Na noite de 13 de abril de 2021, o Brasil cruzou uma fronteira sombria: pela primeira vez, um deputado federal em pleno exercício do mandato sucumbiu à Covid-19. José Carlos Schiavinato, 66 anos, parlamentar pelo Paraná, morreu em Brasília após semanas sedado em ventilação mecânica — sem saber que sua esposa Marlene havia partido um mês antes, também levada pelo vírus. A tragédia de um casal de 41 anos de união, ceifado em pouco mais de trinta dias, tornou-se espelho da brutalidade silenciosa de uma pandemia que não poupava nem os corredores do poder.
Deputado José Carlos Schiavinato morre aos 66 anos por Covid-19
O marido nem chegou a saber de seu falecimento
Por que a morte de Schiavinato foi tão significativa? Havia algo que o tornava diferente de outras vítimas da Covid?
Ele era o primeiro deputado federal em exercício a morrer pela doença. Isso importa porque o Congresso é o coração político do país — quando um parlamentar morre, especialmente de forma tão rápida, a morte deixa de ser apenas pessoal e se torna um sinal de que ninguém está protegido.
Mas precisamos ser claros: ele era um homem de 66 anos com acesso a hospitais de Brasília. Muitas pessoas com menos recursos morreram sozinhas. O que o torna "primeiro" é apenas o cargo, não a vulnerabilidade.
E sua esposa? Como ela entrou nessa história?
Marlene morreu um mês antes, em 12 de março. Ela tinha 64 anos e tratava um câncer há três anos. O vírus a acelerou. O pior é que Schiavinato nunca soube que ela havia morrido — estava já na UTI quando ela faleceu.
Isso é confirmado no comunicado? Ou é interpretação?
O texto diz explicitamente que "o marido nem chegou a saber de seu falecimento". Está documentado.
Qual era o trabalho dele no Congresso?
Ele era engenheiro civil, havia sido prefeito de Toledo por oito anos. Na Câmara, trabalhava com agricultura, desenvolvimento rural, mobilidade urbana. Não era uma figura de destaque nacional, mas era um político local respeitado.
E quanto ao tempo de internação? Quanto tempo ele levou para piorar?
Entrou em 3 de março, foi para a UTI uma semana depois. Morreu em 13 de abril. Pouco mais de um mês inteiro.
Os colegas dele disseram algo que revelasse como a morte o afetou?
Eles o descreveram como querido, como alguém que fez muito pela região. Mas ninguém entrou em detalhes sobre o que ele fez especificamente ou como era trabalhar com ele.
Porque não havia tempo. Quando alguém morre assim, rápido, o que fica é o luto, não a análise.
Le Pouls
- Schiavinato foi internado em 3 de março e rapidamente transferido para a UTI, onde permaneceu sedado e em ventilação mecânica por semanas, com os pulmões gravemente comprometidos pelo vírus.
- Enquanto lutava pela vida, sua esposa Marlene — que tratava um câncer há três anos — morreu em 12 de março; ele jamais soube da perda.
- Boletins médicos divulgados durante a internação revelavam complicações crescentes: além dos pulmões, o deputado enfrentava obstrução das vias biliares e novas infecções.
- Colegas do Congresso, de diferentes espectros políticos, expressaram luto público, enquanto o comunicado oficial ainda mencionava a esperança por um milagre que não chegou.
- Com Schiavinato, o Congresso Nacional chegou a quatro membros perdidos para a Covid-19, evidenciando que a pandemia havia penetrado fundo nas estruturas do poder legislativo brasileiro.
Na noite de 13 de abril de 2021, o Brasil cruzou uma fronteira sombria: pela primeira vez, um deputado federal em pleno exercício do mandato sucumbiu à Covid-19. José Carlos Schiavinato, 66 anos, parlamentar pelo Paraná, morreu em Brasília após semanas sedado em ventilação mecânica — sem saber que sua esposa Marlene havia partido um mês antes, também levada pelo vírus. A tragédia de um casal de 41 anos de união, ceifado em pouco mais de trinta dias, tornou-se espelho da brutalidade silenciosa de uma pandemia que não poupava nem os corredores do poder.
Na noite de 13 de abril de 2021, José Carlos Schiavinato morreu aos 66 anos em um hospital de Brasília, tornando-se o primeiro deputado federal em exercício a falecer pela Covid-19 no Brasil. A notícia foi confirmada por um comunicado nas redes sociais do próprio parlamentar, onde colegas e amigos lamentaram a perda de um homem dedicado à cidade de Toledo e ao Paraná.
Schiavinato havia sido internado em 3 de março. Uma semana depois, seu estado se agravou e ele foi transferido para a UTI, onde permaneceu sedado e em ventilação mecânica. Os boletins médicos revelavam uma batalha crescente: pulmões gravemente afetados, obstrução das vias biliares e novas infecções que exigiam procedimentos adicionais.
