Em um país que ainda carrega as marcas de uma pandemia longa e desigual, o Brasil avança mais um passo na proteção de suas populações mais vulneráveis: gestantes e puérperas passaram a ter acesso, a partir de 20 de março, à vacina bivalente da Pfizer — um imunizante atualizado para enfrentar as subvariantes ômicron que seguem em circulação. A medida integra um calendário nacional gradual, que reconhece, na ordem das prioridades, a fragilidade particular de certos corpos diante da doença.
Gestantes e puérperas começam a receber vacina bivalente contra Covid-19
Proteção contra a cepa original e as subvariantes ômicron
Por que gestantes e puérperas precisam dessa vacina bivalente agora? Elas não receberam proteção antes?
Receberam, mas a vacina original foi desenvolvida contra a cepa inicial do coronavírus. A bivalente é uma atualização que também protege contra as subvariantes ômicron, que circulam agora. Para gestantes e puérperas, essa proteção adicional é importante porque elas têm vulnerabilidades específicas.
Mas o texto não explica por que março é o momento certo. Alguns estados já estavam vacinando esse grupo há semanas — então por que a data nacional é agora?
Ótima pergunta. O Ministério da Saúde estabeleceu um calendário nacional em janeiro, e 20 de março é quando a vacinação de gestantes e puérperas começa oficialmente em todo o país. Alguns estados saíram na frente, mas agora é nacional.
E quem mais pode tomar?
Idosos acima de 60, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas — o programa começou em 27 de fevereiro. Em abril, expande para profissionais de saúde, pessoas com deficiência, população carcerária.
Há um detalhe importante: você precisa ter completado o esquema anterior — pelo menos duas doses — e esperar quatro meses desde a última. Nem todo mundo que quer pode tomar agora.
E essa história de "xepa" em São Paulo?
Doses que sobram no final do dia são oferecidas a profissionais de saúde que se inscrevem antes. É uma forma de não desperdiçar.
Mas isso é só em alguns municípios, não é nacional. O texto deixa claro que é uma iniciativa local.
Il Polso
- A vacina bivalente da Pfizer — mais eficaz contra as subvariantes ômicron do que a formulação original — chegou ao Brasil em 27 de fevereiro, mas o acesso ainda é restrito a grupos prioritários, criando uma corrida silenciosa por doses.
- Gestantes e mulheres com até 45 dias de pós-parto entraram oficialmente no calendário em 20 de março, embora alguns estados já tivessem antecipado a vacinação desse grupo, gerando disparidades regionais.
- Para se vacinar, é preciso ter completado o esquema básico — mínimo de duas doses — e respeitar um intervalo de quatro meses desde a última aplicação, condições que excluem parte das interessadas.
- Em cidades como São Paulo, a estratégia da 'xepa' aproveita doses remanescentes ao fim do expediente para vacinar profissionais de saúde cadastrados, revelando tanto a criatividade logística quanto a escassez relativa do imunizante.
- A partir de 17 de abril, o programa se expande para profissionais de saúde, pessoas com deficiência, população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas — sinalizando uma cobertura progressivamente mais ampla e inclusiva.
Em um país que ainda carrega as marcas de uma pandemia longa e desigual, o Brasil avança mais um passo na proteção de suas populações mais vulneráveis: gestantes e puérperas passaram a ter acesso, a partir de 20 de março, à vacina bivalente da Pfizer — um imunizante atualizado para enfrentar as subvariantes ômicron que seguem em circulação. A medida integra um calendário nacional gradual, que reconhece, na ordem das prioridades, a fragilidade particular de certos corpos diante da doença.
Desde 20 de março, gestantes e mulheres em período pós-parto — até 45 dias após o nascimento — passaram a ter acesso à vacina bivalente contra a Covid-19 nos postos de saúde brasileiros. O calendário foi anunciado pelo Ministério da Saúde em janeiro, embora alguns estados já tivessem antecipado a vacinação desse grupo. Antes de buscar atendimento, recomenda-se verificar a situação específica de cada região.
A vacina bivalente da Pfizer é uma versão atualizada do imunizante original: além de proteger contra o coronavírus em sua forma inicial, combate também as subvariantes ômicron, oferecendo cobertura mais ampla. O Brasil começou a distribuí-la em 27 de fevereiro, expandindo o acesso de forma gradual. Já faziam parte do programa idosos acima de 60 anos, imunocomprometidos a partir de 12 anos, residentes de instituições de longa permanência e populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Para receber a dose, é necessário ter completado o esquema vacinal básico e respeitar um intervalo de quatro meses desde a última aplicação.
Em municípios como São Paulo, doses remanescentes ao fim do expediente são oferecidas a profissionais de saúde previamente cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde — prática conhecida como 'xepa'. A expansão continua em abril: a partir do dia 17, profissionais de saúde, pessoas com deficiência permanente, população privada de liberdade, adolescentes em medidas socioeducativas e funcionários do sistema penitenciário também poderão receber a vacina, ampliando significativamente o alcance do programa.
A partir desta segunda-feira, 20 de março, gestantes e mulheres no período pós-parto — até 45 dias após o nascimento — passaram a ter acesso à vacina bivalente contra a Covid-19 em postos de saúde do Brasil. O calendário segue a programação divulgada pelo Ministério da Saúde em janeiro, embora alguns estados já tivessem iniciado a vacinação desse grupo semanas antes. Quem deseja se imunizar deve verificar a situação específica de sua região antes de procurar atendimento.
A vacina bivalente da Pfizer representa uma atualização do imunizante original. Enquanto a versão anterior protegia principalmente contra o coronavírus em sua forma inicial, esta nova formulação foi desenvolvida para combater também as subvariantes ômicron, oferecendo cobertura mais ampla contra as variantes em circulação. O Brasil começou a oferecer essa dose adicional em 27 de fevereiro, expandindo gradualmente o acesso conforme o calendário nacional.
Além de gestantes e puérperas, o programa de vacinação já incluía idosos com mais de 60 anos, pacientes imunocomprometidos a partir de 12 anos, residentes de instituições de longa permanência, e populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Para receber a vacina bivalente, é necessário ter completado o esquema vacinal anterior — no mínimo duas doses — e respeitar um intervalo de quatro meses desde a última dose aplicada.
Em alguns municípios, como São Paulo, a estratégia de vacinação inclui uma prática conhecida como "xepa": ao final do expediente, doses remanescentes da Pfizer são oferecidas a profissionais de saúde que se inscrevam previamente na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Para participar, é preciso apresentar comprovante de endereço e realizar o cadastro antecipado.
O calendário de expansão continua em abril. A partir do dia 17, a vacina será disponibilizada nacionalmente para profissionais de saúde, pessoas com deficiência permanente a partir de 12 anos, população privada de liberdade, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e funcionários do sistema penitenciário. Essa segunda fase amplia significativamente o alcance do programa, incorporando grupos que não estavam contemplados na etapa inicial.
Citazioni salienti
A vacina bivalente nada mais é do que uma atualização do imunizante, protegendo não apenas contra a cepa original do coronavírus, mas também combatendo as subvariantes ômicron— Ministério da Saúde (conforme calendário nacional de vacinação)