Na noite de 7 de setembro de 2025, a Lua se renderá à sombra da Terra por 82 minutos — o eclipse lunar total mais longo do ano —, tingindo-se de vermelho numa dança cósmica que a humanidade contempla com espanto desde os primórdios. O fenômeno, visível diretamente na Europa, África, Austrália e Nova Zelândia, lembra que o céu continua sendo um espelho onde a ciência e o maravilhamento se encontram. Para os brasileiros, a transmissão ao vivo será a janela para esse instante em que a Terra, fiel à sua geometria, interpõe-se entre o Sol e sua companheira noturna.
Eclipse lunar de setembro promete 82 minutos de lua de sangue em espetáculo astronômico
A Lua se transformará em um disco avermelhado durante 82 minutos
Por que este eclipse é tão especial comparado aos outros?
A duração é excepcional — 82 minutos de totalidade é o mais longo de 2025. Mas o que realmente o torna único é que a Lua estará próxima ao perigeu, seu ponto mais próximo da Terra, então parecerá maior. E 36% do diâmetro lunar estará dentro da umbra, a sombra mais escura, o que intensifica a cor vermelha.
Mas isso é raro? Quer dizer, quanto tempo faz que não temos um eclipse tão longo?
Desde 2022. Não é tão raro assim, mas a combinação de fatores — a duração, a proximidade do perigeu, a profundidade — torna este especial.
E a cor vermelha, como exatamente ela aparece?
A luz solar passa pela atmosfera da Terra e as ondas curtas, como azul e violeta, são dispersadas. As ondas longas, o vermelho, conseguem atravessar e atingir a Lua. É como um filtro natural.
A intensidade dessa cor depende de algo que podemos prever?
Depende de poeira vulcânica e poluentes na atmosfera terrestre. Astrônomos usarão o eclipse para estudar exatamente isso — a tonalidade nos diz algo sobre as condições atmosféricas.
E no Brasil, não vamos ver nada?
Não diretamente do céu. Mas haverá transmissões ao vivo em plataformas como YouTube. Quem estiver na Europa, África, Austrália oriental ou Nova Zelândia terá a melhor vista.
Quanto tempo leva o eclipse inteiro, do começo ao fim?
5 horas e 27 minutos no total. Mas a parte vermelha, a totalidade, dura 82 minutos.
E depois deste, quando é o próximo?
Este é o segundo eclipse lunar de 2025, após outro em março. O próximo visível nas Américas será em março de 2026.
Il Polso
- Com 82 minutos de totalidade, este é o eclipse lunar mais longo desde 2022, criando uma janela rara para observação e pesquisa científica.
- A proximidade da Lua ao perigeu — apenas 2,7 dias do ponto mais próximo da Terra — a fará parecer maior e mais intensa, amplificando o impacto visual da 'lua de sangue'.
- Enquanto Europa, África e Oceania terão acesso direto ao céu, os brasileiros ficam de fora da visibilidade e precisarão recorrer a transmissões ao vivo no YouTube para acompanhar o espetáculo.
- Astrônomos aproveitarão a profundidade incomum do eclipse — 36% do diâmetro lunar dentro da umbra — para analisar a atmosfera terrestre, incluindo rastros de poeira vulcânica e poluentes.
- O evento pertence ao ciclo de Saros 123, um padrão que se repete a cada 18 anos; o próximo eclipse visível nas Américas só ocorrerá em março de 2026.
Na noite de 7 de setembro de 2025, a Lua se renderá à sombra da Terra por 82 minutos — o eclipse lunar total mais longo do ano —, tingindo-se de vermelho numa dança cósmica que a humanidade contempla com espanto desde os primórdios. O fenômeno, visível diretamente na Europa, África, Austrália e Nova Zelândia, lembra que o céu continua sendo um espelho onde a ciência e o maravilhamento se encontram. Para os brasileiros, a transmissão ao vivo será a janela para esse instante em que a Terra, fiel à sua geometria, interpõe-se entre o Sol e sua companheira noturna.
No dia 7 de setembro de 2025, a Lua passará 82 minutos completamente imersa na sombra da Terra — o eclipse lunar total mais longo do ano. Durante esse intervalo, ela se transformará num disco avermelhado, a chamada lua de sangue, fenômeno que atravessa séculos de admiração e especulação humana. Europeus, africanos, australianos e neozelandeses poderão vê-lo a olho nu; os brasileiros acompanharão por transmissões ao vivo, já que o evento ocorre durante o dia no horário local.
O eclipse se estende das 15h28 às 20h55 GMT, mas a fase de totalidade — quando a Lua fica completamente envolta pela umbra, a região mais escura da sombra terrestre — dura de 17h30 a 18h52 GMT. A cor vermelha surge porque a atmosfera terrestre filtra as ondas curtas da luz solar, deixando passar apenas os tons avermelhados até a superfície lunar. A intensidade dessa cor pode variar conforme a presença de poeira vulcânica ou poluentes no ar.