O que torna a história ainda mais dolorosa é que o deputado morreu sem saber que sua esposa, Marlene de Fátima da Silva Schiavinato, havia falecido em 12 de março, aos 64 anos — também vítima do coronavírus, agravado por um câncer que ela tratava há três anos. Casados há 41 anos, os dois deixaram dois filhos e seis netos. A morte de ambos em pouco mais de um mês transformou a tragédia familiar em símbolo da crueldade da pandemia.
Engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá, Schiavinato foi prefeito de Toledo por duas gestões consecutivas e chegou à Câmara dos Deputados em 2019 com mais de 75 mil votos, filiado ao Progressistas. Na Casa, atuava em comissões ligadas à agricultura e ao desenvolvimento municipal.
Sua morte gerou comoção entre parlamentares de diferentes tendências. Com ele, o Congresso Nacional somava quatro membros perdidos para a Covid-19 — antes dele, o senador Major Olimpio e os senadores Arolde de Oliveira e José Maranhão. Em abril de 2021, a pandemia estava longe do fim, e o luto do Legislativo refletia o luto de todo o país.
Na noite de 13 de abril de 2021, José Carlos Schiavinato morreu aos 66 anos em um hospital de Brasília, vítima de complicações da Covid-19. Com sua morte, o deputado federal pelo Paraná se tornou o primeiro parlamentar em exercício a falecer pela doença no Brasil. A notícia foi confirmada por meio de um comunicado publicado nas redes sociais do próprio deputado, onde amigos e colegas expressaram o luto pela perda de um homem que, segundo o texto, havia feito muito pela cidade de Toledo e pela região.
Schiavinato havia sido internado em 3 de março em Brasília. Uma semana depois, seu quadro se agravou e ele foi transferido para a unidade de terapia intensiva, onde permaneceu sedado e dependente de ventilação mecânica. Os boletins médicos divulgados durante sua internação revelavam a gravidade de seu estado: em 6 de abril, a equipe médica expressava "grande preocupação" com os pulmões do deputado, afetados pelo vírus. Além disso, ele enfrentava complicações adicionais que exigiam procedimentos para desobstrução das vias biliares e tratamento para uma nova infecção.
O que torna a história ainda mais trágica é que Schiavinato não chegou a saber que sua esposa havia falecido. Marlene de Fátima da Silva Schiavinato morreu em 12 de março, um dia antes de seu marido ser transferido para a UTI, aos 64 anos. Ela também foi vítima do novo coronavírus, mas enfrentava uma vulnerabilidade adicional: tratava um câncer havia três anos. Os dois estavam casados há 41 anos e deixaram dois filhos e seis netos. A morte de ambos em um intervalo de pouco mais de um mês transformou a tragégia pessoal em símbolo da brutalidade da pandemia.
Schiavinato tinha uma trajetória política consolidada. Nascido em 12 de setembro de 1954 em Iguaraçu, no Paraná, era engenheiro civil formado em 1977 pela Universidade Estadual de Maringá. Seguiu os passos de seu pai, Armando Schiavinato, e se elegeu prefeito de Toledo por duas gestões consecutivas, de 2005 a 2012. Em 2015, foi eleito deputado estadual no Paraná e, quatro anos depois, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 75.540 votos, filiado ao Progressistas. Na Câmara, era membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além de integrar comissões especiais sobre mobilidade urbana e o Fundo de Participação dos Municípios. Havia participado também da Comissão Parlamentar de Inquérito do BNDES, que funcionou entre março e outubro de 2019.
A morte de Schiavinato gerou reações entre seus pares no Congresso. A deputada Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, descreveu-o como um colega querido por todos. Pedro Lupion, também deputado pelo Paraná, destacou seu compromisso com os municípios e o setor produtivo da região. Filipe Barros e Carla Zambelli, ambos da base do governo Bolsonaro, também lamentaram a perda. O comunicado oficial que anunciava sua morte mencionava a esperança por um milagre que não veio, e informava que seu corpo seria transladado de Brasília para Toledo.
Com a morte de Schiavinato, o Congresso Nacional contabilizava quatro membros perdidos para a Covid-19. Antes dele, o senador Major Olimpio, aos 58 anos, havia falecido após 16 dias de internação. Os senadores Arolde de Oliveira, aos 83 anos, e José Maranhão, aos 87, também foram vítimas da doença. A pandemia havia penetrado profundamente nas estruturas do poder legislativo brasileiro, transformando a morte de um deputado em exercício de uma realidade que, naquele momento de abril de 2021, ainda estava longe de seu fim.
Citations marquantes
Esperávamos um milagre. E ele não veio. Ou aconteceu de uma forma que neste momento não sabemos compreender.— Comunicado publicado nas redes sociais do deputado
Um colega querido por todos e que não resistiu ao Covid. Que Deus o receba em seus braços misericordiosos e conforte familiares, amigos, colegas e a todos nós!— Deputada Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça