General russo acusado de ataque a hospital pediátrico em Kiev é alvejado em Engels

Ataque ao hospital Okhmatdyt em julho de 2024 matou três pessoas, incluindo uma criança ferida que morreu dias depois, e deixou dezenas de feridos; centenas de doentes e funcionários foram evacuados.
Os criminosos russos não se esconderam — vão ser encontrados
Zelensky respondeu ao ataque contra Varpakhovich, prometendo operações assimétricas em resposta.
Mark

Porque é que este ataque específico a Varpakhovich importa agora, meses depois do ataque ao hospital?

Mimi

Porque ele foi formalmente acusado de crimes de guerra há apenas três dias. A Ucrânia estava a construir o caso, e depois ele foi alvejado. É uma resposta muito direta.

Luke

Mas temos de ser claros: a Ucrânia não confirmou que fez isto. Zelensky falou em "operações assimétricas", mas isso é uma afirmação de intenção, não uma confissão.

Mark

O que sabemos sobre o ataque ao hospital em si?

Mimi

Três mortos, incluindo uma criança que foi ferida e morreu dias depois. Dezenas de feridos. Departamentos inteiros destruídos — oncologia, cirurgia, cuidados intensivos. Centenas de pessoas foram evacuadas, mas três doentes em cirurgia cardíaca ainda estavam lá quando o míssil atingiu.

Luke

E Varpakhovich foi acusado de ter ordenado especificamente o lançamento de um míssil Kh-101. Isso é uma acusação muito concreta, não uma alegação vaga.

Mark

Ele sobreviveu ao ataque em Engels?

Mimi

Sim. A comissão russa diz que foi transportado para um hospital. Meios locais dizem que foi levado de avião para Moscovo, com ferimentos no rosto e no tronco.

Luke

Portanto, ele está vivo. Isso muda a narrativa — não é um assassinato bem-sucedido, é uma tentativa.

Mark

Isto faz parte de um padrão maior?

Mimi

Sim. Vários generais russos de alta patente foram mortos nos últimos anos — Kirillov em dezembro, Moskalik e Sarvarov em explosões de carro no ano passado. Moscovo acusa a Ucrânia, mas Kiev nunca confirmou.

Luke

E é importante notar que nenhum destes casos tem uma autoria oficialmente confirmada. Sabemos que Moscovo acusa a Ucrânia, mas não temos provas públicas de quem fez o quê.

  • General Nikolai Varpakhovich, comandante da 22.ª Divisão de Aviação de Bombardeiros Pesados, foi alvejado em Engels na quinta-feira
  • Acusado de ordenar ataque ao hospital Okhmatdyt em julho de 2024 que matou três pessoas, incluindo uma criança
  • Formalmente acusado de crimes de guerra há três dias pelo Serviço de Segurança e Procurador-Geral da Ucrânia
  • Ataque ao hospital danificou unidades de cuidados intensivos, oncologia, cirurgia, toxicologia e traumatologia

General russo responsável por ataque que matou três pessoas, incluindo uma criança, foi alvejado na quinta-feira em cidade com base de bombardeiros estratégicos. Varpakhovich foi formalmente acusado de crimes de guerra há três dias pelo Serviço de Segurança e Procurador-Geral da Ucrânia por ordenar lançamento de míssil Kh-101.

Nikolai Varpakhovich, general russo acusado pela Ucrânia de ordenar ataque a hospital pediátrico em Kiev, foi alvejado várias vezes em Engels, base estratégica de bombardeiros russos.

Na quinta-feira, Nikolai Varpakhovich foi alvejado várias vezes na cidade de Engels, no noroeste da Rússia — um local que serve como base estratégica para a frota de bombardeiros de longo alcance do Kremlin, incluindo as aeronaves Tu-95MS e Tu-160 que lançam mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia. A Comissão de Investigação russa abriu um inquérito sobre a tentativa de homicídio de um militar, embora não tenha divulgado o nome. Canais do Telegram russos identificaram rapidamente a vítima como major-general Varpakhovich, comandante da 22.ª Divisão de Aviação de Bombardeiros Pesados das Forças Aeroespaciais Russas.

Varpakhovich está no centro de uma acusação ucraniana grave. Em julho de 2024, a Ucrânia o responsabiliza por ter ordenado um ataque com mísseis contra o hospital pediátrico Okhmatdyt em Kiev. O ataque matou três pessoas — incluindo uma criança que foi ferida no impacto e morreu dias depois — e deixou dezenas de feridos. Vários departamentos do hospital foram danificados ou destruídos: unidades de cuidados intensivos, alas de oncologia e cirurgia, centro de toxicologia e traumatologia. Centenas de doentes e funcionários foram evacuados quando o alarme de ataque aéreo soou, mas três pacientes que estavam a ser submetidos a cirurgia cardíaca ainda se encontravam no edifício quando o míssil atingiu, cerca de uma hora depois.

Há três dias, o Serviço de Segurança da Ucrânia e o Procurador-Geral do país formalizaram acusações de crimes de guerra contra Varpakhovich, alegando que ele ordenou às unidades sob seu comando que lançassem um míssil de cruzeiro ar-terra Kh-101 contra o hospital. Vários países e a União Europeia também impuseram sanções contra ele pelo seu papel neste ataque. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky referiu-se ao incidente de Engels no seu discurso diário, afirmando que "os criminosos russos não se esconderam — vão ser encontrados" e prometendo que a Ucrânia levará a cabo "operações assimétricas em resposta" aos ataques russos.

Segundo a comissão de inquérito russa, Varpakhovich sobreviveu ao ataque e foi transportado para um hospital. Meios de comunicação locais noticiaram que foi transportado de avião para Moscovo para receber tratamento após ter sido alvejado no rosto e no tronco. Embora Kiev não tenha comentado oficialmente o incidente, Varpakhovich tem estado claramente na mira das autoridades ucranianas.

Este ataque insere-se num padrão mais amplo. Varpakhovich é o mais recente de uma série de oficiais militares de alta patente que foram alvo de aparentes assassínios na Rússia nos últimos anos. Moscovo acusa a Ucrânia destes incidentes, mas Kiev nunca reconheceu oficialmente qualquer envolvimento. Em dezembro de 2024, o general Igor Kirillov, responsável pelas forças de proteção das armas nucleares e químicas das forças armadas russas, foi morto quando um engenho explosivo colocado numa scooter foi detonado junto a ele. No ano passado, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do departamento operacional principal do Estado-Maior Geral, e o tenente-general Fanil Sarvarov, que dirigia o departamento de treino operacional das forças armadas, morreram ambos em explosões de automóveis em Moscovo. O padrão sugere uma campanha coordenada de retaliação, embora a autoria permaneça oficialmente não confirmada.

Os criminosos russos não se esconderam — vão ser encontrados. E hoje temos mais uma confirmação deste facto, uma confirmação na região de Saratov
— Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
Também levaremos a cabo as nossas próprias operações assimétricas em resposta à Rússia
— Volodymyr Zelensky
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