Eclipse lunar parcial ilumina céus da América do Sul nesta quinta e sexta

Apenas comprimentos de onda vermelhos chegam ao satélite
A explicação científica de por que a Lua adquire sua cor avermelhada durante o eclipse lunar.
Mark

Por que um eclipse lunar parcial é visível em uma área tão grande — Brasil, América Central, partes da América do Norte?

Mimi

Porque o eclipse não depende de você estar em um ponto específico da Terra. Quando a Lua passa pela sombra terrestre, qualquer lugar que tenha visão direta da Lua naquele momento consegue ver o fenômeno. É diferente de um eclipse solar, que só é visível em uma faixa estreita.

Luke

Mas há uma ressalva importante: o Observatório Nacional dá horários específicos para o Brasil. Isso significa que a visibilidade depende da posição local, da hora do nascer e do pôr da Lua em cada região. Nem todos os pontos da América do Sul verão exatamente o mesmo.

Mark

E essa cor vermelha — é sempre a mesma intensidade?

Mimi

Não. A cor depende da qualidade da atmosfera terrestre naquele momento. Se há muita poeira ou cinzas vulcânicas na atmosfera, a cor fica mais escura ou mais intensa. Se o ar está limpo, a tonalidade pode ser mais clara.

Luke

O texto menciona isso, mas não especifica qual é a condição atmosférica esperada para este eclipse em particular. Então não sabemos se será um eclipse vermelho brilhante ou mais apagado.

Mark

Qual é a diferença entre este eclipse e o que aconteceu em março?

Mimi

Em março houve um eclipse total — a Lua desapareceu completamente na sombra. Desta vez, apenas uma parte será encoberta. É menos dramático, mas ainda observável.

Luke

E há outra diferença crucial: o eclipse de março foi visível apenas do hemisfério norte. Este é visível em uma área muito maior, incluindo o Brasil. Então, apesar de ser parcial, este oferece mais oportunidades de observação para mais pessoas.

  • A Lua entrará na sombra da Terra na noite de quinta para sexta-feira, oferecendo ao Brasil uma janela de observação de quase seis horas — das 22h24 às 4h02.
  • O fenômeno não é total: apenas uma fração do satélite será encoberta, tornando o evento mais sutil do que o eclipse lunar total de março deste ano, que apagou completamente a Lua nos céus do hemisfério norte.
  • A tonalidade avermelhada característica surge porque a atmosfera terrestre desvia os comprimentos de onda azuis da luz solar, deixando passar apenas os vermelhos até a superfície lunar.
  • Observadores em toda a América Central, partes da América do Norte, África e Europa também poderão acompanhar o espetáculo, ampliando o alcance coletivo do evento.
  • Quem perder esta oportunidade terá de esperar até janeiro de 2028 — quando o próximo eclipse lunar parcial cobrirá apenas 2,4% da Lua, tornando-o ainda menos expressivo visualmente.

Na fronteira entre a quinta e a sexta-feira, a Terra interpõe sua sombra entre o Sol e a Lua, lembrando a humanidade de sua posição modesta num sistema de corpos em perpétuo movimento. O eclipse lunar parcial, visível no Brasil das 22h24 às 4h02 e acompanhado em boa parte das Américas, África e Europa, não apaga completamente o satélite, mas tinge-o de vermelho — cor que a própria atmosfera terrestre empresta à Lua como um reflexo de si mesma. É um convite silencioso à contemplação, disponível a qualquer um que olhe para cima com o céu limpo.

Na noite de quinta para sexta-feira, a Terra posiciona-se entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. O eclipse lunar parcial começa às 22h24 e se estende até as 4h02, segundo o Observatório Nacional — uma duração de aproximadamente 5h38 visível a olho nu para quem tiver o céu limpo. Além do Brasil, o fenômeno poderá ser acompanhado na América Central, em partes da América do Norte e, em menor medida, na África e na Europa.

Este eclipse contrasta com o anterior: em março deste ano, um eclipse total permitiu que a Lua desaparecesse completamente na sombra terrestre. Desta vez, apenas uma fração do satélite será encoberta, tornando o espetáculo mais modesto, mas ainda digno de atenção.

A coloração avermelhada que poderá surgir tem explicação atmosférica: ao curvar os raios solares, a Terra cria duas regiões de sombra — a penumbra externa e a umbra interna. Conforme a Lua adentra essa sombra, os comprimentos de onda azuis são desviados pela atmosfera terrestre e não chegam ao satélite. Apenas os vermelhos, de onda mais longa, atravessam e tingem a superfície lunar com aquela tonalidade característica, cuja intensidade varia conforme as condições atmosféricas do momento.

Para os entusiastas da astronomia, vale registrar que a próxima oportunidade semelhante só virá em janeiro de 2028 — e mesmo assim com apenas 2,4% da Lua encoberta. O eclipse desta semana, portanto, representa uma janela relativamente generosa antes de um longo intervalo de eventos mais discretos.

Na noite de quinta-feira para sexta-feira, entre o fim do expediente e as primeiras horas da madrugada, a Lua atravessará a sombra da Terra. Não será um desaparecimento completo — apenas uma parcela do satélite será encoberta — mas o fenômeno promete ser visível a olho nu para quem estiver acordado e com o céu limpo.

O eclipse lunar parcial começará às 22h24 de quinta-feira no Brasil e se estenderá até as 4h02 de sexta-feira, segundo dados do Observatório Nacional. Trata-se de um alinhamento simples em sua geometria: a Terra posiciona-se entre o Sol e a Lua, e a sombra do planeta é projetada sobre o satélite natural. O que torna o evento visível em tão vasta região é a própria escala do fenômeno. Além do Brasil, observadores na América Central, em partes da América do Norte, e em menor medida na África e na Europa conseguirão acompanhar o espetáculo celeste.

Para quem acompanha eclipses com regularidade, este marca um contraste com o anterior. Em março deste ano, um eclipse lunar total iluminou os céus do hemisfério norte, permitindo que a Lua desaparecesse completamente na sombra terrestre. Desta vez, apenas uma fração será encoberta, e o fenômeno será mais modesto em sua dramaticidade, embora ainda digno de atenção.

A cor avermelhada que poderá ser observada durante o eclipse resulta de um jogo de luz e atmosfera. Quando a Terra se posiciona entre os dois astros, ela funciona como uma barreira que curva os raios solares. Essa curvatura cria duas regiões de sombra: a penumbra, mais externa e ainda iluminada, e a umbra, a região mais interna onde nenhuma luz solar chega diretamente. Conforme a Lua se move para dentro dessa sombra, algo notável acontece. A luz azul do Sol, cujo comprimento de onda é curto, é desviada pela atmosfera terrestre e não alcança o satélite. Apenas os comprimentos de onda vermelhos, que são mais longos, conseguem atravessar e atingir a superfície lunar. O resultado é aquela tonalidade avermelhada característica, cuja intensidade varia conforme as condições atmosféricas do momento.

Para os entusiastas de astronomia que planejam acompanhar este eclipse, vale notar que a próxima oportunidade de observar um fenômeno semelhante será em janeiro de 2028. Naquela ocasião, porém, apenas 2,4% da Lua será encoberta pela sombra terrestre, tornando o evento ainda mais sutil e de menor impacto visual. Isso significa que o eclipse desta semana, apesar de parcial, oferece uma oportunidade relativamente melhor para observação antes de um longo intervalo.

A cor avermelhada resulta da curvatura da luz solar pela atmosfera terrestre, que desvia comprimentos de onda azuis e permite apenas os vermelhos chegarem ao satélite
— Observatório Nacional
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