No Palco Sunset do Rock in Rio, o tempo dobrou sobre si mesmo: o Detonautas convocou o Biquini Cavadão — ausente do festival por vinte e cinco anos — e duas gerações do rock brasileiro se encontraram sob o céu de setembro. Mais do que uma apresentação, foi um gesto de memória coletiva, lembrando que certas músicas não envelhecem, apenas esperam o momento certo para voltar a soar alto.
Detonautas traz Biquini Cavadão de volta ao Rock in Rio após 25 anos
Vinte e cinco anos é tempo demais para uma banda dessa envergadura
Por que esse encontro entre Detonautas e Biquini Cavadão importa tanto? Parece apenas um show de festival.
Não é só um show. O Biquini desapareceu do Rock in Rio por vinte e cinco anos. Trazer a banda de volta, mesmo que dividindo palco, é reconhecer uma história que quase foi esquecida.
Mas espera — o Biquini tocou em 2001, certo? E agora em 2026. Isso é um retorno real ou apenas uma participação especial?
É uma participação especial, dividindo tempo com o Detonautas. Quarenta minutos. O que a reportagem sugere é que isso deveria ter sido um show solo.
E por que o Detonautas foi quem trouxe o Biquini de volta?
Porque as duas bandas já tinham tocado juntas antes, inclusive em um álbum do Biquini em 2008. Havia uma relação estabelecida. O Detonautas tem poder de convocação — já trouxe outros artistas para o festival em edições anteriores.
Mas a gente não sabe se foi o Detonautas que pediu, se foi a produção do festival, se foi negociação. A reportagem não deixa claro quem tomou a iniciativa.
Verdade. O que sabemos é que funcionou. A plateia respondeu, as bandas se divertiram, gerações se encontraram.
Tico Santa Cruz mudou de tom, certo? Menos política, mais energia positiva?
Sim. Pediu vibrações positivas, abraços. Disse que "essa é a nossa revolução". É uma mudança de postura clara.
Mas a gente não sabe se é uma mudança permanente ou só para esse show. Uma frase em um festival não define uma trajetória.
E o Biquini merecia mesmo um show solo?
A reportagem deixa isso como questão aberta, mas a resposta parece ser sim. Mais de quarenta anos de carreira, sucessos que marcaram gerações. Quarenta minutos é pouco.
The Pulse
- Vinte e cinco anos de ausência tornaram a entrada do Biquini Cavadão no palco um momento de explosão emocional — a plateia respondeu com gritos que atravessaram o festival.
- O Detonautas equilibrou lançamentos do álbum 'Rádio Love Nacional' com clássicos consagrados, mas foram as músicas antigas que de fato incendiaram a multidão.
- Tico Santa Cruz trocou seu ativismo político habitual por um chamado à alegria coletiva, transformando o show numa espécie de trégua festiva entre gerações.
- As duas bandas, com história compartilhada desde 2008, demonstraram sintonia genuína no palco — Bruno Gouveia batizou o encontro de 'Biquinautas'.
- A apresentação de quarenta minutos emocionou, mas deixou no ar uma pergunta incômoda: por que uma banda dessa magnitude ainda não tem um show solo no maior festival de rock do país?
No Palco Sunset do Rock in Rio, o tempo dobrou sobre si mesmo: o Detonautas convocou o Biquini Cavadão — ausente do festival por vinte e cinco anos — e duas gerações do rock brasileiro se encontraram sob o céu de setembro. Mais do que uma apresentação, foi um gesto de memória coletiva, lembrando que certas músicas não envelhecem, apenas esperam o momento certo para voltar a soar alto.
No Palco Sunset do Rock in Rio, o Detonautas abriu sua apresentação com 'Potinho de veneno', lançamento de 2025 que mistura influências de Rita Lee com o technobrega. Mas foi ao puxar clássicos como 'Só por hoje' e 'Quando o sol se for' que a multidão realmente se rendeu. Tico Santa Cruz, deixando de lado seu ativismo habitual, pediu vibrações positivas e abraços entre desconhecidos. 'Essa é a nossa revolução', declarou ele antes de encerrar a primeira parte do show com faixas do novo álbum 'Rádio Love Nacional'.
