Em uma cidade do interior de Minas Gerais, um estudante de medicina de 39 anos foi preso em flagrante após uma paciente relatar contato físico não consentido e fotografias tiradas sem autorização durante um atendimento hospitalar. A Justiça concedeu liberdade provisória a Alexandre Figueiredo, permitindo que ele aguarde o desenrolar das investigações fora do presídio — decisão que não implica inocência, mas abre espaço para que a verdade seja construída com o tempo que o processo exige. O caso toca em questões fundamentais sobre confiança, vulnerabilidade e os limites do poder dentro dos espaç
Estudante de medicina ganha liberdade provisória após prisão por importunação sexual
Tocou a região genital sem permissão e tirou fotos sem consentimento
O que exatamente a paciente relatou ter acontecido naquele quarto?
Ela disse que o estudante entrou sozinho após o atendimento inicial, pediu que ela exibisse as partes íntimas novamente, tocou a região genital dela sem permissão e sem usar luvas, tirou fotos sem consentimento e fez perguntas pessoais que a deixaram constrangida.
E qual é a defesa dele?
Seu advogado diz que ele agiu por inocência e desconhecimento das normas. Que ele não sabia que precisava de supervisão médica para fazer exames. Que não havia intenção criminosa.
Mas o hospital deixa claro que estudantes não podem fazer atendimentos sozinhos, certo?
Exatamente. O hospital reforçou isso em nota oficial. Estudantes devem estar sempre acompanhados de um médico supervisor. É um protocolo básico.
Como a instituição respondeu?
Afastou o estudante imediatamente de todas as atividades, iniciou procedimentos internos de apuração e ofereceu acolhimento à paciente e sua família. Também está em diálogo com a faculdade responsável pelo estudante.
E agora ele está preso?
Não. A Justiça concedeu liberdade provisória. Ele deixou a cadeia e vai responder às investigações em liberdade, enquanto o inquérito prossegue.
O que isso significa para a paciente?
Significa que ela continua recebendo suporte da equipe do hospital, mas o homem acusado de agredi-la está livre enquanto o caso é investigado. É uma situação delicada.
El Pulso
- Uma paciente relatou à polícia que um estudante de medicina entrou sozinho em seu quarto e realizou contato físico na região genital sem consentimento, além de tirar fotografias sem autorização.
- Figueiredo foi preso em flagrante na madrugada seguinte à denúncia e conduzido à delegacia, gerando comoção no hospital e na comunidade local.
- O Hospital Universitário Alzira Velano agiu rapidamente, afastando o estudante de todas as atividades e reforçando que atendimentos sem supervisão médica são proibidos.
- A defesa sustenta que o estudante agiu por desconhecimento das normas, negando qualquer intenção criminosa e aguardando as investigações para provar sua inocência.
- Com a liberdade provisória concedida pela Justiça, o caso segue em aberto — a paciente recebe suporte da equipe multiprofissional, enquanto o inquérito avança.
Em uma cidade do interior de Minas Gerais, um estudante de medicina de 39 anos foi preso em flagrante após uma paciente relatar contato físico não consentido e fotografias tiradas sem autorização durante um atendimento hospitalar. A Justiça concedeu liberdade provisória a Alexandre Figueiredo, permitindo que ele aguarde o desenrolar das investigações fora do presídio — decisão que não implica inocência, mas abre espaço para que a verdade seja construída com o tempo que o processo exige. O caso toca em questões fundamentais sobre confiança, vulnerabilidade e os limites do poder dentro dos espaços de cuidado.
Alexandre Figueiredo, estudante de medicina de 39 anos, deixou o Presídio de Alfenas na tarde de segunda-feira após a Justiça conceder sua liberdade provisória. Ele havia sido preso em flagrante horas antes, após uma paciente do Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, relatar à polícia que o estudante entrou sozinho em seu quarto, pediu que ela exibisse partes íntimas, realizou contato físico na região genital sem luvas e sem consentimento, e tirou fotografias sem autorização. A mulher também afirmou ter sido submetida a perguntas de cunho pessoal que a constrangeram.
O hospital reagiu com agilidade: afastou Figueiredo de todas as atividades assim que tomou conhecimento da denúncia e emitiu nota reforçando que estudantes não estão autorizados a realizar atendimentos sem a presença de um médico supervisor. A instituição abriu procedimentos internos de apuração e garantiu acolhimento à paciente e seus familiares por meio de equipe multiprofissional.
A defesa apresenta uma versão distinta. O advogado Jorci Caetano afirma que o estudante agiu por desconhecimento das normas vigentes, sem qualquer intenção de cometer irregularidades. A concessão da liberdade provisória não representa reconhecimento de inocência — apenas permite que Figueiredo aguarde o andamento do inquérito fora da unidade prisional, sujeito às condições impostas pela corte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Alexandre Figueiredo, estudante de medicina com 39 anos, deixou o Presídio de Alfenas no fim da tarde de segunda-feira após a Justiça conceder sua liberdade provisória. Ele havia sido preso em flagrante na madrugada anterior, conduzido à 2ª Central Estadual do Plantão Digital após denúncia de uma paciente atendida no Hospital Universitário Alzira Velano, na mesma cidade do interior de Minas Gerais. A acusação contra ele é de importunação sexual.
Segundo o relato da mulher à polícia, ela havia sido inicialmente atendida por um médico e uma enfermeira. Quando o estudante entrou sozinho no quarto, pediu que ela exibisse novamente as partes íntimas. O que se seguiu, conforme seu depoimento, foi contato físico na região genital sem autorização e sem que o estudante usasse luvas de procedimento. Ela também afirmou que ele tirou fotografias sem consentimento e fez perguntas de natureza pessoal que a constrangeram.
O Hospital Universitário Alzira Velano reagiu rapidamente. Assim que tomou conhecimento da denúncia, afastou Figueiredo de todas as atividades na instituição. Em nota oficial, reforçou que estudantes de medicina não são autorizados a realizar atendimentos sem a presença e supervisão de um médico responsável. A instituição também informou que adotou medidas administrativas e procedimentos internos para apurar o ocorrido, mantendo diálogo com a faculdade responsável pelo estudante. A paciente e seus familiares recebem acolhimento e suporte da equipe multiprofissional da unidade.
A defesa de Figueiredo apresenta uma narrativa diferente. Seu advogado, Jorci Caetano, sustenta que o estudante agiu de forma inocente e por desconhecimento das normas e procedimentos que deveriam ser seguidos durante o atendimento. Segundo a defesa, Figueiredo não sabia que o exame deveria ser realizado apenas com a presença de um médico supervisor. O advogado afirma que não houve intenção de cometer qualquer irregularidade e que seu cliente é inocente, aguardando o andamento das investigações para esclarecer os fatos.
Com a concessão da liberdade provisória, Figueiredo agora responderá ao inquérito fora da unidade prisional. O caso segue em investigação, com a Polícia Civil e as autoridades responsáveis trabalhando para apurar as circunstâncias do ocorrido. A decisão da Justiça de conceder liberdade provisória não significa reconhecimento de inocência, mas apenas que o estudante pode aguardar o prosseguimento do processo em liberdade, sujeito às condições que possam ter sido impostas pela corte.
Citas Notables
Estudantes de medicina não são autorizados a realizar atendimentos desacompanhados de um médico supervisor— Hospital Universitário Alzira Velano
O estudante agiu de forma inocente e por desconhecimento das normas e procedimentos que deveriam ser seguidos— Defesa de Alexandre Figueiredo, através do advogado Jorci Caetano