — subordinado ao BBB e à lógica comercial da temporada. Há algo revelador nessa discrição: grandes retornos nem sempre chegam com fanfarra, e o peso de um momento histórico frequentemente se dissolve na normalidade do cotidiano.

Quase três anos se passaram desde que a TV Globo transmitiu um jogo da Libertadores com um time brasileiro em campo. A pandemia de 2020 havia interrompido a competição, e o Grupo Globo aproveitou o momento para rescindir unilateralmente seu contrato com a Conmebol. O SBT herdou os direitos de TV aberta, e a Conmebol TV absorveu o restante. Em 2023, após vencer uma licitação para o período de 2023 a 2026, a Globo voltou — mas de forma tão discreta que poucos notaram.

O jogo de estreia do Atlético-MG, contra o Carabobo na Venezuela pela segunda fase preliminar, terminou sem gols e sem aparecer na TV aberta. Ficou restrito ao Globoplay. Os direitos de TV paga e streaming pago pertencem à Disney, que exibiu a partida na ESPN e no Star+. A escolha da Globo não foi acidental: nesta época do ano, o BBB domina a programação, e a transmissão preliminar da Libertadores não entrou na disputa.

Quem acompanhou pelo Globoplay viu uma transmissão narrada por Rogério Corrêa, da Globo Minas, com comentaristas e repórter de arbitragem também da filial mineira. Competente e familiar, mas sem nada que marcasse o momento como especial. Na tela, durante os noventa minutos, não havia marca da Globo — nem logo, nem marca d'água. As imagens, os gráficos e o placar eram todos responsabilidade da Conmebol, que controlará a produção visual pelos próximos quatro anos.

No intervalo, um repórter falou sobre o próximo jogo do Cruzeiro, sinalizando que a transmissão havia sido pensada para o público mineiro. Rogério Corrêa não fez provocações ao SBT nem celebrou o retorno com as frases grandiosas que outros narradores da rede haviam usado em anúncios recentes. Ao fim, o Globoplay seguiu o sinal oficial da Conmebol, exibiu entrevistas em espanhol e encerrou a transmissão minutos após o apito final. A expectativa agora é que a Libertadores chegue à TV aberta apenas em abril, quando a fase de grupos começar.

Quase três anos se passaram desde que a TV Globo transmitiu um jogo da Libertadores com um time brasileiro em campo. A pandemia de covid-19 havia interrompido a competição, e quando tudo parou em 2020, o Grupo Globo rescindiu unilateralmente seu contrato com a Conmebol. A emissora carioca e sua plataforma de TV paga, o sportv, saíram da maior competição de clubes da América do Sul antes mesmo que as partidas retornassem, em setembro daquele ano. Naquele vazio, o SBT herdou os direitos de TV aberta, enquanto a Conmebol TV e outras plataformas de pay-per-view absorveram o que a Globo havia deixado para trás.

Em 2023, após negociar com a Conmebol, o Grupo Globo conseguiu voltar. Venceu uma licitação para os direitos de transmissão de 2023 a 2026 e retomou seu lugar na competição. Hoje, essa volta aconteceu — mas de forma tão discreta que poucos notaram. O jogo entre Atlético-MG e Carabobo, disputado na Venezuela pela segunda fase preliminar, terminou sem gols. Não foi transmitido na TV aberta. Ficou restrito ao Globoplay, a plataforma de streaming da emissora. Os direitos de TV paga e streaming pago pertenciam à Disney, que exibiu a partida na ESPN e no Star+.

A escolha da Globo de não colocar o jogo na TV aberta não foi acaso. Nesta época do ano, a prioridade da emissora líder é o BBB, o reality show que domina a programação. A transmissão preliminar da Libertadores poderia ter ido para a TV aberta — como a própria Globo fez em 2019 e 2020, e como o SBT fez em 2021 e 2022. Mas não foi assim. O retorno foi protocolar, sem alarde, sem celebração.

Quem acompanhou a transmissão pelo Globoplay viu um jogo narrado por Rogério Corrêa, da Globo Minas, acompanhado pelos comentaristas Henrique Fernandes e Fábio Jr., com Janette Mara Arcanjo cuidando da arbitragem. Todos da filial mineira. A sensação era a de estar diante de qualquer outro jogo transmitido pelo sportv ou pelo Premiere — competente, familiar, mas sem nada que marcasse o momento como especial. As imagens chegaram ao Globoplay cerca de vinte minutos antes do apito inicial, precedidas pela vinheta oficial da Libertadores e propagandas de patrocinadores. Essa exposição dos patrocinadores havia sido fundamental para a Globo vencer o SBT na licitação de 2022.

Mas na tela, durante os noventa minutos, não havia marca da Globo. Nem marca d'água do Globoplay, nem logo da emissora. As imagens, os gráficos, o placar, as substituições — tudo era responsabilidade da Conmebol. Essa será a realidade dos próximos quatro anos: a Conmebol controla a produção visual, e a Globo apenas transmite. No intervalo, um repórter entrou para falar sobre o próximo jogo do Cruzeiro, sinalizando que a transmissão havia sido pensada para o público de Minas Gerais. Rogério Corrêa, que já havia passado pela TV Alterosa, a afiliada do SBT em Minas, não fez qualquer provocação à emissora rival, nem exaltou a própria Globo com frases como "a Libertadores está voltando para casa", expressões que outros narradores da rede haviam usado em anúncios recentes.

Ao fim, o Globoplay seguiu o sinal oficial e exibiu entrevistas com jogadores feitas por repórteres da Conmebol em espanhol. Não houve pós-jogo estendido. O sinal foi interrompido minutos depois do apito final. A volta dos brasileiros à Libertadores pelo Grupo Globo, portanto, foi exatamente o que parecia ser: mais um jogo, com a qualidade de sempre, mas sem sobressaltos ou grandes novidades. A expectativa agora é pela entrada da competição na TV aberta Globo, o que deve acontecer apenas quando a fase de grupos começar, em abril.

A volta dos brasileiros à Libertadores pelo Grupo Globo pode ser definida como se fosse mais um jogo no sportv ou no Premiere. Com a qualidade de sempre, mas sem sobressaltos e nem grandes novidades.
— Análise da transmissão
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