Depois, o momento que muitos não esperavam: o Biquini Cavadão entrou em cena pela primeira vez no festival desde 2001. Bruno Gouveia e a banda colocaram todos para pular com 'Zé ninguém', tomaram um banho de água mineral ao som de 'Chove chuva' e arrancaram gritos com 'Vento ventania' — músicas que atravessam décadas e ainda definem a memória musical de gerações inteiras.
O encontro não foi fortuito. As duas bandas já haviam gravado juntas para um álbum registrado no Circo Voador em 2008, e essa cumplicidade antiga se traduziu em alegria genuína no palco. O Detonautas encerrou pedindo ao público que formasse uma roda gigante ao som de 'Outro lugar', com Gouveia carinhosamente chamando a parceria de 'Biquinautas'.
A noite foi celebrada, a plateia saiu feliz — mas ficou também a sensação de que quarenta minutos são pouco para uma banda com mais de quarenta anos de história. O Biquini Cavadão mostrou que ainda tem muito a reivindicar nesse palco, e que vinte e cinco anos de espera é tempo demais para uma banda dessa envergadura.
No Palco Sunset do Rock in Rio, duas gerações do rock brasileiro encontraram-se numa apresentação que durou mais de uma hora, reunindo pais e filhos sob o mesmo céu de setembro. O Detonautas, que já havia passado por quatro edições do festival, trouxe consigo o Biquini Cavadão — banda que não pisava no evento desde 2001, vinte e cinco anos atrás.
O Detonautas abriu o show com "Potinho de veneno", lançamento de 2025 que mistura influências de Rita Lee com o technobrega, seguido imediatamente pelos sucessos "Só por hoje" de 2009 e "Quando o sol se for" de 2003. Foram esses clássicos que de fato conquistaram a multidão. Tico Santa Cruz, líder da banda, abandonou seus discursos políticos habituais e seu ativismo contundente para pedir vibrações positivas e abraços entre o público. "Essa é a nossa revolução", disse ele. Antes de ceder espaço ao Biquini, o grupo ainda tocou "O dia que não terminou" e "Olhos certos", passeando por sua carreira enquanto apresentava também faixas do álbum mais recente, "Rádio Love Nacional", que marca uma nova fase da banda com uma sonoridade mais solar.
Quando o Biquini Cavadão entrou em cena, a plateia explorou em gritos. Com quarenta minutos de apresentação, a banda liderada por Bruno Gouveia colocou todos para pular com "Zé ninguém", um de seus maiores sucessos. "Chove chuva" veio em seguida, com Gouveia tomando um banho de água mineral no palco. "Vento ventania", outro clássico que marcou gerações, arrancou gritos e manteve a energia alta. Esses são os mesmos sucessos que definiram a trajetória de mais de quarenta anos do Biquini — músicas como "Tédio" que se tornaram parte da memória musical nacional.
O encontro entre as duas bandas não foi casual. Bruno Gouveia revelou que o Detonautas e o Biquini já haviam tocado juntos em outras ocasiões, inclusive gravando uma faixa para o álbum do Biquini registrado no Circo Voador em 2008. Essa familiaridade se refletiu no palco, onde as bandas pareceram genuinamente divertidas e em total sintonia, transmitindo essa alegria para a plateia. Detonautas encerrou a apresentação pedindo ao público que formasse uma roda gigante ao som de "Outro lugar", com Gouveia apelidando o encontro de "Biquinautas".
Mas havia algo mais naquele momento. O Biquini Cavadão, com sua longa história e seus sucessos indiscutíveis, merecia mais do que dividir o palco — merecia um show solo no Rock in Rio. Vinte e cinco anos é tempo demais para uma banda dessa envergadura ficar longe de um festival dessa magnitude. A apresentação de quarenta minutos, embora tenha emocionado e unido gerações, deixou claro que havia muito mais a ser dito e tocado. O encontro funcionou, a plateia saiu feliz, mas a sensação que ficou foi a de que o Biquini ainda tem muito a reivindicar nesse palco.
Notable Quotes
Essa é a nossa revolução— Tico Santa Cruz, líder do Detonautas
Biquinautas— Bruno Gouveia, ao nomear o encontro entre as duas bandas