Estudante brasileira de medicina morre ao cair de apartamento na Bolívia

Mariana Sousa Bustamante, 21 anos, estudante de medicina brasileira, faleceu após queda de apartamento em Cochabamba, deixando família enlutada e gerando suspeitas de crime.
Ela era alegre, contagiava todos, e agora é um anjo
Descrição da mãe sobre Mariana em homenagem publicada nas redes sociais após sua morte.
Mark

O que levou a família a questionar se foi realmente um acidente?

Mimi

As escoriações no rosto e nos braços da Mariana não combinavam com uma queda simples. A mãe viu isso e pediu que investigassem a possibilidade de homicídio.

Mark

Os colegas de apartamento foram considerados suspeitos?

Mimi

A polícia os deteve inicialmente, mas os liberou depois de confirmar que estavam na festa quando ela caiu. Ainda assim, a família tem dúvidas.

Mark

Como estava o estado emocional de Mariana nos dias antes?

Mimi

Segundo a mãe, ela estava feliz e animada. Tinha acabado de se inscrever para trabalhar na Cruz Vermelha. Não havia sinais de que algo estivesse errado.

Mark

Por que a família decidiu falar publicamente sobre isso?

Mimi

Usaram as redes sociais para agradecer o apoio, mas também para deixar claro que queriam respostas. Era uma forma de manter a atenção no caso enquanto a investigação prosseguia.

Mark

O que isso representa para uma família brasileira com uma filha estudando no exterior?

Mimi

É o pior cenário possível. Você confia que seu filho está seguro, fazendo o que ama, e de repente recebe uma ligação dizendo que ele caiu de um prédio. E depois você tem que lutar para saber a verdade.

  • Mariana foi encontrada morta no pátio do condomínio após cair do sexto andar, enquanto seus colegas de apartamento estavam em uma festa — uma ausência que agora pesa sobre toda a investigação.
  • Escoriações no rosto e nos braços da jovem acendem a suspeita de que a queda pode não ter sido acidental, e a família recusa a versão preliminar de acidente.
  • Os dois colegas brasileiros que dividiam o apartamento foram detidos pela polícia boliviana, mas liberados após confirmação de álibi — deixando o caso sem um responsável identificado.
  • O Ministério das Relações Exteriores foi acionado para acompanhar a investigação, que segue aberta com a hipótese de homicídio formalmente considerada.
  • A família precisou recorrer a uma vaquinha online para custear o traslado do corpo, que chegou a Hortolândia, em São Paulo, no dia 11 de novembro, para o sepultamento.

Uma jovem de 21 anos que havia cruzado fronteiras em busca de um futuro na medicina foi encontrada sem vida no pátio de seu condomínio em Cochabamba, na Bolívia, na madrugada de 7 de novembro. Mariana Sousa Bustamante, brasileira cheia de planos e recém-inscrita na Cruz Vermelha boliviana, deixa uma família que não aceita o silêncio das circunstâncias e exige que a verdade sobre sua morte seja apurada. Entre o luto e a dúvida, o caso revela a vulnerabilidade de jovens que partem sozinhos em busca de conhecimento — e a dor de famílias que aguardam respostas além das fronteiras.

Mariana Sousa Bustamante tinha 21 anos e estudava medicina na Unifranz, em Cochabamba, na Bolívia. Na madrugada de 7 de novembro, seu corpo foi encontrado no pátio do condomínio onde morava, após uma queda do sexto andar. Dois colegas brasileiros com quem ela dividia o apartamento haviam saído para uma festa na noite anterior, deixando-a sozinha por volta das 23h. Ao retornar, encontraram a porta da sacada aberta e Mariana já caída abaixo.

A polícia boliviana deteve os colegas para averiguação, mas os liberou após confirmar seus álibi. No entanto, a família de Mariana não se conformou com a versão de acidente. Sua mãe, Juliane Benevenuto, apontou escoriações no rosto e nos braços da filha como indícios que contradizem uma queda simples, e pediu que a hipótese de homicídio fosse investigada. Juliane revelou que havia conversado com Mariana por videochamada um dia antes — a filha estava feliz, animada com a inscrição para trabalhar na Cruz Vermelha da Bolívia.

Nas redes sociais, Juliane compartilhou sua dor e homenageou a filha com palavras que desenham uma jovem alegre, determinada e cheia de vida. Para custear o traslado do corpo, a família recorreu a uma vaquinha online. Mariana chegou a Hortolândia, em São Paulo, no dia 11 de novembro. O Ministério das Relações Exteriores foi acionado para acompanhar a investigação boliviana, que permanece em aberto.

Mariana Sousa Bustamante tinha 21 anos e estava no terceiro ano de medicina na Unifranz, em Cochabamba, na Bolívia, quando caiu do sexto andar do apartamento onde morava. Seu corpo foi encontrado no pátio do condomínio na madrugada de segunda-feira, 7 de novembro, algumas horas depois que dois colegas brasileiros com quem ela dividia o imóvel saíram para uma festa na noite anterior.

Os companheiros de apartamento relataram à polícia que deixaram Mariana sozinha em casa por volta das 23h de domingo. Quando retornaram, aproximadamente três horas depois, encontraram a porta da sacada aberta e viram a jovem já caída no pátio abaixo. A polícia boliviana chegou a deter os dois colegas, mas os liberou após uma verificação inicial que confirmou seus álibi.

A família de Mariana, porém, questiona a versão dos fatos. Sua mãe, Juliane Benevenuto, observou que a filha apresentava escoriações no rosto e nos braços — ferimentos que levantam dúvidas sobre se a morte teria sido acidental. A família pediu que a investigação apurasse a possibilidade de homicídio. Juliane relatou que havia feito uma videochamada com Mariana um dia antes de sua morte e que a filha parecia feliz e animada, especialmente porque havia se inscrito para trabalhar na Cruz Vermelha da Bolívia.

A mãe usou as redes sociais para compartilhar sua dor e agradecer as mensagens de apoio recebidas. Em sua homenagem, descreveu Mariana como uma jovem alegre, carinhosa, engraçada, determinada, estudiosa e corajosa — alguém que contagiava todos ao seu redor. "Ela nos deixa muita saudade e lembranças boas", escreveu Juliane, referindo-se à filha como iluminada e agora um anjo no céu.

Os parentes conseguiram arrecadar fundos através de uma vaquinha para pagar o traslado do corpo. Mariana chegou a Hortolândia, em São Paulo, na manhã de 11 de novembro, onde seria sepultada. O Ministério das Relações Exteriores foi acionado para acompanhar os detalhes da investigação policial boliviana, que permanecia em andamento com a possibilidade de homicídio sendo considerada.

A Mariana era uma moça alegre que contagiava a todos que tinham o prazer de conhecê-la, carinhosa, engraçada, determinada, estudiosa, amorosa e acima de qualquer coisa corajosa
— Juliane Benevenuto, mãe de Mariana
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