O que torna este eclipse especialmente dramático é a posição da Lua: ela estará perto do perigeu, parecendo ligeiramente maior no céu, e 36% de seu diâmetro penetrará a umbra — uma profundidade rara que enriquece tanto o espetáculo visual quanto o valor científico do evento. Astrônomos usarão a tonalidade lunar como um espelho das condições atmosféricas da Terra.
Para quem estiver em zonas de visibilidade, a recomendação é buscar locais com pouca poluição luminosa e começar a observar cerca de 75 minutos antes da totalidade. Um bônus: com o brilho da Lua reduzido, estrelas e constelações ficam mais nítidas — no leste da Austrália, a Lua estará posicionada próxima a Regulus, na constelação de Leão. O próximo eclipse desta série de Saros está previsto para 2043; para os brasileiros, a próxima chance de observação direta será em março de 2026.
No dia 7 de setembro de 2025, a Lua entrará na sombra da Terra e permanecerá ali por 82 minutos — o eclipse lunar mais longo do ano. Durante esse tempo, ela se transformará em um disco avermelhado, um fenômeno que astrônomos chamam de lua de sangue e que despertou admiração e especulação em culturas ao longo de séculos. Embora os brasileiros não possam vê-lo diretamente do céu, poderão acompanhar o espetáculo por transmissões ao vivo em plataformas como YouTube, enquanto observadores na Europa, África, Austrália oriental e Nova Zelândia terão acesso direto ao evento.
O eclipse começará às 15h28 GMT (12h28 em Brasília) e se estenderá até 20h55 GMT (17h55 em Brasília), totalizando 5 horas e 27 minutos. A fase de totalidade, quando a Lua estará completamente envolvida pela umbra — a parte mais escura da sombra terrestre — ocorrerá entre 17h30 e 18h52 GMT, ou 14h30 a 15h52 no horário de Brasília. Essa duração de 82 minutos de totalidade o torna o mais longo desde 2022, oferecendo uma janela excepcional para observação.
O que torna este eclipse particularmente dramático é a posição da Lua em sua órbita. Ela estará a apenas 2,7 dias do perigeu — o ponto mais próximo da Terra — o que a fará parecer ligeiramente maior no céu. Além disso, 36% do diâmetro lunar penetrará a umbra, criando uma profundidade rara que intensificará a coloração vermelha. Essa tonalidade surge porque a luz solar, ao atravessar a atmosfera terrestre, tem suas ondas curtas — azul e violeta — dispersadas, enquanto as ondas longas, como o vermelho, conseguem atingir a superfície lunar. O resultado é um tom intenso que pode variar dependendo da quantidade de poeira vulcânica ou poluentes presentes na atmosfera terrestre.
O fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham perfeitamente, com a Terra bloqueando a luz solar direta. A sombra terrestre possui duas regiões: a penumbra, externa e mais clara, e a umbra, interna e mais escura. O eclipse se desenrola em cinco fases distintas. Inicialmente, a Lua entra na penumbra e sofre um leve escurecimento quase imperceptível. Em seguida, a umbra começa a cobrir parte da Lua, criando um contraste marcante na fase parcial. Durante a totalidade, a Lua fica completamente imersa na umbra e exibe sua cor avermelhada característica. Depois, o processo se inverte: a Lua sai gradualmente da umbra, retorna à penumbra, até que o eclipse termina com a saída completa da sombra terrestre.
Para quem estiver em regiões de visibilidade, a observação pode ser feita a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais, embora binóculos ou telescópios enriqueçam a experiência. Em Perth, na Austrália, o eclipse ocorrerá entre 1h30 e 2h52 no horário local de 8 de setembro, enquanto em Cairo, no Egito, será visível das 20h30 às 21h52 EEST. A recomendação é começar a observar cerca de 75 minutos antes da totalidade para acompanhar todas as fases. Observadores devem buscar locais com pouca poluição luminosa e céu limpo para uma melhor experiência. Um bônus adicional: durante a totalidade, quando o brilho lunar diminui, estrelas e constelações se tornam mais nítidas. Em regiões como o leste da Austrália, a Lua estará posicionada na constelação de Leão, próxima à estrela brilhante Regulus.
Além do apelo visual, o eclipse tem relevância científica significativa. Astrônomos usarão o evento para estudar a atmosfera terrestre, já que a tonalidade da Lua reflete as condições atmosféricas, como a presença de poeira vulcânica ou poluentes. A profundidade do eclipse permitirá análises detalhadas da interação da luz solar com a atmosfera. Este eclipse pertence à série 123 do ciclo de Saros, um padrão que se repete a cada 18 anos e 11 dias e que inclui 72 eventos ao longo de seus séculos de duração. O próximo grande eclipse dessa série está previsto para 2043. Para os brasileiros, o próximo eclipse lunar visível nas Américas ocorrerá em março de 2026, oferecendo uma oportunidade futura de observação direta.
Citazioni salienti
A tonalidade vermelha surge da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre, criando um espetáculo visual único— Descrição do fenômeno astronômico
Astrônomos usarão o evento para estudar a atmosfera terrestre, já que a tonalidade da Lua reflete as condições atmosféricas, como a presença de poeira vulcânica— Importância científica do eclipse